
O superlançamento do livro “Sílvio Leite – Marcas que Marcam” foi um sucesso. O programa foi aberto na manhã do dia 21/12 no Sesc Cultural da Avenida Cajuína e contou com a presença de familiares, amigos e autoridades.
O lançamento começou com uma benção do padre Luís Eduardo e do pastor Eugênio.
A manhã seguiu com um concerto de Natal regido pelo maestro Aurélio Melo e uma sessão de autógrafos.
Também foi comemorado o aniversário do autor do livro, o publicitário e empresário Silvio Leite, que recebeu parabéns dos presentes.
À tarde, Silvio Leite autografou o seu livro na Livraria Anchieta e, à noite, na Livraria Universitária do Riverside.
A maratona de autógrafos continuou no dia seguinte, no Hiper Carvalho da Avenida Homero Castelo Branco.
Após as festas de fim de ano, Silvio Leite vai lançar o livro em outros municípios, começando por Martins, no Rio Grande do Norte, a sua terra natal.
Venda vai para instituições
Toda a renda arrecadada com a venda da obra é destinada integralmente a instituições sociais, em Teresina, Campo Maior e Piripiri.
As instituições beneficiadas são: Lar de Maria (Teresina), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), no município de Piripiri; e Lar da Criança – Dom Abel Alonso Nunéz, em Campo Maior.
O livro tem 460 páginas, foi editado pela Bienal e impresso na Gráfica Halley.
A obra conta a trajetória profissional do publicitário Silvio Leite e traz depoimentos de amigos, jornalistas e empresários de sucesso com 295 imagens que resumem os 50 anos de trabalho do autor, sendo 40 anos dedicados à comunicação.








O lançamento do livro autobiográfico Silvio Leite: Marcas que marcam – uma história de sucessos será na próxima terça-feira, dia 21, em Teresina.
O lançamento da obra se dará em três momentos.
Abrindo o programa de autógrafos, o autor estará a partir das 7h30 no Centro Cultural do Sesc na Avenida Cajuína, onde haverá ato ecumênico e recital de Natal.
A sessão de autógrafos no Sesc Cultural prossegue até às 14h.
A partir das 15h, Silvio Leite estará na Livraria Anchieta, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, 1557.
Já entre as 19 e 21 horas, ele dará autógrafos na Livraria Universitária, no Riverside.
O exemplar do livro custa R$ 49,90 e deve ser pago através do cartão CrediShop, via pix ou em espécie.
A receita da venda obra será integralmente doada pelo autor à Apae de Piripiri, ao Lar da Criança de Campo Maior e ao Lar de Maria, em Teresina.
O autor está agendando lançamentos também para vários municípios do Piauí.
Neste livro, de 460 páginas, novo lançamento da Bienal Editora, o publicitário e empresário Sílvio Leite conta a história de sua vida e os 50 anos de sua carreira profissional, assinalada pela propaganda e pelo empreendedorismo.

Os arquivos digitais do livro Silvio Leite: Marcas que marcam – uma história de sucessos foram entregues nesta quinta-feira (9/12) para impressão na Gráfica Halley.
Neste livro, de 460 páginas, o publicitário e empresário Sílvio Leite conta a história de sua vida.
Em resumo, é a história de um garoto que começou sua carreira na comunicação em um alto-falante de uma pequena cidade do interior do Nordeste e que se transformou em um dos principais nomes da propaganda no Brasil.
Na autobiografia, ele relembra sua vasta e bem-sucedida experiência como vendedor, publicitário, executivo e empreendedor.
Fala dos momentos de criação das grandes campanhas publicitárias e da realização de megaeventos. E como nasce uma marca forte.
Também narra as negociações com os executivos dos principais grupos de comunicação do Brasil, incluindo a Rede Globo, e a projeção de marcas piauienses no mercado publicitário nacional, com presença destacada em telenovelas brasileiras de grande audiência e na Fórmula 1.
Outro ponto destacado é o das viradas espetaculares na carreira, indo da mudança brusca de empresa à ousadia do próprio negócio.
Os arquivos do livro foram entregues ao diretor da Halley, Expedito Sobrinho, pelo publicitário Silvio Leite, o jornalista Zózimo Tavares, editor da obra, e o designer gráfico Paulo Moura.

Será hoje (29/10), às 19 horas, no Clube dos Diáris, a estreia do espetáculo “Sociedade dos Poetas Trágicos”, com direção do dramaturgo Ací Campelo.
O espetáculo traz à tona o talento e a criatividade de dez jovens poetas piauienses que viveram ou morreram de forma trágica.
A peça “Sociedade dos Poetas Trágicos” é uma visita ao livro com o mesmo título escrito e publicado pelo jornalista e escritor Zózimo Tavares. A obra foi publicada em duas edições (2004 e 2006).
Os poetas piauienses que saem do livro e sobem ao palco são: Alcides Freitas, José Newton de Freitas, Licurgo de Paiva, Lucídio Freitas, Mário Faustino, Nogueira Tapety, Paulo Veras, Ramsés Ramos, Torquato Neto e Zito Batista.
Vida e obra
Ací Campelo explica que, “de forma simples, para maior valorização da palavra, primamos não por caracterizar cada um dos poetas, mas por mostrar seus poemas, numa espécie de espetáculo poético/teatral”.
Ele adianta que, para tanto, uma apresentadora faz a apresentação sucinta de cada poeta, a título de introdução.
“A intenção é trazer ao conhecimento do público fragmentos marcantes da arte desses poetas trágicos e, ao mesmo tempo, refrescar a memória dos que os conheceram seus versos”, observa.
“Sociedade dos Poetas Trágicos” é encenado por três jovens atores que se revezam para mostrar momentos marcantes dos dez poetas retratados, através de seus pensamentos e de suas poesias, destacando o fato de que todos eles foram tirados muito cedo de sua arte, do seio familiar e da sociedade.
O espetáculo recebeu o Prêmio Maria da Inglaterra, da Secretaria Estadual de Cultural, e patrocínio da Lei Aldir Blanc.
FICHA TÉCNICA
Atores: Maria Miriam, Yan Lima e Sérgio Santos.
Dramaturgia e direção: Ací Campelo
Produção Executiva: Edson Júnior
Músicos: Jorge Luiz e Augustu E verthon
Designer de luz e operação: Assaí Campelo
Designer de som e operação: José Dantas
Figurino e adereços: Siro Siris
Confecção de figurino: Belinha Cardoso
Designer Gráfico: Paulo Moura
Preparação de elenco: Jesus Viana
Cenografia: Edmar Aquino
Fotografias, vídeo e filmagem Live: Sketh Filmes
Linguagem de Libras: Branco Acessibilidade Comunicacional
Realização: A&C Assessoria e Promoções Culturais
Apoio: Escola Técnica de Teatro Gomes Campos e Bienal Editora


O jornal Valor Econômico traz em sua edição desta sexta-feira (24/09) um destaque para o lançamento do livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí”, do jornalista Zózimo Tavares.
A notícia está publicada na seção “EUfim de semana”, com dicas de leitura sobre os novos lançamentos de livros no Brasil.
A nota do Valor traz também uma sinopse informando que o livro é uma edição de luxo, bilíngue (português e inglês), ilustrada com fotografias, que conta a história da árvore e indica os usos da cera de carnaúba na atualidade.
O lançamento
O livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” recebeu o Prêmio Maria da Inglaterra, da Secretaria de Cultura do Piauí, e foi publicado pela Bienal Editora com recursos da Lei Aldir Blanc, do Governo Federal.
O seu lançamento ocorreu em live apresentada pelo secretário de Cultura, Fábio Novo, com a participação do governador Wellington Dias, do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Nelson Nery Costa, e do autor.

Por João Cláudio Moreno (*)
Símbolo vegetal do Piauí (está presente até no brasão oficial do Estado), riqueza máxima que possibilitou a urbanização e a pujança da economia de alguns centros piauienses, no passado,
Faltava em nossa bibliografia uma obra referente e considerável. O Governo entendeu isto, Zózimo topou a parada. Fabio Novo estimulou, e viabilizou a obra através do Siec/Lei Aldir Blanc com os recursos necessários, e a obra surgiu: eu fui um dos primeiros a receber, cortesia do amigo @zozimotavares … Posso garantir que o trabalho está uma beleza.
É importante ressaltar a qualidade do talento do @paulothemoura, ele é quem cuida da forma de todos os conteúdos impressos do Zózimo.
Merece, sim, uma live solene, bem participada.
Preencheu uma lacuna, onde ainda sobra muito espaço.
Muitas vezes ainda deveremos voltar ao tema. E o Estado, independente de quem seja o governador, deve sempre incentivar atitudes nesse campo…
Falta, no entanto, ainda, sobre a carnaúba, uma contribuição literária.
Precisamos ter um romance sobre o ciclo da carnaúba, um e vários. Tal qual como Jorge Amado fez com o cacau na Bahia, e Márcio de Sousa, com a borracha, na Amazônia.
Tomara que não demore!
(*) Publicado nas redes sociais, em 24 de maio de 2021
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, recebeu hoje (26/05) um exemplar do livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí”, lançado na segunda-feira passada pelo jornalista Zózimo Tavares.
O livrou foi um presente do advogado Germano Coelho, superintendente do Ministério da Agricultura no Piauí.
O superintendente foi a Brasília para levar à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pautas apresentadas pelos produtores da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (APROSOJA).
O livro entregue à ministra conta a história da carnaúba, o segundo item da pauta de exportação do Piauí, atrás apenas do agronegócio, impulsionado nos últimos anos pela explosiva produção de grãos nos cerrados.
A obra foi publicada com o patrocínio da Lei Aldir Blanc (Governo Federal), depois de ser contemplada com o Prêmio Maria da Inglaterra (Secretaria Estadual de Cultura).
O governador Wellington Dias participou na noite de ontem (24/05) da live de lançamento do livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí”, realizada através dos canais digitais do Governo do Estado.
Wellington Dias instituiu a carnaúba como árvore-símbolo do Piauí em 2017 e, depois da leitura do livro do jornalista Zózimo Tavares, declarou: “É um trabalho importante. Recomendo a cada piauiense que adquira o livro para si e também para presentear alguém do Brasil ou do mundo inteiro, pois a obra é bilíngue, em português e inglês”.
Livro premiado
A apresentação da live foi do secretário de Cultural, jornalista e deputado estadual Fábio Novo. Ele informou que o livro foi contemplado pela Lei Aldir Blanc com o Prêmio Maria da Inglaterra.
Também destacou que, dos 1.400 projetos culturais premiados no Piauí, “Carnaúba” era o primeiro a ser executado. Ele falou ainda da importância da carnaúba, destacando que dela tudo se aproveita – da raiz às palhas.
Carnaúba na história
O presidente do Conselho Estadual de Cultura, jurista e acadêmico Nelson Nery Costa, apontou a relevância da carnaúba para a economia e para a cultura piauienses.
Ele disse que o ciclo extrativista, no qual a carnaúba se destacou, deu impulso à industrialização do Piauí.
O presidente do Conselho disse também que a carnaúba se faz presente na literatura piauiense desde o romance “Ataliba, o vaqueiro”, de Francisco Gil Castelo Branco, publicado em 1880.
Ele destacou ainda que uma das páginas mais trágicas e heroicas do Piauí, a Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, teve como cenário os carnaubais de Campo Maior.
O jornalista Zózimo Tavares informou que a ideia do livro foi do governador Wellington Dias, que também idealizou a live de lançamento da obra. Ele disse que a carnaúba é um patrimônio natural, econômico, social e cultural do Piauí.
FICHA TÉCNICA:
Título: “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” (Carnauba a wealth of Piaui)
Autor: Zózimo Tavares
ISBN: 978-85-67525-10-5
Páginas: 168
Formato: 20×20
Preço: R$100 (frete grátis para todo o Brasil)
Link de venda: www.benal.editora.com.br e WhatsApp: (86) 9 9559-5252
O livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” (Carnauba a wealth of Piaui) será lançado nesta segunda-feira (24/05), às 19h, no formato virtual.
A live de lançamento contará com a presença do governador Wellington Dias; do secretário de Cultura, deputado Fábio Novo; do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Nelson Nery, e do autor, jornalista Zózimo Tavares.
A obra, em edição de luxo e bilíngue (português e inglês), conta a história da carnaúba, sua participação nos ciclos econômicos do Piauí e seus multiusos.
A obra é ilustrada com fotografias de Aureliano Müller, Ehrlich Cordão, Juscelino Reis e Valdeci Ribeiro. A versão para a língua inglesa é da jornalista Biá Boakari.
Prêmio
A livro sobre a carnaúba, árvore-símbolo do Piauí, foi produzido pela Bienal Editora, mobilizando uma equipe de dez profissionais, coordenada pelo jornalista Zózimo Tavares.
É o primeiro projeto de literatura contemplado com o Prêmio Maria da Inglaterra/Lei Aldir Blanc a ser executado.
LINK de acesso ao lançamento: https://youtu.be/BFjePIFpkdc
FICHA TÉCNICA:
Título: “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” (Carnauba a wealth of Piaui)
Autor: Zózimo Tavares
ISBN: 978-85-67525-10-5
Páginas: 168
Formato: 20×20
Preço: R$100 (frete grátis para todo o Brasil)
Onde compar: bienal.editora.com.br e WhatsApp (86) 9 9559-5252
Jasmine Malta (*)
Passando o final de semana em Bom Jesus, na casa de pai, aproveitei para colocar algumas leituras em dia – de livros e revistas. Uma delas, a do Zózimo Tavares, sobre nosso ex-governador e figura ímpar na história da política brasileira. Sem apologias, por favor. Porque a Dulcineia, é literária.
Já escrevi, e confirmo, que não sou filiada a nenhum partido político, nem simpatizante de nenhum deles. Acredito nas pessoas e no trabalho delas e, sinto até certo receio sobre o tema de hoje, por estarmos em plena campanha eleitoral. Vai lá alguém interpretar não como análise de leitura, mas como propaganda. Corro o risco.
Jornalista, letrado, apaixonado por Literatura, cordelista engajado, palestrante de primeira, nosso autor não se furta de nenhum destes papéis ao publicar um livro. Todas as suas facetas estão reveladas em sua escrita criativa. Produtivo, seus títulos vão sendo multiplicados ano após ano. E, bondosamente, distribui muito mais do que vende.
Nesta obra em análise, fez uma pesquisa detalhada, uma coleta de dados informativos e elaborou uma coletânea interessantíssima. O folclórico perfilado além de tema de show humorístico (do estimado João Cláudio Moreno) e de personalidade entrevistada pelo poderoso Jô Soares, tornou-se um personagem símbolo do Senado (durante o mandato) e celebridade nacional. Ninguém, como ele, conseguiu elevar a audiência da TV Senado, popularizando-a entre os telespectadores. Quando, em vez da novela cotidiana, a audiência aguardava o pronunciamento do dia, ou um dos inúmeros e famosos apartes.
O biografado é um “grávido”. De palavras, de citações, de ditados, de chistes; de língua afiada e raciocínio certeiro. O trabalho do jornalista é minucioso e, empreendedor, apresenta informações históricas e didáticas sobre o Piauí, visando, claro, as edições que serão lidas em todo o país; além de contextualizar os fatos narrados. Uma obra global, compreensível por leitores diversos, independente do espaço geográfico ocupado.
As Citações. Estas, são de fazerem sorrir sozinho. Uma propriedade da leitura : o envolvimento do leitor, a identificação com o texto, a fruição interpretativa. Nosso político criou um “tipo” próprio, vários episódios mostram muito mais uma capacidade articuladora e planejada, do que simples fato ao acaso. Atentai bem, se faz de besta para melhor passar. E, assim, foi abrindo os caminhos já traçados na política, na qual é uma figura inesquecível : pela Cassação inédita, pelos discursos eloquentes.
Confesso, o homem é um erudito. Leitor contumaz, memorialista invejável, orador de primeira ordem, concatenador de ideias singulares, amante à moda antiga. Um verdadeiro “baião de muitos”. Família religiosa, organizada, mãe amantíssima e dona de talento literário, um estudioso confesso e médico dedicado. Nosso Mão é sem comparações, mesmo quando lembrado em conjunto com outro parnaibano ilustre, construtor ininterrupto, sacrificador dos salários estaduais.
O Decálogo apresentado no milésimo discurso, feito digno de uma Certificação Guiness, deveria ser o texto de cabeceira de todo político brasileiro. Mais ainda nestes
tempos de Mensalão, comprovado e em julgamento. Para os que pretendem alçar cargo eletivo, vale a lição deste Mão, nem tão Santa assim, em seu pronunciamento histórico.
O título, reafirmo, é uma leitura excelente. Possível de ser apreciada sem nenhum partidarismo, ou simpatia pessoal, pelo biografado. Pelos simples prazer de ler uma obra bem escrita e divertidíssima. Zózimo, quem será o seguinte ?
*Jasmine Malta é professora da UFPI. Texto publicado no jornal O DIA, na coluna literária DULCINEIA, 19/09/2012.
Joca Oeiras (*)
Aceitei o convite para ser o apresentador do livro “Atentai Bem, assim falou Mão Santa”, do jornalista Zózimo Tavares, encarando-o como uma missão a mim confiada pela Fundação Nogueira Tapety – FNT. Não nego, no entanto, que tremi nas bases, pois o Zózimo escreveu não apenas a respeito de um político vivo e atuante, mas, principalmente, por que este político se chama Mão Santa, figura emblemática e extremamente polêmica, não havendo vivente que possa, em sã consciência, dizer o contrário!
Como conheço o Zózimo, mesmo antes de ler o livro, tinha certeza de que a obra não seria, simplesmente, um laudatório, um exercício de puxa-saquismo explícito. Pelo mesmo motivo, sabia que o retratado seria objeto do maior respeito e consideração, isto é, sei que o autor é incapaz de desrespeitar quem quer que seja.
Mas o Zózimo, a par do gentlemam que é, é, profundamente, jornalista e a ele é atribuida a frase: “Se o jornalista não incomoda, então não é jornalista”.
Conto isso tudo para enfatizar que li o livro armado com todos estes preconceitos. Além de tudo, muito curioso! Assim que a obra chegou-me às mãos, procedi a uma leitura, não vou enganar ninguém, seletiva, procurando separar o que era do autor do que havia sido escrito ou dito pelo senador.
Desde logo concluí que título do livro “Atentai bem, assim falou Mão Santa”, não poderia ser mais adequado. Na verdade, o maior feito do Zózimo foi conseguir, através de suas páginas, dar expressão verbal coerente a um discurso fragmentário e – não poucas vezes – errático do personagem principal da obra, sendo esta, para mim, a grande sacada do autor do celebrado “Sociedade dos Poetas Trágicos”.
Juizo de valor
Digo isto porque não considero que se trate de uma biografia, nem sequer de um escorço biográfico, muito embora o autor tenha arrolado inúmeros dados com este teor. E também, apesar de toda a evidente simpatia que o parlamentar inspira ao jornalista, este, em nenhum momento, cuida de fazer um julgamento seja do homem, seja do médico, seja do político Mão Santa.
Como disse, não se trata disto. O Zózimo, que além de jornalista, é cordelista e possui Licenciatura em Letras (entre outras coisas), se delicia ao analisar a fala, ora pretensamente erudita, recheada de citações dos clássicos e da Bíblia, ora francamente folclórica, do personagem-tema de sua obra. Não apenas o que diz, mas principalmente os trejeitos que faz e a maneira pouco ortodoxa, para dizer o mínimo, de que se utiliza para pronunciar as palavras. Aliás, o caráter histriônico da fala do senador é constantemente realçado pelo jornalista. Vejam: “Mão Santa não liga para a dicção, engole o ‘s’ que marca o plural, outras vezes põe ‘esses’ a mais, mastiga palavras e assim por diante”.
É claro que, ao debruçar-se sobre a fala do “retratado”, o autor não poderia se esquivar de alguns julgamentos de valor a seu respeito, o principal deles, reiteradamente formulado, a inegável presença de espírito que, segundo Zózimo, “é um dos traços da irrequieta personalidade de Mão Santa”, reconhecendo, embora, que “se não tem uma resposta pronta para as críticas, faz ouvidos de mercador e assim vai passando”.
Ressalta, também, talvez nem fosse preciso, a originalíssima figura do senador, evidente aos olhos de quantos a conhecem, mesmo os menos avisados. No entanto, não custa reiterar: em nenhum momento o jornalista se dispõe a julgar a atuação do político, que foi Prefeito de Parnaíba e, por duas vezes, governou o Estado do Piauí, seja no exercício destes cargos executivos, seja na sua atuação parlamentar propriamente dita, seus projetos, para além dos discursos.
Mil discursos
Para mim a obra se define por ser uma descrição minuciosa do peculiaríssimo linguajar de uma importante figura da República. Através das profusas – e, não raro, confusas – manifestações verbais do retratado, o autor pinta um quadro fortemente impressionista – mas, nem por isso, menos verdadeiro – do prolixo parlamentar dos (mais de) mil discursos.
As mais acerbas críticas podem ser formuladas ao político Mão Santa, mas… atentai bem, senhoras e senhores, depois de ler o livro do Zózimo, a ninguém caberá desconhecer que se trata, o Senador Mão Santa, de um ser humano de rara grandeza.
(Texto de apresentação do livro “Atentai bem!, assim falou Mão Santa”, de autoria do jornalista Zózimo Tavares, lançado no dia 22.01.10, às 21h, na Câmara Municipal de Oeiras, numa realização da FNT)
Projeto de Lei aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (02), permite a publicação e divulgação de filmes e livros biográficos sem a necessidade de aprovação da pessoa biografada ou de sua família.
O PL 393/11 de autoria do deputado Newton Lima (PT-SP) permite a divulgação de imagens e informações biográficas sobre personagens públicos, “pessoa cuja trajetória pessoal, artística ou profissional tenha dimensão pública ou esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade”.
O projeto que teve voto favorável do relator Alessandro Molon (PT-RJ) altera o Código Civil (Lei 10.406/02), que hoje só permite esse tipo de divulgação em quatro casos: autorização direta da pessoa exposta; necessidade da administração da Justiça; manutenção da ordem pública; ou consentimento de parente, se a pessoa exposta já tiver morrido.
O texto, que já havia sido aprovado pela então Comissão de Educação e Cultura, seguirá agora para o Senado, exceto se houver recurso para que seja apreciado pelo Plenário da Câmara.
Roberto Carlos
Um caso que se tornou conhecido de biografia não autorizada que terminou proibida foi o livroRoberto Carlos em Detalhes, escrito por Paulo Cesar Araújo e lançado em 2006 pela editora Planeta. Em janeiro de 2007, o cantor moveu uma ação judicial alegando invasão de privacidade. Em maio de 2007, decisão da Justiça determinou o recolhimento do livro. Cerca de 11 mil exemplares estavam à venda e a primeira edição de 30 mil livros já havia esgotado.
Em abril de 2007, a editora e o jornalista cederam às exigências de Roberto Carlos e se comprometeram a não publicar mais a biografia e o cantor abriu mão de pedir indenização. O autor do livro entrou com recurso, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) manteve proibida a publicação e a venda da biografia em decisão de março de 2009.
*Com informações da Agência Câmara