O romance O Lago e a Urbe, do escritor e acadêmico Oton Lustosa, será lançado nesta sexta-feira (25/04) no município de Parnaguá, a 800 quilômetros de Teresina e terra natal do autor.
A sessão de lançamento da obra será realizada a partir das 17 horas, na Câmara Municipal, situada na Praça Marquês de Paranaguá, no Centro da cidade.
O evento conta com o apoio cultural da Prefeitura e da Câmara Municipal de Parnaguá.
A obra será lançada no sábado (26/04) no município de Corrente. O lançamento está marcado para as 19h, no Campus do IFPI, localizado no bairro nova Corrente.
A obra
O novo romance de Oton Lustosa tem como tema principal a seca da lagoa de Parnaguá, fato ocorrido em 2015. O fenômeno da natureza impactou toda a região do Extremo Sul do Piauí e muito particularmente a população parnaguaense.
Ao longo do enredo, alguns conflitos paralelos se sucedem, como a crítica agressiva e interesseira de Alzira às atitudes do pai, o protagonista, a quem acusa de não honrar a memória da esposa falecida e de malbaratar o patrimônio da família.
Também ganha destaque a resistência de Adamastor (o ambientalista) às iniciativas expansionistas do agronegócio que, embora possa gerar grandes receitas e promover o desenvolvimento regional, quase sempre causa degradação ao meio ambiente.
Ao encerrar a sua composição literária, o autor, em final aberto, deixa ao leitor a faculdade de refletir sobre: desenvolvimento, riqueza e preservação ambiental; costumes, inovações tecnológicas e consumismo; religiosidade, superstição, fé, amor, solidão, traumas individuais e sociais, dentre outros temas que, conforme as circunstâncias, engrandecem ou diminuem o ser humano.
O romance sai pela Bienal Editora.

A Lagoa de Parnaguá, o maior lago natural do Brasil, com área de 72 quilômetros quadrados e 12 quilômetros de comprimento, é o tema central do novo romance do escritor Oton Lustosa.
Intitulada O Lago e a Urbe, a obra retrata a vida e as lendas que surgiram de dentro e em torno da grande lagoa, localizada no município de Parnaguá, um dos mais antigos do Piauí, situado a 800 quilômetros de Teresina, no Extremo-Sul do Estado.
Com 83 capítulos, distribuídos em 330 páginas, o romance sai pela Bienal Editora e será lançado na próxima semana.
Escritor meticuloso e inventivo, Oton Lustosa, filho das terras e das águas abundantes de Parnaguá, vale-se de acontecimento real e inédito para costurar sua narrativa ficcional nesse novo romance.
Para tanto, constrói personagens que, com suas ações e omissões, vigílias e sonhos, outra coisa não fizeram senão representar a realidade da vida, que ora é doçura, ora amargor.
O autor
Oton Lustosa é membro da Academia Piauiense de Letras e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Piauí.
Autor de Meia-vida (romance, 199; 2ª ed. 2026 e 3ª ed. 2024); O pescador de personagens (contos, 2000); Vozes da ribanceira (romance, 2003; 2ª. ed. 2023); e Em busca de uma rede na varanda (contos, 2022).

Capa do novo romance de Oton Lustosa/Imagem: Divulgação
A Academia de Letras de Crateús (ALC) recebeu, no último dia 10 de abril, em sua sede, a visita dos escritores Arnaldo Boson e Zózimo Tavares.
Eles foram conhecer a Academia e dialogar com os acadêmicos cearenses sobre a vida e a obra do poeta romântico José Coriolano (1829 – 1869), apontado pela crítica como fundador da Literatura Piauiense, com seu livro póstumo Impressões e Gemidos, lançado em 1870.
José Coriolano de Sousa Lima é patrono da Cadeira 8 da Academia Piauiense de Letras (APL), ocupada atualmente pelo poeta e crítico literário Francisco Miguel de Moura.
Fundador da Literatura Piauiense
Nascido em Crateús, então Vila Príncipe Imperial, quando o território ainda pertencia à Província do Piauí, José Coriolano formou-se na Faculdade de Direito do Recife e também teve destacada militância política.
Foi deputado e presidiu a Assembleia Provincial. Exerceu também a magistratura.
A Academia de Letras de Crateús recebeu um exemplar da 3ª edição de Impressões e Gemidos, publicada pela Academia Piauiense de Letras, na Coleção Centenário.
Os acadêmicos cearenses receberam também exemplares do livro autobiográfico Caminhos de Versos, do poeta popular João Tavares, nascido em Novo Oriente, vizinho a Crateús, e que por muito tempo se apresentou na Rádio Educadora de Crateús.
A obra foi lançada em 2022 pela Bienal Editora.
O evento teve como anfitriões o promotor de Justiça José Arteiro Goiano, o advogado Alexandre Macedo Maia, o escritor Raimundo Cândido e o historiador Flávio Machado.
A programação prosseguiu no dia 11 de abril, com visita à Igreja Matriz de Crateús, onde estão depositados os restos mortais do poeta, e ao busto de José Coriolano, reinstalado em 2013 na praça da Catedral pela própria ALC, em ação de resgate da memória literária regional.
J. Coriolano na história
J. Coriolano, como era literariamente conhecido, é citado com destaque no livro Monsenhor Boson – O missionário da educação, biografia de autoria de Arnaldo Boson, também desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí e professor universitário.
O livro foi lançado em 2024 pela Bienal Editora. Seu autor é sobrinho-tetraneto de José Coriolano, também parente do monsenhor Boson.
Marco na literatura
“A obra de Coriolano é uma semente que floresceu em toda a literatura piauiense. Sua visão poética, seu rigor formal e seu compromisso com a beleza da língua são marcas de um tempo fundador, que ainda hoje ecoa em nossa produção literária”, destacou o jornalista e escritor Zózimo Tavares, ex-presidente da Academia Piauiense de Letras, durante o encontro em Crateús.
Para a presidente da APL, Fides Angélica Ommati, o resgate da memória de José Coriolano representa mais do que um reconhecimento histórico:
“Celebrar Coriolano é reafirmar a identidade da literatura piauiense. Ele é um marco inaugural, um elo entre o passado e o presente da nossa produção intelectual. Em 1917, quando foi fundada a Academia Piauiense de Letras, o nome dele foi escolhido como patrono da cadeira 8. Isso demonstra o valor simbólico e literário que Coriolano representa para todos nós. A Academia se orgulha de manter viva a lembrança e a obra do poeta que fundou, com brilho e pioneirismo, a nossa tradição literária”, conclui a presidente da APL.


Escritores na sede da Academia de Letras de Crateús

José Arteiro Goiano e Arnaldo Boson.



Visita ao busto de J. Coriolano


Catedral de Crateús, onde estão depositados os restos mortais do poeta.

Livro com poemas de J. Coriolano.

Professora Fides Angélica, presidente da Academia Piauiense de Letras.
A apresentação do livro Controle de Políticas Públicas: a experiência do Tribunal de Contas do Piauí, de autoria do conselheiro Kennedy Barros, é assinada pelo procurador Thiago Pinheiro Lima, piauiense que ocupa o cargo de Procurador do Ministério Público de Contas do TCE-SP.
O Dr. Thiago Pinheiro foi Procurador-Geral do MPC do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo nos biênios 2019/2021 e 2021/2023. Também presidiu o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Contas – CNPGC.
Na apresentação do livro, ele destaca que o estudo feito por Kennedy Barros “é dotado de elementos preciosos não somente pela cultura acumulada ao longo de décadas de aprofundamento acadêmico de seu subscritor, mas, principalmente, pela sua experiência prática como Conselheiro e Presidente do Tribunal de Contas do Piauí”.
Novo cenário
Thiago Pinheiro lembra que o livro resulta da dissertação de mestrado do autor, em Ciência Política, pela Universidade Federal do Piauí, e aborda a importância do controle de políticas públicas realizado pelo Tribunal de Contas do Piauí em uma perspectiva de accountability horizontal, ou seja, aquela em que a fiscalização se dá entre entes ou órgãos estatais.
Kennedy Barros, segundo sua análise, situa o Tribunal de Contas do Piauí no novo cenário de atuação do controle externo, apontando as mudanças institucionais que remodelaram suas funções ao longo dos últimos anos.
Também delimita o objeto do estudo ao buscar compreender como as alterações estruturais impactaram a atuação do controle externo na avaliação de políticas públicas.
“O tema do livro é contemporâneo e traz reflexões importantes sobre o sentimento de democracia e a relevância do fortalecimento das instituições de controle. Responsividade e accountability são peças-chave e dialogam francamente com a compreensão das democracias modernas. O liame institucional entre a demanda do cidadão, sua concretização e o dever de transparência dos atos públicos são características marcantes do texto”, afirma.
O livro Controle de Políticas Públicas: a experiência do Tribunal de Contas do Piauí acaba de sair pela Bienal Editora.

Capa do livro do Conselheiro Kennedy Barros
O teólogo, jornalista e escritor Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto) recebeu, na noite de quarta-feira (2/4), o título de Cidadão Piauiense.
A cerimônia de entrega da honraria foi realizada no Theatro 4 de Setembro, com a presença de políticos, militantes do movimento social, educadores, intelectuais e outros convidados.
O deputado Francisco Limma (PT), vice-presidente da Assembleia Legislativa e autor do projeto de concessão do título de cidadania, afirmou que “havia essa lacuna na Assembleia em conceder esta honraria a este brasileiro ilustre que tem dado grandes contribuições não só para o Brasil, mas para o mundo”.
Frei Betto agradeceu a homenagem e relembrou sua relação com o Piauí, construída pela trajetória literária e pelo trabalho à frente do programa Fome Zero, em 2003.
“Eu me sinto muito honrado, porque eu sempre tive uma ligação muito forte com o Piauí, principalmente a partir do momento em que trabalhei no Fome Zero. O Piauí foi pioneiro nesse trabalho e eu fico realmente feliz com um estado que eu admiro que tem toda uma história libertária, e principalmente uma política muito progressista, que é um exemplo para todo o Brasil”, destacou o homenageado (Veja o Discurso de Agradecimento logo abaixo).
O dispositivo de honra da sessão de entrega do título de cidadania a Frei Betto foi presidido pelo deputado Limma e composto pela secretária de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, Regina Sousa, ex-governadora do Piauí; a secretária de Relações Sociais, Núbia Lopes da Silva; o diretor da Editora Lamparina, Wellington Soares; padre José de Anchieta, da Arquidiocese de Teresina; o desembargador e escritor Arnaldo Boson, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí; o jornalista e escritor Zózimo Tavares, da Academia Piauiense de Letras; e o defensor público Thiago Rodrigues, ouvidor-geral externo da Defensoria Pública do Estado do Piauí.
A cerimônia foi antecedida de apresentação da cantora Soraya Castelo Branco, acompanhada pelo violonista Luciano Santos.
Religião e Política
Após a cerimônia de entrega do título, o mais novo cidadão piauiense proferiu a palestra intitulada “Religião e Política nos tempos atuais”, mediada pelo professor Wellington Soares.
Houve o lançamento do mais novo livro de Frei Betto, intitulado “Quando fui pai do meu irmão” e de outras obras do autor.
Em seguida, o homenageado participou de sessão de autógrafos.
A agenda de Frei Betto no Piauí foi organizada pela Assembleia Legislativa, a Editora Lamparina e os portais de notícias pensarpiauí.com e piauíhoje.com.
O homenageado
Frei Betto é jornalista, antropólogo, filósofo e teólogo, sendo reconhecido por seu trabalho em favor dos Direitos Humanos.
Autor de 73 livros, o escritor é premiado no Brasil e no exterior; em 1982, seu livro de memórias “Batismo de Sangue” recebeu o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).
(Imagens: Geirlys Silva, da Asssessoria do Dep. Limma)
O DISCURSO DE FREI BETTO
No Discurso de Agradecimento, Frei Betto falou de sua alegria em ser acolhido como cidadão honorário do Piauí, destacou o papel histórico do Piauí nas lutas pela Independência do Brasil, exaltou a cultura do Estado, aplaudiu os avanços na educação e enalteceu o esforço em busca da inovação e da energia limpa:
“Senhoras e senhores,
Boa noite a todos!
Recebo com imensa honra e gratidão o título de Cidadão Piauiense, uma distinção que me emociona profundamente e reforça meus laços com este solo tão rico em história, cultura e tradição. Ser acolhido como irmão pelo povo do Piauí é uma das maiores honrarias da minha vida, e, nesta ocasião especial, quero expressar minha mais sincera gratidão.
O Piauí tem um papel marcante na construção da identidade nacional, sendo palco de importantes acontecimentos históricos e avanços sociais. Foi terra de heróis e revolucionários que lutaram pela liberdade e pelo progresso, sempre com um espírito resiliente e determinado.
Entre esses grandes momentos, destaca-se a participação fundamental nas lutas da Independência do Brasil. A Batalha do Jenipapo, em 13 de março de 1823, é um marco de coragem e patriotismo, onde o povo piauiense, munido apenas de sua bravura, enfrentou as tropas portuguesas para garantir a liberdade do Brasil. Esse espírito de luta permanece vivo até hoje, refletindo-se na forma como o Piauí tem se destacado em diversas áreas do conhecimento, da ciência e da cultura.
Não podemos deixar de mencionar o avanço da educação no estado, que tem sido um exemplo para todo o Brasil. O Piauí tem se destacado no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e na formação de jovens talentos que conquistam o mundo com sua inteligência e dedicação. Esse progresso na educação é reflexo do empenho de professores, estudantes e políticas públicas que têm investido na transformação do futuro da juventude piauiense.
O estado também tem se firmado como um polo de inovação e desenvolvimento sustentável, apostando em energias renováveis, especialmente na energia solar e eólica. Esse compromisso com a sustentabilidade demonstra uma visão progressista e um olhar para o futuro, garantindo que as próximas gerações possam viver em harmonia com a natureza.
A cultura do Piauí é outra razão de orgulho. Com seus poetas, escritores, músicos e artistas, o estado tem contribuído para a riqueza cultural do Brasil. Nomes como Torquato Neto, fundamental no movimento tropicalista, e Da Costa e Silva, com seus versos imortais, mostram a grandiosidade da expressão cultural piauiense.
Hoje, ao receber este título, sinto-me verdadeiramente parte dessa terra e comprometo-me a continuar honrando sua história e seus valores. Agradeço à Assembleia Legislativa, aos amigos, às autoridades e a todos que me acolheram de braços abertos. Esta homenagem fortalece meu compromisso em contribuir para o crescimento e desenvolvimento deste estado tão querido.
Muito obrigado, Piauí! Viva o Piauí! Viva o Brasil!
Frei Betto”

Frei Betto agradece a homenagem do Piauí.

O dispositivo de honra da sessão da ALEPI.

Deputado Limma faz saudação ao novo cidadão piauiense.

Convidados ouvem e cantam o Hino do Piauí.

Palestra de Frei Betto sobre Política e Religião.

Convidados aplaudem a participação da cantora de Soraya Castelo Branco.

Deputado Limma recebe autógrafo de Frei Betto.

Regina Sousa com Frei Betto.