{"id":4118,"date":"2025-09-17T08:47:38","date_gmt":"2025-09-17T11:47:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bienaleditora.com.br\/site\/?p=4118"},"modified":"2025-09-17T09:01:00","modified_gmt":"2025-09-17T12:01:00","slug":"especial-petronio-portella-100-anos-parte-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bienaleditora.com.br\/site\/especial-petronio-portella-100-anos-parte-5\/","title":{"rendered":"ESPECIAL: PETR\u00d4NIO PORTELLA \u2013 100 ANOS (Parte 5)"},"content":{"rendered":"<p><strong>A travessia para a democracia<\/strong><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><em>Z\u00f3zimo Tavares (*)<\/em><\/p><p>Abertura, hoje, \u00e9 uma palavra banal e praticamente esquecida na cena pol\u00edtica brasileira. Mas ela j\u00e1 teve um peso fundamental, inquietante e decisivo na vida e no destino do pa\u00eds.<\/p><p>H\u00e1 45 anos, o Brasil procurava, a duras penas, sair de uma ditadura militar para uma democracia.<\/p><p>Os militares, que detinham o poder desde 1964, falavam em uma distens\u00e3o lenta, gradual e segura do regime.<\/p><p>De fato, essa distens\u00e3o, tamb\u00e9m chamada de abertura, se processava de forma lenta e gradual, mas n\u00e3o segura.<\/p><p>Havia riscos iminentes de retrocessos, como ocorrera em 1968, quando o regime fechou de vez e o pa\u00eds caiu em uma longa noite de trevas que durou dez anos.<\/p><p><strong>O imp\u00e9rio do AI-5<\/strong><\/p><p>\u00c9 dessa \u00e9poca o Ato Institucional n\u00ba 5, o famigerado AI-5, que deu aos militares poderes ilimitados de mandos e desmandos.<\/p><p>Por meio desse Ato Institucional, fora proibida a garantia de&nbsp;<em>habeas corpus<\/em>&nbsp;em casos de crimes pol\u00edticos.<\/p><p>Atrav\u00e9s do AI-5, o governo decretou tamb\u00e9m o fechamento do Congresso Nacional, pela primeira vez, desde 1937 (Estado Novo).<\/p><p>O Ato autorizou ainda o presidente a decretar estado de s\u00edtio por tempo indeterminado, demitir pessoas do servi\u00e7o p\u00fablico, cassar mandatos, confiscar bens privados e intervir em todos os estados e munic\u00edpios.<\/p><p>E, finalmente, por meio do AI-5, o regime militar decretou a censura aos meios de comunica\u00e7\u00e3o e \u00e0s artes, al\u00e9m de adotar a tortura como a\u00e7\u00f5es comuns.<\/p><p><strong>Queda de bra\u00e7o<\/strong><\/p><p>Uma d\u00e9cada depois da aplica\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel do AI-5, o Brasil esperneava para respirar liberdade.<\/p><p>Nas ruas, era grande a press\u00e3o pela abertura do sistema, que estava dividido.<\/p><p>Uma parte, a liderada ent\u00e3o pelo general Jo\u00e3o Figueiredo, o \u00faltimo presidente militar, era liberalizante e queria devolver o pa\u00eds ao poder civil.<\/p><p>A outra parte, comandada pelo general Sylvio Frota, ex-ministro do Ex\u00e9rcito, era linha-dura e queria os militares no poder por mais tempo, mandando a qualquer custo.<\/p><p>O clima era de muita tens\u00e3o, afinal, eram tempos de desconfian\u00e7a, ang\u00fastia, revolta e pavor. E de alguma esperan\u00e7a.<\/p><p><strong>A distens\u00e3o<\/strong><\/p><p>Foi nesse terreno minado, cheio de lodo, trevas e precip\u00edcios, que um brasileiro, o senador Petr\u00f4nio Portella, se aventurou a movimentar-se teimosamente em busca de luz e terra firme \u2013 no caso, a democracia.<\/p><p>E o fazia com invulgar tato, extraordin\u00e1ria habilidade e insuper\u00e1vel desenvoltura pol\u00edtica que estava alcan\u00e7ando, uma a uma, as metas planejadas.<\/p><p>Primeiro, ele procurou abrir caminho para a redemocratiza\u00e7\u00e3o como presidente do Congresso Nacional, ainda no governo do general Ernesto Geisel (1974-1979), que iniciou o processo de abertura.<\/p><p>No final do mandato presidencial, estava sepultado o tormentoso AI-5.<\/p><p><strong>O sol da liberdade<\/strong><\/p><p>Depois de ver enterrado o AI-5, Petr\u00f4nio Portella ampliava seu raio de a\u00e7\u00e3o j\u00e1 como ministro da Justi\u00e7a, no governo do presidente Jo\u00e3o Figueiredo (1979-1985).<\/p><p>O general assumiu o poder, em 15 de mar\u00e7o de 1979, prometendo fazer do Brasil uma democracia.<\/p><p>Ou seja, o pr\u00f3prio presidente da Rep\u00fablica reconhecia publicamente, de viva voz, que o pa\u00eds n\u00e3o era democr\u00e1tico.<\/p><p>Petr\u00f4nio assumiu o papel de coordenador pol\u00edtico do governo.<\/p><p><strong>O fim da censura e a anistia<\/strong><\/p><p>Com pertin\u00e1cia e determina\u00e7\u00e3o, j\u00e1 nos primeiros meses do novo governo, o ministro da Justi\u00e7a conseguia, atrav\u00e9s do di\u00e1logo, o fim da censura e a aprova\u00e7\u00e3o da Lei da Anistia, sancionada pelo presidente em 28 de agosto de 1979.<\/p><p>Com a anistia, 4.650 brasileiros punidos por atos de exce\u00e7\u00e3o, desde o in\u00edcio dos governos militares, estavam sendo beneficiados.<\/p><p>Eram pessoas que haviam sido cassadas, banidas, exiladas ou mesmo destitu\u00eddas de seus empregos p\u00fablicos.<\/p><p>A anistia trazia de volta ao Brasil dezenas de exilados. Entre eles, estavam Leonel Brizola, Miguel Arraes, Darcy Ribeiro, M\u00e1rcio Moreira Alves, Lu\u00eds Carlos Prestes e Fernando Gabeira.<\/p><p><strong>As reformas<\/strong><\/p><p>O ministro da Justi\u00e7a tocava tamb\u00e9m a reforma partid\u00e1ria, pondo fim \u00e0 camisa de for\u00e7a do bipartidarismo e abrindo caminho para o o retorno do pluripartidarismo.<\/p><p>Da\u00ed nasciam, naquela \u00e9poca, o PDS, o PMDB e o PP e, a seguir, o PT, o PTB e, depois, o PDT.<\/p><p>As diferentes correntes de pensamento que se acotovelavam em apenas duas siglas \u2013 a Arena governista e o MDB oposicionista \u2013 podiam, enfim, defender livremente suas ideias e respirar em outras legendas.<\/p><p>Muitas outras reformas estavam por ser feitas, sob a coordena\u00e7\u00e3o do ministro Petr\u00f4nio Portella, como o restabelecimento das elei\u00e7\u00f5es diretas para governador, em 1982.<\/p><p><strong>O sil\u00eancio<\/strong><\/p><p>No dia 4 de janeiro de 1980, por\u00e9m, ele sentiu-se mal quando visitava Santa Catarina.<\/p><p>Na tarde do dia seguinte, um s\u00e1bado, ap\u00f3s receber atendimento m\u00e9dico de urg\u00eancia, voltou \u00e0s pressas para Bras\u00edlia.<\/p><p>Desembarcou caminhando. At\u00e9 deu entrevista. Mas estava abatido e muito p\u00e1lido.<\/p><p>Avaliou, no entanto, que o mal-estar era passageiro e n\u00e3o procurou um hospital. Optou por ser medicado em casa.<\/p><p>Tudo ia relativamente bem quando, na tarde de domingo, o estado de sa\u00fade do ministro agravou-se repentinamente.<\/p><p>Ele foi transferido em ambul\u00e2ncia para o Hospital Santa L\u00facia, \u00e0s 15h35.<\/p><p>Estava desacordado. Os m\u00e9dicos passaram aproximadamente uma hora tentando reanim\u00e1-lo.<\/p><p>A morte do ministro foi anunciada oficialmente no in\u00edcio da noite de 6 de janeiro de 1980.<\/p><p><strong>Sol do meio dia<\/strong><\/p><p>Acabava ali a sua caminhada, que chegava ao fim antes de alcan\u00e7ar a linha de chegada.<\/p><p>O Brasil se cobria de luto com um manto de incertezas no campo pol\u00edtico.<\/p><p>Poucos dias depois, o ministro Ibrahim Abi-Ackel, sucessor de Petr\u00f4nio na pasta da Justi\u00e7a, inaugurava a foto do antecessor na Galeria do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a com esta frase:<\/p><p>&#8211; <em>Petr\u00f4nio foi um sol que parou ao meio-dia<\/em>.<\/p><p>Este \u00e9, em resumo, o brasileiro cujo centen\u00e1rio de nascimento est\u00e1 sendo lembrado agora.<\/p><p>________________________________<\/p><p>(*) <em>Jornalista e escritor. Autor dos livros \u201c<strong>Petr\u00f4nio Portella<\/strong>\u201d, publicado pelo Senado Federal, em 2010, como Volume 7 da Cole\u00e7\u00e3o Grandes Vultos que Honraram o Senado, e de <strong>Petr\u00f4nio Portella \u2013 Uma biografia<\/strong>, editado em 2012.&nbsp;<\/em><\/p><p><\/p><figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/www.bienaleditora.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Petronio-Portella.webp\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"525\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.bienaleditora.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Petronio-Portella.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-4122\" srcset=\"https:\/\/www.bienaleditora.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Petronio-Portella.webp 525w, https:\/\/www.bienaleditora.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Petronio-Portella-263x300.webp 263w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><\/figure><p><em>Capa d<\/em>o Jornal da Rep\u00fablica<em>, um dos mais influentes \u00e0 \u00e9poca.<\/em><\/p><p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A travessia para a democracia Z\u00f3zimo Tavares (*) Abertura, hoje, \u00e9 uma palavra banal e praticamente esquecida na cena pol\u00edtica brasileira. 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