A travessia para a democracia
Zózimo Tavares (*)
Abertura, hoje, é uma palavra banal e praticamente esquecida na cena política brasileira. Mas ela já teve um peso fundamental, inquietante e decisivo na vida e no destino do país.
Há 45 anos, o Brasil procurava, a duras penas, sair de uma ditadura militar para uma democracia.
Os militares, que detinham o poder desde 1964, falavam em uma distensão lenta, gradual e segura do regime.
De fato, essa distensão, também chamada de abertura, se processava de forma lenta e gradual, mas não segura.
Havia riscos iminentes de retrocessos, como ocorrera em 1968, quando o regime fechou de vez e o país caiu em uma longa noite de trevas que durou dez anos.
O império do AI-5
É dessa época o Ato Institucional nº 5, o famigerado AI-5, que deu aos militares poderes ilimitados de mandos e desmandos.
Por meio desse Ato Institucional, fora proibida a garantia de habeas corpus em casos de crimes políticos.
Através do AI-5, o governo decretou também o fechamento do Congresso Nacional, pela primeira vez, desde 1937 (Estado Novo).
O Ato autorizou ainda o presidente a decretar estado de sítio por tempo indeterminado, demitir pessoas do serviço público, cassar mandatos, confiscar bens privados e intervir em todos os estados e municípios.
E, finalmente, por meio do AI-5, o regime militar decretou a censura aos meios de comunicação e às artes, além de adotar a tortura como ações comuns.
Queda de braço
Uma década depois da aplicação implacável do AI-5, o Brasil esperneava para respirar liberdade.
Nas ruas, era grande a pressão pela abertura do sistema, que estava dividido.
Uma parte, a liderada então pelo general João Figueiredo, o último presidente militar, era liberalizante e queria devolver o país ao poder civil.
A outra parte, comandada pelo general Sylvio Frota, ex-ministro do Exército, era linha-dura e queria os militares no poder por mais tempo, mandando a qualquer custo.
O clima era de muita tensão, afinal, eram tempos de desconfiança, angústia, revolta e pavor. E de alguma esperança.
A distensão
Foi nesse terreno minado, cheio de lodo, trevas e precipícios, que um brasileiro, o senador Petrônio Portella, se aventurou a movimentar-se teimosamente em busca de luz e terra firme – no caso, a democracia.
E o fazia com invulgar tato, extraordinária habilidade e insuperável desenvoltura política que estava alcançando, uma a uma, as metas planejadas.
Primeiro, ele procurou abrir caminho para a redemocratização como presidente do Congresso Nacional, ainda no governo do general Ernesto Geisel (1974-1979), que iniciou o processo de abertura.
No final do mandato presidencial, estava sepultado o tormentoso AI-5.
O sol da liberdade
Depois de ver enterrado o AI-5, Petrônio Portella ampliava seu raio de ação já como ministro da Justiça, no governo do presidente João Figueiredo (1979-1985).
O general assumiu o poder, em 15 de março de 1979, prometendo fazer do Brasil uma democracia.
Ou seja, o próprio presidente da República reconhecia publicamente, de viva voz, que o país não era democrático.
Petrônio assumiu o papel de coordenador político do governo.
O fim da censura e a anistia
Com pertinácia e determinação, já nos primeiros meses do novo governo, o ministro da Justiça conseguia, através do diálogo, o fim da censura e a aprovação da Lei da Anistia, sancionada pelo presidente em 28 de agosto de 1979.
Com a anistia, 4.650 brasileiros punidos por atos de exceção, desde o início dos governos militares, estavam sendo beneficiados.
Eram pessoas que haviam sido cassadas, banidas, exiladas ou mesmo destituídas de seus empregos públicos.
A anistia trazia de volta ao Brasil dezenas de exilados. Entre eles, estavam Leonel Brizola, Miguel Arraes, Darcy Ribeiro, Márcio Moreira Alves, Luís Carlos Prestes e Fernando Gabeira.
As reformas
O ministro da Justiça tocava também a reforma partidária, pondo fim à camisa de força do bipartidarismo e abrindo caminho para o o retorno do pluripartidarismo.
Daí nasciam, naquela época, o PDS, o PMDB e o PP e, a seguir, o PT, o PTB e, depois, o PDT.
As diferentes correntes de pensamento que se acotovelavam em apenas duas siglas – a Arena governista e o MDB oposicionista – podiam, enfim, defender livremente suas ideias e respirar em outras legendas.
Muitas outras reformas estavam por ser feitas, sob a coordenação do ministro Petrônio Portella, como o restabelecimento das eleições diretas para governador, em 1982.
O silêncio
No dia 4 de janeiro de 1980, porém, ele sentiu-se mal quando visitava Santa Catarina.
Na tarde do dia seguinte, um sábado, após receber atendimento médico de urgência, voltou às pressas para Brasília.
Desembarcou caminhando. Até deu entrevista. Mas estava abatido e muito pálido.
Avaliou, no entanto, que o mal-estar era passageiro e não procurou um hospital. Optou por ser medicado em casa.
Tudo ia relativamente bem quando, na tarde de domingo, o estado de saúde do ministro agravou-se repentinamente.
Ele foi transferido em ambulância para o Hospital Santa Lúcia, às 15h35.
Estava desacordado. Os médicos passaram aproximadamente uma hora tentando reanimá-lo.
A morte do ministro foi anunciada oficialmente no início da noite de 6 de janeiro de 1980.
Sol do meio dia
Acabava ali a sua caminhada, que chegava ao fim antes de alcançar a linha de chegada.
O Brasil se cobria de luto com um manto de incertezas no campo político.
Poucos dias depois, o ministro Ibrahim Abi-Ackel, sucessor de Petrônio na pasta da Justiça, inaugurava a foto do antecessor na Galeria do Ministério da Justiça com esta frase:
– Petrônio foi um sol que parou ao meio-dia.
Este é, em resumo, o brasileiro cujo centenário de nascimento está sendo lembrado agora.
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(*) Jornalista e escritor. Autor dos livros “Petrônio Portella”, publicado pelo Senado Federal, em 2010, como Volume 7 da Coleção Grandes Vultos que Honraram o Senado, e de Petrônio Portella – Uma biografia, editado em 2012.

Capa do Jornal da República, um dos mais influentes à época.
Fatos que marcaram passagem pelo Governo do Piauí
Zózimo Tavares (*)
Três episódios políticos marcaram, fundamentalmente, a passagem de Petrônio Portella pelo Governo do Piauí, entre 1963 e 1966.
Logo no início do mandato, ele enfrentou uma sublevação dos oficiais da Polícia Militar.
Os militares se rebelaram porque o governador não atendeu a reivindicação deles por aumento no soldo da categoria.
Petrônio jogou duro com os oficiais: não dialogou com eles nem aceitou suas imposições.
Enfrentou a sublevação com a ajuda do Exército e os líderes do movimento foram presos.
Audiência com Kennedy
Outro momento marcante foi o encontro do governador do Piauí com o maior líder mundial de então, o presidente John Kennedy, dos Estados Unidos.
O governador piauiense foi recebido no Salão Oval da Casa Branca, onde se localiza o gabinete do presidente norte-americano.
Um feito inédito. Antes e depois disso, os governadores do Piauí que viajam ao exterior jamais foram recebidos em audiência reservada por um chefe de Estado da projeção internacional de Kennedy.
Nessa audiência, o governador assegurou investimentos no Piauí com recursos norte-americanos.
O presidente dos Estados Unidos foi assassinado em 22 de novembro de 1963, em Dallas, mas os acordos feitos foram cumpridos e os investimentos se realizaram através do programa “Aliança para o Progresso”.
Os recursos recebidos de Washington possibilitaram muitas ações governamentais no Piauí, naquele período, sobretudo no setor educacional, significado o desenvolvimento de sua rede de ensino.
À época, a taxa de analfabetismo no Piauí chegava a 49% e a de evasão escolar alcançava escandalosos 94%.
Guinada em 64
O momento de maior repercussão do período de Petrônio Portella no governo estadual, foi, entretanto, a irrupção do golpe militar de 1964.
No primeiro instante, o governador manifestou-se enfaticamente em defesa do presidente deposto João Goulart, a quem recebera há pouco tempo em Teresina.
Em pouco mais de 24 horas, ele mudou radicalmente de posição e passou a apoiar o novo regime.
Com isso, desviou-se do destino dos governadores que, como ele, se posicionaram contra os militares e acabaram cassados e presos.
A muito custo Petrônio conseguiu equilibrar-se no fio da navalha daí por diante.
Para tanto, teve que praticar acrobacias e contorcionismos políticos impressionantes. (Segue)
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(*) Jornalista e escritor. Autor dos livros “Petrônio Portella”, publicado pelo Senado Federal, em 2010, como Volume 7 da Coleção Grandes Vultos que Honraram o Senado, e de Petrônio Portella – Uma biografia, editado em 2012.
TELLA – 100 ANOS (Parte 3)
Governador através de aliança impossível
Zózimo Tavares (*)
A inesperada vitória do deputado estadual Petrônio Portella para prefeito de Teresina, nas eleições de 1958, ocorreu em uma conjuntura político-familiar para lá de delicada.
Em 1958, eram realizadas também as eleições estaduais.
O candidato a governador pelo PSD (o partido do governo), era o professor Dedé Gayoso, filho do ex-governador Pedro Freitas e sobrinho do governador Gayoso e Almendra.
O candidato governista era, portanto, cunhado de Petrônio, candidato a prefeito justamente no palanque das oposições.
Naquele pleito, a UDN de Petrônio havia se aliado ao PTB, que apresentou como candidato o deputado federal Chagas Rodrigues.
Resultado: ambos, Chagas e Petrônio, foram eleitos pela chapa batizada de “Oposições Coligadas”.
Juntando água e óleo
Nas eleições seguintes, em 1962, a situação partidária no Piauí já havia assumido outra configuração: a UDN era minoritária; o PSD, o maior partido e o PTB, a terceira força.
Quando a campanha eleitoral chegou, Petrônio já havia rompido com o governador Chagas Rodrigues.
O candidato do governador à sua sucessão era o deputado estadual Constantino Pereira, do PSD.
Petrônio candidatou-se ao Governo do Piauí. E costurou uma aliança que parecia impossível.
Em seu palanque estavam expressivas lideranças do PSD – o partido antagônico da UDN –, dissidentes do PTB e líderes de outros partidos pequenos.
Contava também com o apoio do governador Tibério Nunes, que assumiu o governo com a renúncia de Chagas para ser candidato a senador.
Dizia-se nos meios políticos que Petrônio havia misturado água e óleo. E foi assim que ele se elegeu governador do Piauí. (Segue)
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(*) Jornalista e escritor. Autor dos livros “Petrônio Portella”, publicado pelo Senado Federal, em 2010, como Volume 7 da Coleção Grandes Vultos que Honraram o Senado, e de Petrônio Portella – Uma biografia, editado em 2012.
O líder da oposição namora a filha do governador
Zózimo Tavares (*)
Petrônio Portella começou sua carreira política como candidato a deputado estadual, nas eleições de 1950, pela União Democrática Nacional (UDN).
Não se elegeu, mesmo com seu pai, Eustáquio Portela, sendo prefeito de Valença do Piauí, à época um dos maiores municípios do Estado.
Na condição de suplente, foi convocado em diversas ocasiões para exercer o mandato na Assembleia Legislativa, por articulação da UDN.
Nas eleições seguintes, em 1954, elegeu-se deputado estadual.
Quando esteve na Assembleia, liderou a bancada da oposição.
Ao mesmo tempo, namorava a filha do governador Pedro Freitas (1951-1955), Iracema de Almendra Freitas, com quem viria a casar-se.
Contudo, seus novos laços de família não o levaram a arrefecer a vigilância sobre os rumos do governo. Para tanto, a esposa colaborou decisivamente, como relatou o senador Bernardino Viana:
– Ela procurou pôr cada coisa no seu devido lugar, separando muito bem as ternuras do amor das lutas políticas.
Prefeito de Teresina
Nas eleições de 1958, Teresina se preparava para eleger o sucessor do prefeito Agenor Almeida, um dos melhores administradores da capital.
O candidato favorito à sucessão do prefeito era Chrysippo Aguiar, irmão do ex-governador e ex-senador Eurípides de Aguiar, figura de longa e marcante atuação política no Piauí.
A UDN mirou na candidatura do professor Valter Alencar para concorrer ao pleito, mas ele não aceitou ser candidato.
O partido bateu, então, à porta do deputado Petrônio Portella, que entrou na disputa muito mais para cumprir uma missão partidária, praticamente sem chance de vitória. Mas acabou eleito. (Segue).
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(*) Jornalista e escritor. Autor dos livros “Petrônio Portella”, publicado pelo Senado Federal, em 2010, como Volume 7 da Coleção Grandes Vultos que Honraram o Senado, e de Petrônio Portella – Uma biografia, editado em 2012.
O arquiteto da abertura
Zózimo Tavares (*)
Há 100 anos, nascia o piauiense de maior projeção no cenário político nacional no século 20, Petrônio Portella.
Ele teve uma carreira clássica ascendente. Elegeu-se deputado estadual, na década de 1950, foi prefeito de Teresina e governador do Piauí.
Senador da República duas vezes e também duas vezes presidente do Congresso Nacional (1971 – 1973 e 1977 – 1979).
Em setembro de 1978, sob sua presidência, o Congresso aprovou a Emenda Constitucional nº 11, revogando os Atos Institucionais implantados pelo Regime Militar, inclusive o pavoroso AI-5.
Em 15 de março de 1979, tomou posse no cargo de ministro da Justiça e assumiu a coordenação política do governo.
Faleceu no dia 6 de janeiro de 1980, em Brasília, no auge de sua carreira política.
Estava empenhado na transição do regime militar para a democracia, através do diálogo com todas as correntes políticas e com a sociedade civil.
Entrou para a história como “Arquiteto da abertura”.
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Petrônio Portella Nunes nasceu em Valença do Piauí, em 12 de setembro de 1925.
Filho de Eustáquio Portella Nunes e Maria de Deus Ferreira Nunes. Era o sexto descente, numa prole de 12 irmãos.
Iniciou seus estudos na terra natal. Mais tarde, foi aluno do Colégio Diocesano, em Teresina.
Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro.
Na faculdade, deu os primeiros passos na política, como um dos líderes mais atuantes da Reforma.
Toda a atividade política dos jovens universitários de então se fazia em torno do CACO – Centro Acadêmico Cândido de Oliveira.
O Brasil acabara de derrubar a Ditadura Vargas e engatinhava no rumo da redemocratização.
Comunicativo e persuasivo, o jovem Petrônio assumiu no CACO o posto de diretor do jornal A Crítica, uma tribuna dos universitários.
Por esse tempo, foi também diretor de Publicidade da UNE (União Nacional dos Estudantes).
Como líder estudantil, Petrônio conseguiu unir liberais e esquerdistas.
A partir daí transformou a sua vocação em missão de toda a sua existência. (Segue)
(*) Jornalista e escritor. Autor dos livros “Petrônio Portella”, publicado pelo Senado Federal, em 2010, como Volume 7 da Coleção Grandes Vultos que Honraram o Senado, e de Petrônio Portella – Uma biografia, editado em 2012.
História do senador é contada em três biografias
Zózimo Tavares (*)
A vida pessoal, a atuação profissional e a carreira pública do ex-senador Dirceu Arcoverde são contadas em três livros biográficos.
O primeiro, “A eleição de um líder”, tem como foco a campanha eleitoral de 1978 para o Senado no Piauí e trata também do ingresso do médico na vida pública. A obra foi publicada logo após as eleições.
O segundo, “Dirceu Arcoverde: Missão cumprida”, conta a trajetória profissional do ex-governador e narra a agonia vivida pelos piauienses durante a semana de internação do senador, em Brasília, logo após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) na tribuna do Senado.
O livro saiu em 1982 e narra o clima de comoção pública que se abateu sobre o Piauí após o falecimento de Dirceu Arcoverde. Também aponta as consequências do fato para a política estadual.
Estes dois livros foram escritos pelo jornalista e advogado José Lopes dos Santos (1919 – 2006), no calor dos acontecimentos, e as edições estão esgotadas.
Nova biografia
Em 2019, na passagem dos 30 anos do falecimento do senador, escrevi o livro “Dirceu Arcoverde – Esperança interrompida”.
A obra está sendo relançada agora, no centenário de nascimento do biografado.
O livro, ilustrado com imagens da época e depoimentos dos contemporâneos, traça a trajetória profissional e política do senador, desenhando o contexto político da época. E publica na integra seu histórico discurso no Senado.
(*) Jornalista e escritor, membro da Academia Piauiense de Letras.

Capas dos livros biográficos escritos por José Lopes dos Santos e Zózimo Tavares/Imagens: Acervo Bienal
Morte do senador surpreende e choca piauienses
Zózimo Tavares (*)
O inesperado falecimento do senador Dirceu Arcoverde, aos 53 anos e com apenas 44 dias de mandato no Congresso Nacional, foi um choque para os piauienses.
A surpresa maior, entre familiares e amigos, se dava pelo fato de que ele, como médico, cuidava bem da própria saúde.
Assim, cumpria voluntariamente uma dieta espartana: não bebia, não fumava, não tomava café e sua alimentação era das mais equilibradas.
Além disso, fazia caminhada diária de uma hora e se apresentava sempre muito sereno.
Tensão na véspera
O deputado federal Paulo Ferraz (1919 – 1981) foi o último político a almoçar com Dirceu Arcoverde, no restaurante do Congresso Nacional:
– Fui por insistência dele, que desejava muito – conforme disse – conversar comigo. Como sempre, quase nada comeu. Enquanto eu me deliciei com um prato de muito gosto, ele pediu posta de peixe, da qual comeu apenas a metade, com uma pequena porção de “pirê”, completando a refeição com meio copo de água mineral. Concluímos o almoço a uma hora e quarenta minutos, quando ele foi para o gabinete e eu saí para casa. Mostrava-se preocupado com o discurso que ia proferir, dali a instantes, na tribuna do Senado, sobre problemas da saúde. Disse que havia dado tudo de si para realizar uma boa estreia.
O AVC na tribuna do Senado
Após o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu na tribuna, na tarde daquele 9 de março de 1979, Dirceu ficou internado na UTI do Hospital do Ipase, em Brasília.
O quadro era sombrio, apresentando-se como irreversível.
A partir daí os jornais de Teresina davam manchetes diárias sobre a delicada situação do senador.
O jornalista e escritor José Lopes dos Santos registrou, em seu livro Dirceu Arcoverde – Missão cumprida”, publicado logo após a morte do senador:
“Quem viu, pela televisão, suas fotografias falando no Senado, constatou que ele perdeu o controle de uma das mãos, passando a gesticular com a outra, até concluir o discurso, quando não tombou por ter sido amparado a tempo”.
Levado às pressas para o hospital, o senador foi operado para a retirada do coágulo que se formara com o AVC.
A esperança por um fio
O escritor contou, ainda, com base nas informações recebidas de Brasília, como secretário de Governo – portanto, com acesso a informações privilegiadas:
“O doente passa normalmente, dentro das condições atuais de saúde. Há esperanças“.
Em outro registro, José Lopes dos Santos observa:
“Todas (as esperanças) em vão. A partir das 4 horas da manhã do dia 16, a pressão arterial descontrola-se e fica oscilando violentamente”.
O senador viria a falecer às 10h20, enlutando o Piauí. Era uma sexta-feira.
A despedida
O corpo do senador chegou a Teresina no começo da noite. A cidade era tomada por um clima de comoção pública.
Chovia e me recordo que houve o comentário: “Até o céu chorou pelo Dr. Dirceu!” (Continua…)
(*) Zózimo Tavares é jornalista e escritor. Autor da biografia “Dirceu Arcoverde – Uma esperança interrompida”.
No Senado, um mandato de apenas 44 dias
Pelas voltas que a política dá, Dirceu Arcoverde enfrentou nas urnas, nas eleições de 1978, seu ex-chefe Alberto Silva, de quem fora secretário de Saúde e sucessor no governo, a partir de 1975.
Por essa época, Alberto já se projetava como um mito político, depois de realizar um governo revolucionário no Estado.
Somente um político com o perfil de Dirceu, também realizador, popular e de espírito pacato e conciliador, dado ao diálogo, seria capaz de enfrentá-lo nas urnas com alguma chance de vitória.
Arena dividida
Naquele pleito, Dirceu concorreu pela Arena-1, recebendo todo o suporte da máquina partidária e do governo estadual.
Alberto Silva, candidato da Arena-2, recebeu o apoio dos dissidentes governistas – que não eram muitos – e do MDB, que não teve forças para lançar candidato próprio.
Nessa época, só havia dois partidos políticos no Brasil, a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o MDB.
E havia a sublegenda. Cada um desses partidos podia se dividir até em três. Isso favorecia enormemente o partido do governo. A maioria dos políticos de então se acotovelava na Arena, para ficar à sombra do poder.
Disputa acirrada
A crônica política registra que a disputa entre Alberto Silva e Dirceu foi uma das mais acirradas da história eleitoral do Piauí.
Teresina era incontrolavelmente albertista e, assim, hostil ao candidato a senador apresentado pelo esquema governista.
Mas Dirceu acabou vencendo o pleito por uma vantagem de 30.211 votos. Ele totalizou 290.218 votos (52,75% da votação total) e Alberto conseguiu 260.007 votos (47,25%).
AVC na tribuna do Senado
Mas o que parecia uma carreira política promissora teve fim precocemente.
O senador faleceu no 44º dia de seu mandato popular de 8 anos, depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando fazia seu discurso de estreia no Senado.
Tinha 53 anos, seis meses e nove dias de vida.
Derrotado vira senador
O inesperado falecimento de Dirceu Arcoverde mudava radicalmente o curso da política no Piauí.
Outra vez, pelas voltas que a vida dá – ou a morte –, o ex-governador Alberto Silva assumiu sua cadeira no Senado, por ter sido o segundo candidato mais votado da Arena.
Alberto cumpriu todo o mandato e, quando já estava no fim da legislatura, elegeu-se governador, em 1986, depois de ter sido derrotado nas eleições governamentais de 1982. (Continua…)
(*) Zózimo Tavares é jornalista e escritor. Autor da biografia “Dirceu Arcoverde – Uma esperança interrompida”.

Dirceu Arcoverde em campanha para o Senado, em 1978. Comício no então povoado São João da Varjota, em Oeiras/Imagem: Acervo da Fundação Nogueira Tapety
Zózimo Tavares (*)
Um governador de muitas obras
Dirceu Arcoverde foi o sucessor de Alberto Silva e governou o Piauí de março de 1975 a agosto de 1978.
Seu governo deixou um grande acervo de obras públicas, em todas as áreas, mantendo o ritmo frenético de realizações inaugurado pelo seu antecessor.
Dirceu preocupou-se, fundamentalmente, com abastecimento de água, energia elétrica, habitação popular, educação e transporte.
Água até o ano 2000
O novo sistema de água de Teresina considerado à época a maior obra pública do Piauí, depois da hidrelétrica de Boa Esperança, foi construído em seu governo e inaugurado pelo presidente Ernesto Geisel.
Também construiu o Centro de Convenções de Teresina, a primeira etapa do Centro Administrativo do Piauí, a Penitenciária Agroindustrial Major César Oliveira (modelo nacional), a Ceasa, a sede da Cohab (hoje ADH) e o Verdão, além de dezenas de Centros Sociais Urbanos (CSU’s) em todo o Estado e da Colônia de Férias do Iapep, em Luís Correia.
Habitação e energia
Um relatório apresentado no final de seu governo informava que ele construiu seis casas populares por dia, uma sala de aula de dois em dois dias, um hospital a cada 40 dias, um novo sistema de abastecimento de água a cada 26 dias e 2 quilômetros de linhas e transmissão de energia elétrica por dia.
No setor de habitação, Dirceu construiu os grandes conjuntos residenciais de Teresina, como a primeira etapa do Bela Vista, com 912 unidades; a ampliação do Parque Piauí, com 500 moradias; o conjunto Sacy, com 2.034 casas, além da primeira etapa do Itararé (hoje Dirceu Arcoverde), com 3.004 unidades, impulsionando o crescimento da cidade para a zona Sudeste da capital, hoje a maior de Teresina.
Educação e saúde
O governo Dirceu Arcoverde construiu mais de 600 salas de aula, 33 hospitais, unidades mistas e postos de saúde, sistema de energia elétrica em 38 cidades, além de quase 500 quilômetros de eletrificação rural.
Também são de seu governo o novo Quartel do Comando Geral da Polícia Militar e o Hospital da PM, no bairro Ilhotas, e o Parque de Exposição Feira-Agropecuária de Teresina, na BR-343.
Cultura e esporte
Ele foi um governante também com sensibilidade cultural e recuperou monumentos históricos, como a Igreja de São bendito e construiu a Praça- Monumento Da Costa e Silva, na Avenida Maranhão, um dos mais belos cartões postais de Teresina durante muitos anos.
Construiu a segunda etapa do estádio Albertão (fechamento do anel das arquibancadas e cobertura das cadeiras).
Foi o governador de sua geração que mais viajou pelo Estado.
Fez 290 viagens ao interior do Piauí, que à época tinha 114 municípios. Ou seja, um município foi visitado por ele a cada quatro dias. (Continua…)
(*) Zózimo Tavares é jornalista e escritor. Autor da biografia “Dirceu Arcoverde – Esperança interrompida”.

A segunda etapa do estádio Albertão construída e inaugurada por Dirceu
Zózimo Tavares (*)
Há 100 anos, nascia em Amarante um dos governadores mais realizadores da história do Piauí.
Ele faleceu precocemente aos 53 anos, depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando fazia seu discurso de estreia na tribuna do Senado.
Por ironia do destino, seu primeiro pronunciamento no Congresso Nacional era justamente sobre saúde.
Médico e professor, Dirceu entrou para a história do Piauí como um de seus melhores quadros políticos e também um de seus mais queridos homens públicos.
Dirceu Mendes Arcoverde nasceu em 7 de setembro de 1925. Fez os primeiros estudos em sua cidade natal.
A seguir, mudou-se para Teresina, fazendo o curso ginasial no Diocesano, onde conheceu aqueles que seriam mais tarde os expoentes políticos de sua geração – Petrônio Portella, Djalma Veloso e outros.
De Teresina, foi transferido para Belém. Na capital do Pará, terminou o ensino secundário e iniciou o Curso de Medicina, que concluiu no Rio de Janeiro.
Recém-formado, ele foi aprovado em dois concursos públicos, mas decidiu voltar para o Piauí, para ficar perto da família.
De volta a Teresina, no início dos anos 1950, Dirceu Arcoverde dedicou-se integralmente à medicina e, em seguida, também ao magistério.
Foi um dos fundadores da Faculdade de Medicina do Piauí, no final da década de 1960, e também um dos fundadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI), instalada em 1971.
Ele ingressou na vida pública já maduro, na faixa dos 40 anos, como secretário de Saúde do governador Alberto Silva, no primeiro mandato deste (1971 – 1975).
Sua atuação foi surpreendente, como contarei mais adiante.
(*) Jornalista e escritor. Autor da biografia “Dirceu Arcoverde – Esperança interrompida.

Secretário de Saúde, Dirceu Arcoverde (de terno claro), governador Alberto Silva e secretário de Educação, Wall Ferraz/Imagem: Acervo da Fundação Alberto Silva.
A exposição itinerante sobre os 40 anos do Palácio Petrônio Portella, sede da Assembleia Legislativa do Piauí, foi montada no Congresso das Cidades, que se realiza no Teresina Shopping.
A mostra apresenta a história do palácio, construído e inaugurado no Governo Hugo Napoleão, e também a trajetória política do homenageado, Petrônio Portella.
A exposição é uma iniciativa da Assembleia Legislativa, com curadoria do arquiteto e professor Paulo Castelo Branco.
O Congresso das Cidades do Piauí, aberto na última segunda-feira (18/08), se encerra nesta quarta-feira à noite, mas a exposição seguirá no Teresina Shopping.
Arquiteto da abertura
Durante o período republicano, Petrônio Portella foi o político piauiense de maior projeção no cenário nacional.
Ele começou sua carreira pública como deputado estadual, na década de 1950, foi prefeito de Teresina, governador do Piauí e senador da República por dois mandatos.
Por duas vezes presidiu o Congresso Nacional e faleceu prematuramente em 1980, em Brasília, aos 54 anos, no auge de sua carreira política.
À época, era ministro da Justiça e coordenador político do governo.
Nesse papel, articulava a transição do regime militar para a democracia.
Em função disso, passou à história como “Arquiteto da abertura”.
Centenário
Sua biografia foi escrita em 2010 pelo jornalista Zózimo Tavares, por encomenda do Senado Federal, e relançada em 2013.
O centenário de Petrônio está sendo lembrado este ano. Ele nasceu em 12 de setembro de 1925, em Valença do Piauí.



Capa da biografia de Petrônio Portella.
O centenário de nascimento do ex-senador e ex-governador Dirceu Arcoverde será lembrado em setembro próximo com o lançamento de um documentário sobre sua trajetória política e profissional.
Nascido em Amarante, em 7 de setembro de 1925, Dirceu Mendes Arcoverde foi médico e professor. Um dos fundadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Foi secretário estadual de Saúde e governador do Piauí (1975-1978).
Faleceu prematuramente aos 53 anos, em março de 1979, ao sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando fazia o discurso de estreia na tribuna do Senado Federal.
Apesar de ser breve o período em que atuou na vida pública, ele deixou um grande legado.
O documentário está sendo produzido pela Plug Propaganda, sob encomenda do deputado federal Júlio Arcoverde, filho do senador.
A biografia de Dirceu Arcoverde foi escrita pelo jornalista Zózimo Tavares e publicada pela Bienal Editora.

A capa da biografia de Dirceu
O livro Controle de Políticas Públicas: a experiência do Tribunal de Contas do Piauí, do conselheiro Kennedy Barros, recebeu elogio do ex-presidente e escritor José Sarney.
Conforme o ex-presidente, trata-se de uma obra de “conteúdo de grande relevância e de extrema raridade”.
Sarney solicitou exemplares do livro para distribuir entre amigos da Academia Brasileira de Letras que têm afinidade com esse tipo de leitura.
Aos 95 anos, José Sarney vive em Brasília com a família e dedica-se à leitura e à escrita de seus textos para a imprensa.
Também tem participado, no Rio de Janeiro, das cerimônias da Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual é membro e decano, além de viajar com frequência para São Luís e receber políticos.
Por último, abriu uma conta no Instagram, onde faz postagens sobre política e literatura, já tendo alcançado mais de 100 mil seguidores.
Controle externo
O livro de Kennedy Barros, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), foi publicado recentemente pela Bienal Editora, com prefácio do professor Jacoby Fernandes, uma das principais referências em controle externo do Brasil e da América Latina.
Segundo o professor Jacoby, o livro de Kennedy Barros “documenta uma revolução no modo de trabalho em termos de controle da administração pública, denominado pela Constituição Federal de controle externo, e implantado em todos os níveis da federação”.

Sarney em seu gabinete de leitura com o livro de Kennedy Barros.
O concurso público realizado pela Secretaria de Fazenda do Piauí, ora em andamento, cumpre a lei que exige questões de Conhecimentos Regionais nas provas objetivas.
Das 80 questões da prova para Auditor Fiscal da Fazenda Estadual, realizada domingo passado (13/07), por exemplo, 15 foram de Conhecimentos Regionais.
A maioria dessas questões pôde ser respondida corretamente com a leitura do livro “O Piauí no Século 20 – 100 fatos que marcaram o Estado entre 1900 e 2000”, do jornalista e escritor Zózimo Tavares, obra publicada pela Bienal Editora e muito procurada pelos candidatos ao concurso.
Lei Evaldo Gomes
A inclusão de questões de Conhecimentos Regionais (história, geografia, literatura, etc.) em concursos públicos realizados pelo Governo do Piauí é determinada pela Lei nº 7.323/2019 (Lei Evaldo Gomes).
O concurso da SEFAZ oferece 80 vagas imediatas, além de formação de cadastro reserva, para os cargos de Auditor Fiscal, Analista do Tesouro, Auditor Governamental e Agente de Tributos da Fazenda Estadual.
O salário inicial varia de R$ 10.042,57 a R$ 27.625,52.
A banca organizadora é a Fundação Carlos Chagas – FCC.
Ao todo, 16.642 candidatos se inscreveram ao concurso.
O cargo mais concorrido é o de Auditor Fiscal da Fazenda Estadual – Área de Conhecimento Geral, com mais de 7 mil inscritos.
(Com informações de: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/concurso-sefaz-pi/)
Veja algumas das questões sobre Conhecimentos Regionais:






Livro muito procurado pelos candidatos ao concurso da SEFAZ
A Casa das Américas, fundada em 1959, em Havana, para promover o intercâmbio da cultura cubana com os demais países da América Latina, recebeu livros de autores piauienses.
As obras entregues pelos autores para o acervo bibliográfico da instituição foram Vale do Canindé, de Wilson Martins; Monsenhor Boson – O missionário da educação, de Arnaldo Boson, e Carnaúba – Uma riqueza do Piauí, de Zózimo Tavares, publicados pela Bienal Editora.
Os livros foram recebidos pela vice-presidente da Casa das Américas, Maria Elena Salgado; a diretora de Relações Internacionais, Yolanda Alomá, e o diretor do Fundo Editorial da instituição, Fernando Luis Rojas.
Lançamento
A Casa das Américas divulga, pesquisa, apoia, premia e publica obras de escritores, artistas visuais, músicos, artistas de teatro e ciências sociais do continente.
Foi em sua sede que o jornalista e escritor Zózimo Tavares lançou seu mais recente livro, Cuba: Recuerdos de la Isla, no último dia 23 de junho. O lançamento contou com o apoio da Embaixada do Brasil em Cuba, através do embaixador Christian Vargas e sua equipe.
A caravana de piauienses que viajou a Cuba para revisitar ou conhecer o país foi composta ainda pelo conselheiro Jaylson Campelo, do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, e os empresários Francisco Araújo e Agnólio Boson Paes.
Cátedra Jorge Amado
Durante a visita a Havana, os brasileiros foram informados sobre a implantação da Cátedra Jorge Amado, um programa de intercâmbio acadêmico entre Brasil e Cuba.
O programa será desenvolvido numa parceria entre a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação, e a Universidade de Havana.
O objetivo é fomentar a pesquisa e o ensino, com foco em literatura e cultura, além de promover a mobilidade de estudantes e pesquisadores entre os dois países.


Sede da Casa das Américas, em Havana.
A biografia Monsenhor Boson – O missionário da educação foi lançada, nesta sexta-feira (4/7), no município de Água Branca – a 96 quilômetros de Teresina – com a presença do autor, desembargador, professor e escritor Arnaldo Boson Paes.
O lançamento do livro ocorreu no auditório da Subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil, durante a 18ª Jornada do Conhecimento do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), na qual Arnaldo Boson fez a palestra de abertura.
Além dos participantes do evento, prestigiaram o lançamento a conselheira Flora Izabel, o conselheiro Jaylson Campelo, alunos e professores do Centro de Ensino de Tempo Integral (CETI) Monsenhor Boson, a principal escola da cidade.
A apresentação do autor foi feita pelo jornalista Zózimo Tavares, editor do livro e ex-aluno do CETI Monsenhor Boson.
Perfil biográfico
Constantino Boson e Lima nasceu em São Raimundo Nonato, em 15 de outubro de 1868, e faleceu em Parnaíba, em 1945, aos 77 anos.
Ele foi um dos líderes da Igreja Católica do Piauí, no começo do século 20, e um maiores educadores do Estado, tendo dirigido o Colégio Diocesano por quase 20 anos, no período inicial da tradicional escola, fundada em 1906.
Boson morou por quase 20 anos em São Luís do Maranhão, onde se ordenou. Foi vigário de Barras e também de Parnaíba.
Homenagem do Papa
Monsenhor Boson recebeu o título de camareiro secreto do papa e chegou a dirigir as Dioceses do Maranhão e do Piauí.
Ele recebeu várias homenagens pela sua contribuição ao sacerdócio e à educação.
Sua biografia, publicada pela Bienal Editora, já foi lançada em Teresina, Barras, São Raimundo Nonato e Água Branca.

Conselheiro Jaylson Campelo (TCE), desembargador Boson e jornalista Zózimo Tavares.


Desembargador Boson fala sobre a pesquisa para o livro.


O autor com o prefeito Júnior Ribeiro (Água Branca) e o editor do livro.

Com o secretário estadual de Transportes, Jonas Moura.

Com a vereadora Cleidimar, ex-secretária municipal de Educação.

A comitiva de piauienses que foi a Cuba revisitar ou conhecer o país, durante o lançamento do novo livro do jornalista e escritor Zózimo Tavares, fez uma visita de cortesia à Embaixada do Brasil.
Os piauienses foram recebidos pelo embaixador do Brasil em Cuba, Christian Vargas, e pelo conselheiro Igor Vidal.
O grupo, liderado pelo ex-governador Wilson Martins, reuniu o desembargador Arnaldo Boson, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí; o conselheiro Jaylson Campelo, do Tribunal de Contas do Estado do Piauí; o jornalista Zózimo Tavares e os empresários Francisco Araújo e Agnólio Boson Paes.
A caravana foi apresentada ao embaixador pelo ex-governador Wilson Martins, que discorreu sobre os objetivos da viagem a Cuba e fez também uma explanação sobre o Piauí.
Cuba hoje
Durante o encontro, o embaixador fez uma exposição sobre a realidade cubana aos visitantes.
Também falou sobre a implantação da Cátedra Jorge Amado, um programa de intercâmbio acadêmico entre Brasil e Cuba.
O programa será desenvolvido numa parceria entre a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação, e a Universidade de Havana.
O objetivo é fomentar a pesquisa e o ensino, com foco em literatura e cultura, além de promover a mobilidade de estudantes e pesquisadores entre os dois países.
O embaixador Christian Vargas também demonstrou conhecimento sobre o Piauí e destacou a contribuição da cientista Niéde Guidon para a arqueologia brasileira.
Laços e novos diálogos
O desembargador Arnaldo Boson, articulador da visita a Cuba, enalteceu o apoio do embaixador Christian Vargas e sua equipe à delegação piauiense, destacando a atuação da cônsul da Embaixada do Brasil em Cuba, Gabriele Guadagnin, e do conselheiro Igor Vidal.
Para o magistrado, a atuação diligente da Embaixada do Brasil permitiu fortalecer as conexões e estreitar os laços culturais entre o Piauí e Cuba, abrindo caminho para novos diálogos.
Ao final da visita, o embaixador recebeu exemplares dos livros Vale do Canindé, de Wilson Martins; Monsenhor Boson – O missionário da educação, de Arnado Boson, e Carnaúba – Uma riqueza do Piauí, de Zózimo Tavares, publicados pela Bienal Editora.
O embaixador e o conselheiro da Embaixada participaram do lançamento do livro Cuba: Recuerdos de la Isla, de Zózimo Tavares, segunda-feira passada (23/06), na Casa das Américas, em Havana.







Especial de Havana, Cuba – O jornalista e escritor Zózimo Tavares lançou hoje (23/06), na Casa das Américas, em Havana, seu mais novo livro: Cuba – Recuerdos de la Isla (Recordações da Ilha).
No lançamento, a apresentação da obra foi feita pelo historiador e escritor cubano Fernando Luis Rojas, diretor do Fundo Editorial da Casa das Américas.
Já a apresentação do autor foi feita pelo ex-governador Wilson Martins. Ele liderou uma comitiva de piauienses que foi a Cuba para este momento cultural.
O evento foi prestigiado por intelectuais cubanos e outros convidados, destacando-se o embaixador do Brasil em Cuba, Christian Vargas, e a diretora de Relações Internacionais da Casa das Américas, Yolanda Alomá.
O livro
O autor contou que escreveu o livro em 2022, na passagem dos 25 anos da primeira viagem que fez a Cuba, para participar do II Congresso de Secretários Municipais de Saúde das Américas.
À época, era secretário de Comunicação de Teresina e foi ao país em companhia do então secretário municipal de Saúde, Silvio Mendes, hoje prefeito de Teresina pela terceira vez.
Zózimo Tavares registra suas impressões sobre a Ilha e traça também uma linha do tempo com os principais acontecimentos do país desde sua Independência, no final do século 19, até os dias atuais, passando pela Revolução Cubana.
A comitiva de piauienses que viajou a Cuba para o lançamento do livro e conhecer o país é composta ainda pelo desembargador e professor Arnaldo Boson, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí; o conselheiro Jaylson Campelo, do Tribunal de Contas do Estado; e os empresários Francisco Araújo e Agnólio Boson Paes.
O livro foi publicado em espanhol pela Bienal Editora. Após o lançamento, foi servido coquetel aos convidados.
A Casa das Américas
A Casa das Américas é uma organização fundada em 1959 para promover o intercâmbio da cultura cubana com os demais países da América Latina.
A instituição divulga, pesquisa, apoia, premia e publica obras de escritores, artistas visuais, músicos, artistas de teatro e ciências sociais do continente.

Casa das Américas, em Havana.

Fernando Luis Rojas, diretor do Fundo Editorial da Casa das Américas.

Wilson Martins apresenta o autor em Havana.

Yolanda Alomá, diretora de Relações Internacionais da Casa das Américas.


O autor com o embaixador do Brasil em Cuba, Christian Vargas.




Um sucesso a reunião do Clube do Livro do Tribunal de Contas do Estado, realizada ontem (09/05), no estande do TCE no Salão do Livro do Piauí (SaLiPi), com a presença do escritor e acadêmico Oton Lustosa.
O romance “Meia-Vida”, de Oton Lustosa, foi a segunda obra literária lida pelos membros do Clube do Livro do TCE.
A primeira foi o romance “Somos todos velhas fotografias”, do escritor Sérgio Idelano, auditor do Tribunal.
Durante sua participação na reunião, Oton Lustosa ouviu as impressões de leitura dos participantes, respondeu indagações dos leitores e discorreu sobre o seu processo criativo, a construção dos personagens de sua obra e os autores que o influenciaram.
O encontro foi prestigiado também por outros convidados, como os acadêmicos Felipe Mendes, Itamar Costa e Fonseca Neto, da Academia Piauiense de Letras, e o poeta Salgado Maranhão.
A reunião do Clube do Livro do TCE contou ainda com a presença dos desembargadores Arnaldo Boson e Meton Marques, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí, e Antônio Noleto, do Tribunal de Justiça, além do coordenador geral do Salipi, professor Kássio Gomes.
A recepção aos convidados foi feita pelo historiador Bernardo Sá, técnico do TCE e professor da UFPI, e as palavras de agradecimento foram pronunciadas pela diretora executiva da Escola de Contas do TCE, Valéria Leal, auditora do Tribunal e professora da UESPI.
O romance “Meia-Vida”, em terceira edição, foi publicado pela Bienal Editora.
(Imagens: Válbia Sousa/TCE-PI)






O escritor e acadêmico Oton Lustosa, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Piauí, participa de três momentos no 23º Salão do Livro do Piauí (SaLiPi).
Nesta segunda-feira (09/06), às 18h, ele estará presente à reunião do Clube do Livro do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI).
No encontro, haverá troca de impressões de leitura do livro “Meia-Vida”, o primeiro romance do escritor, lançado em 1999. A 3ª edição da obra acaba de ser publicada pela Bienal Editora.
O livro foi o último a ser adotado e lido pelos membros do Clube de Leitura do TCE.
Na próxima sexta-feira, dia 13, às 18h, Oton Lustosa estará presente em evento do estande do Tribunal Regional Eleitoral que discutirá sua obra.
O escritor volta ao SaLiPi no sábado, dia 14, às 18h, para o lançamento de seu novo romance, “O Lago e a Urbe”, no Bate-Papo Literário.
O livro acaba de ser publicado pela Bienal Editora e vem alcançando grande repercussão entre os leitores e a crítica.

Capa do romance “Meia-Vida”, de Oton Lustosa.