A comitiva de piauienses que foi a Cuba revisitar ou conhecer o país, durante o lançamento do novo livro do jornalista e escritor Zózimo Tavares, fez uma visita de cortesia à Embaixada do Brasil.
Os piauienses foram recebidos pelo embaixador do Brasil em Cuba, Christian Vargas, e pelo conselheiro Igor Vidal.
O grupo, liderado pelo ex-governador Wilson Martins, reuniu o desembargador Arnaldo Boson, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí; o conselheiro Jaylson Campelo, do Tribunal de Contas do Estado do Piauí; o jornalista Zózimo Tavares e os empresários Francisco Araújo e Agnólio Boson Paes.
A caravana foi apresentada ao embaixador pelo ex-governador Wilson Martins, que discorreu sobre os objetivos da viagem a Cuba e fez também uma explanação sobre o Piauí.
Cuba hoje
Durante o encontro, o embaixador fez uma exposição sobre a realidade cubana aos visitantes.
Também falou sobre a implantação da Cátedra Jorge Amado, um programa de intercâmbio acadêmico entre Brasil e Cuba.
O programa será desenvolvido numa parceria entre a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação, e a Universidade de Havana.
O objetivo é fomentar a pesquisa e o ensino, com foco em literatura e cultura, além de promover a mobilidade de estudantes e pesquisadores entre os dois países.
O embaixador Christian Vargas também demonstrou conhecimento sobre o Piauí e destacou a contribuição da cientista Niéde Guidon para a arqueologia brasileira.
Laços e novos diálogos
O desembargador Arnaldo Boson, articulador da visita a Cuba, enalteceu o apoio do embaixador Christian Vargas e sua equipe à delegação piauiense, destacando a atuação da cônsul da Embaixada do Brasil em Cuba, Gabriele Guadagnin, e do conselheiro Igor Vidal.
Para o magistrado, a atuação diligente da Embaixada do Brasil permitiu fortalecer as conexões e estreitar os laços culturais entre o Piauí e Cuba, abrindo caminho para novos diálogos.
Ao final da visita, o embaixador recebeu exemplares dos livros Vale do Canindé, de Wilson Martins; Monsenhor Boson – O missionário da educação, de Arnado Boson, e Carnaúba – Uma riqueza do Piauí, de Zózimo Tavares, publicados pela Bienal Editora.
O embaixador e o conselheiro da Embaixada participaram do lançamento do livro Cuba: Recuerdos de la Isla, de Zózimo Tavares, segunda-feira passada (23/06), na Casa das Américas, em Havana.







Especial de Havana, Cuba – O jornalista e escritor Zózimo Tavares lançou hoje (23/06), na Casa das Américas, em Havana, seu mais novo livro: Cuba – Recuerdos de la Isla (Recordações da Ilha).
No lançamento, a apresentação da obra foi feita pelo historiador e escritor cubano Fernando Luis Rojas, diretor do Fundo Editorial da Casa das Américas.
Já a apresentação do autor foi feita pelo ex-governador Wilson Martins. Ele liderou uma comitiva de piauienses que foi a Cuba para este momento cultural.
O evento foi prestigiado por intelectuais cubanos e outros convidados, destacando-se o embaixador do Brasil em Cuba, Christian Vargas, e a diretora de Relações Internacionais da Casa das Américas, Yolanda Alomá.
O livro
O autor contou que escreveu o livro em 2022, na passagem dos 25 anos da primeira viagem que fez a Cuba, para participar do II Congresso de Secretários Municipais de Saúde das Américas.
À época, era secretário de Comunicação de Teresina e foi ao país em companhia do então secretário municipal de Saúde, Silvio Mendes, hoje prefeito de Teresina pela terceira vez.
Zózimo Tavares registra suas impressões sobre a Ilha e traça também uma linha do tempo com os principais acontecimentos do país desde sua Independência, no final do século 19, até os dias atuais, passando pela Revolução Cubana.
A comitiva de piauienses que viajou a Cuba para o lançamento do livro e conhecer o país é composta ainda pelo desembargador e professor Arnaldo Boson, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí; o conselheiro Jaylson Campelo, do Tribunal de Contas do Estado; e os empresários Francisco Araújo e Agnólio Boson Paes.
O livro foi publicado em espanhol pela Bienal Editora. Após o lançamento, foi servido coquetel aos convidados.
A Casa das Américas
A Casa das Américas é uma organização fundada em 1959 para promover o intercâmbio da cultura cubana com os demais países da América Latina.
A instituição divulga, pesquisa, apoia, premia e publica obras de escritores, artistas visuais, músicos, artistas de teatro e ciências sociais do continente.

Casa das Américas, em Havana.

Fernando Luis Rojas, diretor do Fundo Editorial da Casa das Américas.

Wilson Martins apresenta o autor em Havana.

Yolanda Alomá, diretora de Relações Internacionais da Casa das Américas.


O autor com o embaixador do Brasil em Cuba, Christian Vargas.




Um sucesso a reunião do Clube do Livro do Tribunal de Contas do Estado, realizada ontem (09/05), no estande do TCE no Salão do Livro do Piauí (SaLiPi), com a presença do escritor e acadêmico Oton Lustosa.
O romance “Meia-Vida”, de Oton Lustosa, foi a segunda obra literária lida pelos membros do Clube do Livro do TCE.
A primeira foi o romance “Somos todos velhas fotografias”, do escritor Sérgio Idelano, auditor do Tribunal.
Durante sua participação na reunião, Oton Lustosa ouviu as impressões de leitura dos participantes, respondeu indagações dos leitores e discorreu sobre o seu processo criativo, a construção dos personagens de sua obra e os autores que o influenciaram.
O encontro foi prestigiado também por outros convidados, como os acadêmicos Felipe Mendes, Itamar Costa e Fonseca Neto, da Academia Piauiense de Letras, e o poeta Salgado Maranhão.
A reunião do Clube do Livro do TCE contou ainda com a presença dos desembargadores Arnaldo Boson e Meton Marques, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí, e Antônio Noleto, do Tribunal de Justiça, além do coordenador geral do Salipi, professor Kássio Gomes.
A recepção aos convidados foi feita pelo historiador Bernardo Sá, técnico do TCE e professor da UFPI, e as palavras de agradecimento foram pronunciadas pela diretora executiva da Escola de Contas do TCE, Valéria Leal, auditora do Tribunal e professora da UESPI.
O romance “Meia-Vida”, em terceira edição, foi publicado pela Bienal Editora.
(Imagens: Válbia Sousa/TCE-PI)






O escritor e acadêmico Oton Lustosa, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Piauí, participa de três momentos no 23º Salão do Livro do Piauí (SaLiPi).
Nesta segunda-feira (09/06), às 18h, ele estará presente à reunião do Clube do Livro do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI).
No encontro, haverá troca de impressões de leitura do livro “Meia-Vida”, o primeiro romance do escritor, lançado em 1999. A 3ª edição da obra acaba de ser publicada pela Bienal Editora.
O livro foi o último a ser adotado e lido pelos membros do Clube de Leitura do TCE.
Na próxima sexta-feira, dia 13, às 18h, Oton Lustosa estará presente em evento do estande do Tribunal Regional Eleitoral que discutirá sua obra.
O escritor volta ao SaLiPi no sábado, dia 14, às 18h, para o lançamento de seu novo romance, “O Lago e a Urbe”, no Bate-Papo Literário.
O livro acaba de ser publicado pela Bienal Editora e vem alcançando grande repercussão entre os leitores e a crítica.

Capa do romance “Meia-Vida”, de Oton Lustosa.
Arnaldo Boson Paes
Desembargador do TRT/PI,
doutor em Direito e professor universitário.
Desde a década de 1970, venho acompanhando com admiração a trajetória da arqueóloga Niède Guidon. Nascido na região, testemunhei seu trabalho florescer e se expandir. Em 1977, fui residir em São Raimundo Nonato, para estudar. Naquele tempo, as pesquisas de Niède começavam a ressoar no cenário internacional. No entanto, localmente, sua atuação enfrentava grandes obstáculos e fortes resistências, especialmente por parte dos líderes políticos, dos comerciantes e moradores da região.
Hoje, 4 de junho de 2025, recebemos a triste notícia do falecimento da destemida arqueóloga, aos 92 anos, em São Raimundo Nonato, no Piauí. Sua partida representa uma perda irreparável para a arqueologia, tanto no Brasil quanto em âmbito global, especialmente para o estado do Piauí, que ela ajudou a projetar em níveis de reconhecimento acadêmico, ambiental e cultural.
Niède Guidon chegou a São Raimundo Nonato, coração da Caatinga piauiense, em 1970, como pesquisadora associada ao Museu do Ipiranga, em São Paulo. Desde então, suas descobertas impactaram de forma significativa a comunidade científica nacional e conferiram ao Piauí uma posição de destaque no cenário internacional.
Suas investigações corroboraram a hipótese de que a região da Serra da Capivara abriga vestígios do ser humano mais antigo das Américas, cuja presença é estimada em pelo menos 50 mil anos. Esse trabalho foi crucial para a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara em 1979, que se estende por 129.140 hectares e possui um perímetro de 214 km.
Em 1986, os membros do programa binacional de pesquisas (França-Brasil) na Serra da Capivara criaram a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), uma entidade privada de natureza científica e sem fins lucrativos. Entre seus objetivos, destaca-se a preservação das coleções resultantes das pesquisas na região e a divulgação dos achados obtidos.
O reconhecimento da importância do trabalho de Niède Guidon e do local que ela desvendou foi consolidado em 1991, quando o Parque Nacional da Serra da Capivara foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Em 1995, a Escola de Samba Beija-Flor prestou homenagem à Serra da Capivara durante o carnaval do Rio de Janeiro, ressaltando sua relevância cultural.
Atualmente, a Serra da Capivara é o projeto arqueológico mais significativo das Américas. A contribuição de Niède Guidon e sua equipe para a compreensão do berço do homem americano, situado no Piauí, é verdadeiramente inestimável.
Em 1998, tive a honra de participar da cerimônia de inauguração do Museu do Homem Americano, a convite do deputado federal Paes Landim, um ardoroso defensor da obra de Niède. Anos depois, em 2018, foi inaugurado no parque o Museu da Natureza, um dos mais relevantes do mundo em termos de conservação ambiental e educação sobre a história natural.
Visitei os museus e o parque em várias ocasiões. A cada visita, percebo que a vida e a obra de Niède Guidon são paradigmas de dedicação à ciência e à preservação do patrimônio arqueológico, ambiental e cultural. Seu trabalho projetou o Piauí em escala global, tornando o estado referência mundial em pesquisas arqueológicas.
O adeus à arqueóloga não encerra sua obra; ao contrário, a eterniza. Cada pintura rupestre que ela revelou, cada sítio que protegeu, são testemunhos vivos de sua extraordinária contribuição, revelando um patrimônio piauiense que o Brasil e o mundo acolhem e reverenciam. Niède Guidon permanecerá entre nós, como guardiã e farol.