O Cine Teatro Oeiras lotou no lançamento do livro Bacia do Canindé, do médico e ex-governador Wilson Martins.

O lançamento da obra na Primeira Capital ocorreu na quinta-feira à noite (21/03), como parte da programação cultural da Semana Santa em Oeiras.

Desde o início da semana, as ruas dos quatro cantos do Centro Histórico abrem espaço para diversas manifestações de fé e religiosidade únicas da cidade.

O programa de atividades culturais segue até 31 de março.

O lançamento

O lançamento do livro foi precedido pela apresentação da Orquestra Bandolins de Oeiras, executando peças oficiais, sacras e populares.

A apresentação da obra foi feita pelo secretário municipal de Cultura de Oeiras, Júnior Viana.

O jornalista e acadêmico Zózimo Tavares, diretor da Bienal Editora, responsável pela publicação do livro, também fez uso da palavra.

Wilson Martins falou do principal objetivo do livro, que é mostrar uma riqueza natural do Piauí, a bacia do Canindé, e de sua emoção de lançar a obra na cidade.

Oeiras é um dos 89 municípios que integram a Bacia do Rio Canindé, composta por 15 rios e 418 riachos.

Ao final, Wilson Martins recebeu homenagem do Instituto Histórico de Oeiras, através de sua presidente, professora Inácia Rodrigues, e iniciou sessão de autógrafos, encerrada perto da meia-noite.

Entre os presentes ao ato estavam o prefeito José Raimundo; o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Espedito Martins; a conselheira Lílian Martins (TCE-PI); o historiador e acadêmico Fonseca Neto, vice-presidente da Academia Piauiense de Letras e presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí; e o presidente da Fundação Nogueira Tapety, Carlos Rubem.

Também se fizeram presentes o deputado estadual Bessah Sá; o ex-prefeito e ex-deputado federal B. Sá; o ex-deputado federal Tapety Júnior; os ex-deputados estaduais Rubem Martins e Mauro Tapety; parentes do autor, professores e outros convidados.

(Imagens: Douglas Ribeiro)

O livro Bacia do Canindé, de autoria do médico, professor e ex-governador Wilson Martins, será lançado em Oeiras nesta quinta-feira (21/03).

O lançamento está marcado para o Cine Teatro Oeiras (Praça de Eventos), a partir das 21 horas.

A arrecadação com a venda do livro será revertida para ações sociais da APAE de Oeiras e da ATYPAL – Associação dos Pais e Amigos do Autista de Oeiras e Região.

O livro Bacia do Canindé descreve e analisa a maior das nove sub-bacias que compõem a Bacia do Rio Parnaíba.

Como mostra a obra, a Bacia do Canindé é composta por 15 rios e 418 riachos, cobrindo 89 municípios do Sul do Piauí, entre eles Oeiras, todos relacionados no livro.

A obra é ilustrada por imagens, mapas e infográficos e se baseia em vasta bibliografia sobre o tema, bem como em pesquisas de campo realizadas pelo autor ao longo de vários anos de estudo.

O livro sai pela Bienal Editora, com prefácio do senador e ministro Wellington Dias e apresentação do jornalista Zózimo Tavares, ambos da Academia Piauiense de Letras.

O autor

Wilson Nunes Martins nasceu em Santa Cruz do Piauí, no Vale do Canindé, em 1953. É médico e professor aposentado de neurologia na Universidade Federal do Piauí.

Foi também neurocirurgião do Hospital Getúlio Vargas e presidiu a Associação Piauiense de Medicina, no período de 1991 a 1993.

Exerceu os cargos de presidente da Fundação Municipal de Saúde e secretário municipal de Saúde de Teresina.

Elegeu-se deputado estadual em 1994, reelegendo-se nas legislaturas seguintes, até ser eleito vice-governador, em 2006.

Exerceu dois mandatos de governador do Piauí, entre 2010 e 2014.

Capa do livro Bacia do Canindé, com ilustração de Naza.

Lançamento do livro em Teresina, no Centro Cultural SESC Cajuína.

José Ribamar Garcia  (*)       

            “Monsenhor Boson – O Missionário da Educação”, de autoria de Arnaldo Boson Paes, editado pela Bienal Editora, Teresina-Pi, 2023, é um livro que já nasceu clássico. Um clássico de nossa Literatura. Pois, vai além da história da vida desse extraordinário religioso, Constantino Boson e Lima, nascido em São Raimundo Nonato, outrora Vila de São Raimundo Nonato. 

Ao ficar órfão de pai e mãe, aos sete e oito anos de idade, foi amparado pelo tio que era padre e de quem teve grande influência. Esse tio o levou para São Luís, onde ele ingressou no seminário e ordenou-se padre aos 23 anos, quando “formalizou seu casamento com a Igreja”, assinala o autor.

Após 18 anos de exercício vocacional na capital maranhense, foi designado para o Piauí, assumindo a paróquia da cidade de Barras do Maratoan. Ao chegar ali, foi construindo uma igreja, adotando o Evangelho de São Mateus: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (28:19). Daí por diante, dinâmico que era, não parou: lecionando, abrindo escolas e templos. Tornou-se um dos maiores educadores do País. 

           O autor, ao mesmo tempo em que narra a biografia do monsenhor, descreve os hábitos, costumes e origens dos locais, assim como os acontecimentos e fatos históricos daqueles momentos. Mesmo que alguns deles não tenham influenciado diretamente o biografado, servem para situá-lo no tempo e esse tempo surge também como uma espécie de pano de fundo da sua trajetória. De qualquer modo, dão à narrativa um tom agradável.

Eis alguns trechos: “À época, o Piauí contava menos de 200 mil habitantes e Teresina, capital da Província desde 1852, não chegava a 20 mil moradores. O País escalava a guerra contra o Paraguai, O Piauí vivia da pecuária…”(pag.21). Isso no ano do nascimento do monsenhor Boson.

E prossegue: Nas pags. 50/51, narra como era a viagem de Teresina a Barras. Nas 52/58, hábitos dos moradores da cidade de Barras. Na pag. 100: “Em 1929, quando Boson chegou a Parnaíba, o mundo estava mergulhado na grave crise econômica deflagrada pelo ‘Crack’ da Bolsa de Nova York. Nos anos seguintes, o mundo assistiria à ascensão de Hitler ao poder e à marcha trágica para a Segunda Guerra. No Brasil, eclodiriam sucessivamente a Revolução de 30, a Era Vargas, a Guerra Paulista de 32, a Revolução Comunista de 35 e o Estado Novo de 37”.

          Outro aspecto interessante foi a conexão do monsenhor com alguns dos contemporâneos que se tornariam famosos.  Dentre eles, José de Arimathéa Tito, de quem se tornou compadre, ao batizar seu filho Arimathéa Tito Filho; Leônidas de Castro Melo; Manoel Paulo Nunes; Dom Avelar Brandão Vilela; Padre Chaves (Joaquim Raimundo Ferreira Chaves). 

        Se o objetivo de Arnaldo Boson era resgatar a história do monsenhor Boson, pode considerar-se realizado. Pois conseguiu, e com louvor. Creio que valeu as inúmeras entrevistas e os esforços exaustivos despendidos na busca de documentos e de informações sobre fatos ocorridos há oito décadas passadas.

Creio, ainda, não fosse sua tenacidade, determinação e, sobretudo, inteligência, não teria atingido ao que se propôs. E alcançou com brilho, haja vista o resultado: este belo e importante livro. Escrito num estilo simples, leve e direto, dando uma naturalidade à narrativa.   Parabéns!

 (*) José Ribamar Garcia é advogado e escritor. Membro da Academia Piauiense de Letras.

O ex-governador Wilson Martins lançou, na noite de sábado (09/03), no Centro Cultural SESC Cajuína, o seu livro Bacia do Canindé.

O lançamento contou com a presença do governador em exercício Themístocles Filho, sendo prestigiado ainda por várias outras autoridades, familiares do autor e outros convidados.

A apresentação da obra foi feita pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, e pelo jornalista Zózimo Tavares.

O cerimonial foi conduzido pela conselheira Lílian Martins, esposa do autor.

Houve a exibição de um documentário com o registro das andanças de Wilson Martins pela região pesquisada, em viagens de estudo.

A renda do lançamento foi doada pelo autor à Fundação Cristo Rei/Museu Dom Avelar e à Fundação Maria Carvalho Santos.

O livro

O livro é uma pesquisa do ex-governador Wilson Martins sobre a bacia do Canindé realizada ao longo de vários anos.

Esta bacia é composta por 14 rios e 418 riachos, cobrindo 89 municípios do Sul do Piauí.

Além da descrição geofísica do Vale do Canindé, em 500 páginas a obra traz informações sobre aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da região.

Será neste sábado (09/03), às 18h, o lançamento do livro Bacia do Canindé, de autoria do médico e ex-governador Wilson Martins.

O lançamento da obra ocorrerá no Centro Cultural SESC Cajuína, na Avenida Cajuína, 725, bairro dos Noivos.

O livro resulta de pesquisa do autor desenvolvida ao longo de vários anos. Ele nasceu na região (Santa Cruz do Piauí), à qual fez várias viagens de estudos, procurando documentar da melhor forma o seu trabalho.

Para tanto, em suas observações e entrevistas, fez uso de veículos motorizados e equipamentos modernos como GPS, drone, câmeras digitais e Google Earth.

O estudo apoiou-se em vasta pesquisa bibliográfica, a partir da obra seminal Descrição do Sertão do Piauí, de autoria do missionário Miguel de Carvalho, que publicou em 1694 o primeiro documento histórico sobre o Piauí.

O livro tem 495 páginas e sai pela Bienal Editora, em dição de luxo, capa dura, papel couchê, ilustrado com imagens da região do Vale do Canindé, mapas e infográficos que dão leveza e beleza à obra.

A Bacia do Canindé abrange 89 municípios do Sul do Piauí.

No lançamento, o exemplar será disponibilizado ao preço de R$ 100 e a renda será revertida para a Fundação Cristo Rei/Museu Dom Avelar e a Fundação Maria Carvalho Santos.

Barragem de Poço do Marruá, no município de Patos do Piauí.

Carnaubal no Vale do Canindé.

Os conflitos sobre os limites do Piauí com o Ceará estão entre os assuntos abordados no livro Bacia do Canindé, que será lançado neste sábado (09/03) pelo médico e ex-governador Wilson Martins.

Foi Wilson Martins que, como governador, ajuizou no Supremo Tribunal Federal a ação pedindo uma decisão mostrando a quem pertence a área em conflito, compreendendo quase 3.000 quilômetros quadrados.

A ação foi ajuizada em 2011, após o acirramento dos ânimos entre os dois Estados, diante de uma pesquisa do IBGE indicando que a maioria dos domicílios da área está em território cearense.

O Supremo designou o Exército brasileiro para produzir estudo sobre a divisa entre os dois Estados e deve julgar a ação até o final deste semestre.

No livro, Wilson Martins relata em 20 páginas (55 a 75) toda a história sobre o conflito, informando que o início dela remonta a 1535. A obra atualiza as informações sobre o assunto.

O livro Bacia do Canindé foi publicado pela Bienal Editora e será lançado neste sábado a partir das 18h, no Centro Cultural SESC Cajuína.

Capa do livro Bacia do Canindé/Reprodução

A capa do livro Bacia do Canindé, que o médico e ex-governador Wilson Martins lança neste sábado (09/03), no Centro Cultural SESC Cultura Cajuína, em Teresina, é uma criação da artista plástica Naza.

A pintora nasceu no Vale do Canindé, mais precisamente no município de Santa Cruz do Piauí, onde também nasceu o autor do livro, e morou em várias regiões do Brasil, antes de alçar voos mais altos e mudar-se para os Estados Unidos, em 1985.

A piauiense ganhou projeção e reconhecimento internacional ao participar de salões individuais em galerias, museus e centros culturais dos EUA e também na Europa.

Ela já pintou personalidades como o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o astronauta John Glenn, a princesa Diana, o piloto Ayrton Senna e o cantor Roberto Carlos.

Também já ganhou, entre outros, os prêmios Mulher do Ano (Boca Raton), Croix De’Argeant (Lê Mérite Dévouement Français) em París e a Comenda Renascença (Governo do Piauí).

A jornalista Suzane Jales escreveu e publicou o livro “O Figurativo Abstrato de Naza”] (Abstracted Realism by Naza), com o patrocínio da cidade de Teresina e do Grupo Claudino. O livro foi lançado em 1998.

O lançamento

O livro Bacia do Canindé, publicado pela Bienal Editora, será lançado no SESC Cajuína a partir das 18h deste sábado.

A renda do lançamento será revertida para as obras culturais e sociais da Fundação Cristo Rei/Museu Dom Avelar e Fundação Maria Carvalho Santos.

(Com informações e imagens de https://portfoliovip.com.br/a-biografia-completa-da-renomada-artista-plastica-piauiense-naza-mcfarren/)

A capa do livro de Wilson Martins

Presidente Obama pela arte de Naza.

Naza com Roberto Carlos

A renda do lançamento do livro Bacia do Canindé, de autoria do ex-governador Wilson Martins, será revertida para as atividades de duas instituições que lidam com ações culturais e sociais no Piauí, a Fundação Cultural Cristo Rei e a Fundação Maria Carvalho Santos.

A Fundação Cultural Cristo Rei mantém o Museu Dom Avelar Brandão Vilela, no bairro Cristo Rei, zona Sul de Teresina (foto em destaque).

Inaugurado em 2019, o museu tem um acervo de 21.400 itens, sendo 14.800 moedas, dentre elas algumas datadas de antes de Jesus Cristo.

O museu abriga biblioteca, o Setor de Arqueologia, um auditório e salas de Reserva Técnica (veja aqui:  https://instagram.com/museudomavelar)

O acervo começou a ser constituído a partir das coleções pessoais de moedas, selos e minérios do Pe. Pedro Maione, frutos de viagens à Europa e da doação de amigos, parentes e jesuítas.

As coleções se dividem em: Numismática (moedas), Filatelia (selos), Arqueologia, Conquiliologia (conchas), Mineralogia, Fósseis, Animais taxidermizados, Zoologia e Arte popular mundial.

Luta contra o câncer

Já a Fundação Maria Carvalho Santos é uma instituição sem fins lucrativos com sede em Teresina que atua nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará e Tocantins na promoção do diagnóstico precoce do câncer de mama, educação em saúde, práticas de advocacy e adaptação social das mulheres com câncer de mama, doando próteses, perucas, medicamentos, etc.

A entidade reúne voluntários para promover suas ações e, na medida que dispõe de recursos, realiza seus 51 projetos voltados para a problemática do câncer de mama.

Todas as pessoas com câncer de mama são atendidas gratuitamente na sua sede, situada na Rua São Pedro, 3113, bairro Ilhotas.

Há também uma farmácia solidária mantida pela instituição.

Em 22 anos de atuação já atendeu mais de 200 mil mulheres. Todos os anos, realiza o Movimento Outubro Rosa.

O livro

O livro Bacia do Canindé sai pela Bienal Editora em edição de luxo, capa dura e papel couchê, com imagens coloridas. Tem 495 páginas e no lançamento será vendido a R$ 100 o exemplar.

(Fonte: https://afonte.org.br/site/a-fundacao/)

Do acervo do Museu Dom Avelar/Imagem: Jacinto Teles/JTNews

Fundação Maria Carvalho Santos

Capa do livro Bacia do Canindé.

“O leitor de Bacia do Canindé será levado a viajar no tempo; do primitivo e atrasado Piauí ao moderno Estado em construção – tudo isso na mesma região”.

A opinião foi manifestada pelo ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social), no prefácio do livro Bacia do Canindé, que o ex-governador Wilson Martins lançará no próximo sábado (09/03), em Teresina.

O ministro assegura que o autor surpreenderá o leitor “com seus profundos estudos e disposição que teve de ir em cada canto desta bacia”.

E avisa: “E quem pensa que já sabe muito a respeito descobrirá que ainda tem muito a aprender, e que também falta desbravar muitos lugares em nosso rico Piauí”.

Descoberta do Piauí

O livro de Wilson Martins, segundo o ministro, além de descrever a Bacia do Canindé em detalhes, trata ainda sobre a história e a cultura da gente da região: clima, secas, geologia, aquíferos, riqueza mineral, turismo, comércio, agricultura e agropecuária.

“Ao tempo em que retrata a vida rigorosa da caatinga, o estudo embarca nas mudanças econômicas e sociais que a região experimentou nas últimas décadas”, enfatiza.

Por fim, o prefaciador prevê que “Bacia do Canindé é um marcante topônimo que, na obra de Wilson Martins, vai acender o entusiasmo para que o mundo, o Brasil e o próprio Piauí descubram o Piauí”.

O livro do ex-governador Wilson Martins, publicado pela Bienal Editora, será lançado no Salão Nobre Nerina Castelo Branco, no Centro Cultural SESC Cajuína, a partir das 18h de sábado próximo.

O livro Bacia do Canindé, de autoria do médico, professor e ex-governador Wilson Martins, será lançado no próximo sábado (09/03), às 18h, no Salão Nobre Nerina Castelo Branco, no Centro Cultural SESC Cajuína, bairro dos Noivos, em Teresina.

Em quase 500 páginas, o livro descreve em minúcias a maior das nove sub-bacias que compõem a Bacia do Rio Parnaíba.

Como mostra a obra, a Bacia do Canindé é composta por 15 rios e 418 riachos, cobrindo 89 municípios do Sul do Piauí, todos relacionados no livro.

A obra é ilustrada por imagens, mapas e infográficos e se baseia em vasta bibliografia sobre o tema, bem como em pesquisas de campo realizadas pelo autor ao longo de vários anos de estudo.

O livro sai pela Bienal Editora, com prefácio do ministro Wellington Dias e apresentação do jornalista Zózimo Tavares, ambos da Academia Piauiense de Letras.

O autor

Wilson Nunes Martins nasceu em Santa Cruz do Piauí, no Vale do Canindé, em 1953. É médico e professor aposentado de neurologia na Universidade Federal do Piauí.

Foi também neurocirurgião do Hospital Getúlio Vargas e presidiu a Associação Piauiense de Medicina, no período de 1991 a 1993.

A seguir, exerceu os cargos de presidente da Fundação Municipal de Saúde e secretário municipal de Saúde de Teresina.

Elegeu-se deputado estadual em 1994, reelegendo-se nas legislaturas seguintes, até ser eleito vice-governador, em 2006.

Exerceu dois mandatos de governador do Piauí, entre 2010 e 2014.

Ele escreveu o livro Bacia do Canindé durante o período da Pandemia da Covid-19, depois de anos de pesquisas sobre o tema.

Capa do livro de Wilson Martins.

O autor entrega exemplar de seu livro ao vice-governador Themístocles Filho.

Álvaro Fernando Mota (*)

Magno Pires Alves Filho acaba de lançar um livro, no espaço da Academia Piauiense de Letras, da qual é um dos mais entusiasmados membros. “Piauí, oportunidades de investimentos” tem um olhar otimista e esperançoso sobre o espaço social e econômico que é o nosso Estado, com muitas potencialidades e possibilidades de desenvolvimento mostradas pelo acadêmico, que também usa parte dos escritos em perspectiva sobre nosso passado.

Lançado na reinauguração do Auditório da Academia Piauiense de Letras, que leva o nome do acadêmico Wilson Brandão, o livro não poderia encontrar melhor ambiente para isso, já que a solenidade foi muito prestigiada – o que pude constatar por estar presente em ato sob a presidência da professora Fides Angélica e do deputado Wilson Nunes Brandão, também acadêmico e responsável pela alocação dos recursos de que resultaram em um melhor auditório, em serviços iniciados pelo ex-presidente da APL, Zózimo Tavares.

Em dia de contentamento, revelou-se, pois, o livro de Magno Pires bem mais que um documento com valor econômico, social e histórico. Trata-se de obra a retratar décadas do olhar acurado de um experiente homem público, com passagem pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, pelo governo do Piauí, com secretário de Administração e dirigente de outros organismos púbicos – sempre com ações e ideias de promoção do desenvolvimento econômico, como faz ainda hoje, como dirigente do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí.

Há muitos bons exemplos do empenho de Magno Pires com o fito da promoção de mudanças sociais e econômicas pela via do desenvolvimento do Piauí, como a ação dele em projetos fundamentais na economia piauiense, entre os quais se destaca a instalação de fábrica de cervejas inaugurada em 1983, hoje pertencente Ambev, e seu incansável trabalho pelo incentivo a empresas locais de vestuário, cerâmica e agropecuária.

O livro, então, ratifica de modo firme o empenho do autor em favorecer o crescimento econômico do Piauí, como se poderá perceber na citação existente na obra a outro trabalho de Magno Pires, “Tratamento preferencial ao Piauí”, citado por Arimatéia Tito Filho, que descreveu, em 1979, esse escrito como “coletânea de estudos sérios, plenos de vigoroso ‘piauiensísmo’, com que se defendem os interesses da terra e da gente cá destas bandas de brasis”. Assim, vem de longe o trabalho de Magno Pires, que faz deste livro atual um guia para a manutenção dessa pegada de progresso material pelo qual ele sempre se guiou.

Sobre isso, aliás, lembro que vem de longe minha admiração por ele, já que meu pai Berilo Mota foi juiz em Batalha, terra natal de Magno Pires e, quando criança, fui vizinho de sua família na rua Areolino de Abreu, no Centro de Teresina. Na época, ele encaminhava mensalmente a meu pai uma revista Interior, editada pela Sudene, para mim leitura formativa e agradável para melhor conhecer  as potencialidades da nossa região e nosso Piauí.

Décadas de passaram desde esse meu primeiro contato com a postura entusiasta de Magno Pires em favor do Piauí – e muito se mudou neste tempo e muito haverá de ser mudado, felizmente por trabalhos de pessoas como esse piauiense definido como “um propositor insone”, que “fez muita coisa na vida”, boa parte dela como “aspiração de querer o Piauí economicamente mudado”, nos dizeres do professor Fonseca Neto ao apresentar o livro “Piauí, oportunidades de investimentos”.

(*) Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Doutorando em Direito pela PUC-SP. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses. Presidente do CESA-PI. Publicado originalmente no Jornal Meio Norte, em 22 de fevereiro de 2024).

Magno Pires com seu novo livro – “Piauí: Oportunidades de Investimentos”/Imagem: Jairo Moura