Arnaldo Boson Paes

Desembargador do TRT/PI,

doutor em Direito e professor universitário.

Desde a década de 1970, venho acompanhando com admiração a trajetória da arqueóloga Niède Guidon. Nascido na região, testemunhei seu trabalho florescer e se expandir. Em 1977, fui residir em São Raimundo Nonato, para estudar. Naquele tempo, as pesquisas de Niède começavam a ressoar no cenário internacional. No entanto, localmente, sua atuação enfrentava grandes obstáculos e fortes resistências, especialmente por parte dos líderes políticos, dos comerciantes e moradores da região.

Hoje, 4 de junho de 2025, recebemos a triste notícia do falecimento da destemida arqueóloga, aos 92 anos, em São Raimundo Nonato, no Piauí. Sua partida representa uma perda irreparável para a arqueologia, tanto no Brasil quanto em âmbito global, especialmente para o estado do Piauí, que ela ajudou a projetar em níveis de reconhecimento acadêmico, ambiental e cultural.

Niède Guidon chegou a São Raimundo Nonato, coração da Caatinga piauiense, em 1970, como pesquisadora associada ao Museu do Ipiranga, em São Paulo. Desde então, suas descobertas impactaram de forma significativa a comunidade científica nacional e conferiram ao Piauí uma posição de destaque no cenário internacional.

Suas investigações corroboraram a hipótese de que a região da Serra da Capivara abriga vestígios do ser humano mais antigo das Américas, cuja presença é estimada em pelo menos 50 mil anos. Esse trabalho foi crucial para a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara em 1979, que se estende por 129.140 hectares e possui um perímetro de 214 km.

Em 1986, os membros do programa binacional de pesquisas (França-Brasil) na Serra da Capivara criaram a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), uma entidade privada de natureza científica e sem fins lucrativos. Entre seus objetivos, destaca-se a preservação das coleções resultantes das pesquisas na região e a divulgação dos achados obtidos.

O reconhecimento da importância do trabalho de Niède Guidon e do local que ela desvendou foi consolidado em 1991, quando o Parque Nacional da Serra da Capivara foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Em 1995, a Escola de Samba Beija-Flor prestou homenagem à Serra da Capivara durante o carnaval do Rio de Janeiro, ressaltando sua relevância cultural.

Atualmente, a Serra da Capivara é o projeto arqueológico mais significativo das Américas. A contribuição de Niède Guidon e sua equipe para a compreensão do berço do homem americano, situado no Piauí, é verdadeiramente inestimável.

Em 1998, tive a honra de participar da cerimônia de inauguração do Museu do Homem Americano, a convite do deputado federal Paes Landim, um ardoroso defensor da obra de Niède. Anos depois, em 2018, foi inaugurado no parque o Museu da Natureza, um dos mais relevantes do mundo em termos de conservação ambiental e educação sobre a história natural.

Visitei os museus e o parque em várias ocasiões. A cada visita, percebo que a vida e a obra de Niède Guidon são paradigmas de dedicação à ciência e à preservação do patrimônio arqueológico, ambiental e cultural.  Seu trabalho projetou o Piauí em escala global, tornando o estado referência mundial em pesquisas arqueológicas.

O adeus à arqueóloga não encerra sua obra; ao contrário, a eterniza. Cada pintura rupestre que ela revelou, cada sítio que protegeu, são testemunhos vivos de sua extraordinária contribuição, revelando um patrimônio piauiense que o Brasil e o mundo acolhem e reverenciam. Niède Guidon permanecerá entre nós, como guardiã e farol.

O presidente do TCE-PI, conselheiro Kennedy Barros, lançou ontem (28/05) o seu livro Controle de Políticas Públicas: A experiência do Tribunal de Contas do Piauí na abertura do Seminário de Pesquisa em Ciência Política da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Em sua fala aos participantes do evento, o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí deu ênfase à postura da Corte, nos últimos anos, ao direcionar o foco de sua atuação para o acompanhamento e a avaliação de políticas públicas, sem descuidar do aspecto de fiscalização.

Ele acentuou que essa guinada do TCE, objeto de estudo de seu livro, contribui para a correção de rumos e mitigação de eventuais erros na execução de políticas públicas. Isso resulta, segundo ele, no combate mais eficaz ao desperdício de recursos oficiais e na melhoria da qualidade dos serviços públicos.

Kennedy Barros é advogado e mestre em Ciência Política pela UFPI e seu livro, publicado pela Bienal Editora, é resultado da dissertação que defendeu ao final do curso.

O evento

O Seminário de Pesquisa em Ciência Política da UFPI segue até amanhã (sexta-feira, 30), no Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL). O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, com a participação de professores, alunos da graduação e da pós-graduação em Ciência Política e outros convidados.

A cerimônia de abertura contou com a presença do pró-reitor de Pós-Graduação da UFPI, professor Carlos Sait, e do diretor do CCHL, professor Vitor Sandes.

A palestra de abertura, intitulada “Ciência Política: Desafios Institucionais, Práticas e Produção de Saberes”, foi proferida pela cientista política e professora Olívia Perez, diretora da Editora da UFPI. O seminário é conduzido pelo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, professor Raimundo Júnior.

O romance O Lago e a Urbe, do escritor e acadêmico Oton Lustosa, foi lançado na Academia Piauiense de Letras (APL) em sessão prestigiada, no último sábado (24/05).

A apresentação da obra foi feita pelo professor e acadêmico Felipe Mendes. A sessão foi presidida pelo acadêmico Fonseca Neto, vice-presidente da APL. O livro foi publicado pela Bienal Editora.

Além de acadêmicos, familiares do autor e outras destacadas personalidades do mundo intelectual, participaram do evento autoridades da magistratura, como os presidentes do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Aderson de Brito Nogueira, e do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Sebastião Martins, dos quais o autor foi colega.

O desembargador e escritor Durval Aires Filho, membro da Academia Cearense de Letras, também prestigiou o evento. Também se fizeram presentes o desembargador Arnaldo Boson, do TRT do Piauí, e o ex-senador Elmano Férrer.

A obra

O novo romance de Oton Lustosa tem como tema principal a seca da lagoa de Parnaguá, fato ocorrido no ano de 2015; um fenômeno da natureza que impactou toda a região do Extremo Sul do Piauí e muito particularmente a população parnaguaense.

Ao longo do enredo, alguns conflitos paralelos se sucedem, como a crítica agressiva e interesseira de Alzira às atitudes do pai, o protagonista, a quem acusa de não honrar a memória da esposa falecida e de malbaratar o patrimônio da família.

Outro aspecto trabalhado na obra é a resistência de Adamastor (o ambientalista) às iniciativas expansionistas do agronegócio que, embora possa gerar grandes receitas e promover o desenvolvimento regional, quase sempre causa degradação ao meio ambiente.

Ao encerrar a sua composição literária, o autor, em final aberto, deixa ao leitor a faculdade de refletir sobre: desenvolvimento, riqueza e preservação ambiental; costumes, inovações tecnológicas e consumismo; religiosidade, superstição, fé, amor, solidão, traumas individuais e sociais, dentre outros temas.

O livro já foi lançado em Parnaguá, terra natal do autor, e Corrente. O próximo lançamento será em Parnaíba, onde Oton Lustosa morou e atuou como magistrado.

A professora Maria do Carmo Boson Paes lançou, neste final de semana, em Teresina, o livro “Nos passos de Maria – uma peregrinação pelos caminhos da fé”.

Publicado pela Bienal Editora, o livro narra a emocionante jornada de um grupo de piauienses que, em março deste ano, percorreu os principais Santuários Marianos em Portugal, na Espanha e na França.

A obra se apresenta como uma imersão na história, na arte e na espiritualidade desses locais sagrados, destacando a força da devoção mariana e sua vasta influência na cultura e na fé.

De Lisboa a Fátima, de Santiago de Compostela a Lourdes e de Lisieux a Paris, o livro transporta o leitor para os mesmos caminhos de fé trilhados pela autora.

Os lançamentos

O lançamento ocorreu em dois eventos distintos. Na sexta-feira, 23 de maio, o padre Luiz Eduardo Bastos, diretor espiritual da jornada e autor do prefácio do livro, reuniu o grupo de peregrinos em Teresina para uma celebração especial que marcou o início das comemorações.

No sábado, 24 de maio, Maria do Carmo Boson Paes recepcionou familiares e amigos em um restaurante local para o lançamento oficial.

O evento contou com a presença de diversas personalidades, incluindo o conselheiro Kennedy Barros, presidente do Tribunal de Contas do Piauí, o conselheiro Abelardo Vilanova, ex-presidente do TCE-PI, o desembargador do Trabalho Arnaldo Boson Paes, a empresária Van Fernandes e o jornalista Zózimo Tavares (membro da Academia Piauiense de Letras e editor do livro).

O próximo lançamento será em Brasília, onde reside a autora.

Confraternização dos peregrinos, em Teresina.

Lançamento do livro em Teresina

O escritor e acadêmico Oton Lustosa, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Piauí, lança um novo livro no próximo sábado (24/05), às 10h, na Academia Piauiense de Letras.

Trata-se do romance O Lago e a Urbe. A obra, publicada pela Bienal Editora, será apresentada pelo professor e acadêmico Felipe Mendes.

O novo romance de Oton Lustosa tem como tema principal a seca da lagoa de Parnaguá, o maior lago natural do Brasil. O fato ocorreu em 2015.

O fenômeno da natureza impactou toda a região do Extremo Sul do Piauí e muito particularmente a população parnaguaense.

Ao longo do enredo, alguns conflitos paralelos se sucedem, como a crítica agressiva e interesseira de Alzira às atitudes do pai, o protagonista, a quem acusa de não honrar a memória da esposa falecida e de malbaratar o patrimônio da família.

Também ganha destaque a resistência de Adamastor (o ambientalista) às iniciativas expansionistas do agronegócio que, embora possa gerar grandes receitas e promover o desenvolvimento regional, quase sempre causa degradação ao meio ambiente.

Ao encerrar a sua composição literária, sobre um tema da atualidade, o autor, em final aberto, deixa ao leitor a faculdade de refletir sobre: desenvolvimento, riqueza e preservação ambiental; costumes, inovações tecnológicas e consumismo; religiosidade, superstição, fé, amor, solidão, traumas individuais e sociais, dentre outros temas que, conforme as circunstâncias, engrandecem ou diminuem o ser humano.

O novo romance de Oton Lustosa.

A memória do monsenhor Constantino Boson e Lima, falecido há 80 anos, foi reverenciada em sessão especial da Câmara Municipal de São Raimundo Nonato. A homenagem, prestada na última segunda-feira (19/05), contou com a participação da Prefeitura Municipal.

Na ocasião, foi lançado o livro Monsenhor Boson – O Missionário da Educação, de autoria do desembargador Arnaldo Boson Paes, do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí. A biografia do monsenhor foi publicada no ano passado pela Bienal Editora.

A sessão solene foi proposta pelo vereador Rony Samuel. O presidente da Câmara Municipal, vereador Jairon Ramos, abriu a sessão e passou a condução dos trabalhos ao autor da proposição, que fez uma breve exposição sobre a vida sacerdotal e educacional do monsenhor Boson. Também destacou a importância do livro do desembargador para o resgaste e conhecimento de seu legado.

A sessão contou com a presença do prefeito Rogério Castro e da primeira-dama Talita Ribeiro, secretária municipal do Trabalho e Assistência Social; do desembargador Pedro Macêdo, filho da cidade; do juiz do Gustavo Martins; do presidente da subseção da OAB em São Raimundo Nonato, Marcos Menezes; do padre Herculano Negreiros, ex-prefeito do município; da empresária Van Fernandes; do escritor Marcos Damasceno, vice-prefeito de Dom Inocêncio; do jornalista e escritor Zózimo Tavares, membro da Academia Piauiense de Letras e diretor da Bienal Editora, além de vereadores e outros convidados de municípios vizinhos, inclusive da Bahia (Campo Alegre de Lourdes e Remanso).

Perfil biográfico

Constantino Boson e Lima nasceu em São Raimundo Nonato, em 15 de outubro de 1868, e faleceu em Parnaíba, em 1945, aos 77 anos.

Ele foi um dos líderes da Igreja Católica do Piauí, no começo do século 20, e um maiores educadores do Estado, tendo dirigido o Colégio Diocesano por quase 20 anos, no período inicial da tradicional escola, fundada em 1906.

Boson morou por quase 20 anos em São Luís do Maranhão, onde se ordenou. Foi vigário de Barras e também de Parnaíba.

Homenagem do Papa

Monsenhor Boson recebeu o título de camareiro secreto do papa e chegou a dirigir as Dioceses do Maranhão e do Piauí.

Ele recebeu várias homenagens pela sua contribuição ao sacerdócio e à educação.

É nome de rua em Teresina, no bairro Matinha, e de praça em Barras, e também de uma escola em Água Branca – Centro de Ensino de Tempo Integral (CETI) Monsenhor Boson, a principal da cidade.

A Câmara Municipal de São Raimundo Nonato realiza, na próxima segunda-feira (19/05), às 10h, Sessão Solene para reverenciar a memória do monsenhor Constantino Boson, na passagem dos 80 anos de seu falecimento.

A homenagem foi proposta pelo vereador Rony Samuel de Negreiros Nunes.

Ao final da sessão, haverá o lançamento do livro Monsenhor Boson – O missionário da educação.

A biografia foi escrita pelo desembargador, professor e escritor Arnaldo Boson Paes e publicada em janeiro de 2024 pela Bienal Editora. O autor estará presente à homenagem.

Perfil biográfico

Constantino Boson e Lima nasceu em São Raimundo Nonato, em 15 de outubro de 1868, e faleceu em Parnaíba, em 1945, aos 77 anos.

Ele foi um dos líderes da Igreja Católica do Piauí, no começo do século 20, e um maiores educadores do Estado, tendo dirigido o Colégio Diocesano por quase 20 anos, no período inicial da tradicional escola, fundada em 1906.

Boson morou por quase 20 anos em São Luís do Maranhão, onde se ordenou. Foi vigário de Barras e também de Parnaíba.

Homenagem do Papa

Monsenhor Boson recebeu o título de camareiro secreto do papa e chegou a dirigir as Dioceses do Maranhão e do Piauí.

Ele recebeu várias homenagens pela sua contribuição ao sacerdócio e à educação.

É nome de rua em Teresina, no bairro Matinha, e de praça em Barras, e também de uma escola em Água Branca – Centro de Ensino de Tempo Integral (CETI) Monsenhor Boson, a principal da cidade.

Capa da biografia do Monsenhor Boson

O romance O Lago e a Urbe, do escritor e acadêmico Oton Lustosa, será lançado nesta sexta-feira (25/04) no município de Parnaguá, a 800 quilômetros de Teresina e terra natal do autor.

A sessão de lançamento da obra será realizada a partir das 17 horas, na Câmara Municipal, situada na Praça Marquês de Paranaguá, no Centro da cidade.

O evento conta com o apoio cultural da Prefeitura e da Câmara Municipal de Parnaguá.

A obra será lançada no sábado (26/04) no município de Corrente. O lançamento está marcado para as 19h, no Campus do IFPI, localizado no bairro nova Corrente.

A obra

O novo romance de Oton Lustosa tem como tema principal a seca da lagoa de Parnaguá, fato ocorrido em 2015. O fenômeno da natureza impactou toda a região do Extremo Sul do Piauí e muito particularmente a população parnaguaense.

Ao longo do enredo, alguns conflitos paralelos se sucedem, como a crítica agressiva e interesseira de Alzira às atitudes do pai, o protagonista, a quem acusa de não honrar a memória da esposa falecida e de malbaratar o patrimônio da família.

Também ganha destaque a resistência de Adamastor (o ambientalista) às iniciativas expansionistas do agronegócio que, embora possa gerar grandes receitas e promover o desenvolvimento regional, quase sempre causa degradação ao meio ambiente.

Ao encerrar a sua composição literária, o autor, em final aberto, deixa ao leitor a faculdade de refletir sobre: desenvolvimento, riqueza e preservação ambiental; costumes, inovações tecnológicas e consumismo; religiosidade, superstição, fé, amor, solidão, traumas individuais e sociais, dentre outros temas que, conforme as circunstâncias, engrandecem ou diminuem o ser humano.

O romance sai pela Bienal Editora.

A Lagoa de Parnaguá, o maior lago natural do Brasil, com área de 72 quilômetros quadrados e 12 quilômetros de comprimento, é o tema central do novo romance do escritor Oton Lustosa.

Intitulada O Lago e a Urbe, a obra retrata a vida e as lendas que surgiram de dentro e em torno da grande lagoa, localizada no município de Parnaguá, um dos mais antigos do Piauí, situado a 800 quilômetros de Teresina, no Extremo-Sul do Estado.

Com 83 capítulos, distribuídos em 330 páginas, o romance sai pela Bienal Editora e será lançado na próxima semana.

Escritor meticuloso e inventivo, Oton Lustosa, filho das terras e das águas abundantes de Parnaguá, vale-se de acontecimento real e inédito para costurar sua narrativa ficcional nesse novo romance.

Para tanto, constrói personagens que, com suas ações e omissões, vigílias e sonhos, outra coisa não fizeram senão representar a realidade da vida, que ora é doçura, ora amargor.

O autor

Oton Lustosa é membro da Academia Piauiense de Letras e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Piauí.

Autor de Meia-vida (romance, 199; 2ª ed. 2026 e 3ª ed. 2024); O pescador de personagens (contos, 2000); Vozes da ribanceira (romance, 2003; 2ª. ed. 2023); e Em busca de uma rede na varanda (contos, 2022).

Capa do novo romance de Oton Lustosa/Imagem: Divulgação

A Academia de Letras de Crateús (ALC) recebeu, no último dia 10 de abril, em sua sede, a visita dos escritores Arnaldo Boson e Zózimo Tavares.

Eles foram conhecer a Academia e dialogar com os acadêmicos cearenses sobre a vida e a obra do poeta romântico José Coriolano (1829 – 1869), apontado pela crítica como fundador da Literatura Piauiense, com seu livro póstumo Impressões e Gemidos, lançado em 1870.

José Coriolano de Sousa Lima é patrono da Cadeira 8 da Academia Piauiense de Letras (APL), ocupada atualmente pelo poeta e crítico literário Francisco Miguel de Moura.

Fundador da Literatura Piauiense

Nascido em Crateús, então Vila Príncipe Imperial, quando o território ainda pertencia à Província do Piauí, José Coriolano formou-se na Faculdade de Direito do Recife e também teve destacada militância política.

Foi deputado e presidiu a Assembleia Provincial. Exerceu também a magistratura.

A Academia de Letras de Crateús recebeu um exemplar da 3ª edição de Impressões e Gemidos, publicada pela Academia Piauiense de Letras, na Coleção Centenário.

Os acadêmicos cearenses receberam também exemplares do livro autobiográfico Caminhos de Versos, do poeta popular João Tavares, nascido em Novo Oriente, vizinho a Crateús, e que por muito tempo se apresentou na Rádio Educadora de Crateús.

A obra foi lançada em 2022 pela Bienal Editora.

O evento teve como anfitriões o promotor de Justiça José Arteiro Goiano, o advogado Alexandre Macedo Maia, o escritor Raimundo Cândido e o historiador Flávio Machado.

A programação prosseguiu no dia 11 de abril, com visita à Igreja Matriz de Crateús, onde estão depositados os restos mortais do poeta, e ao busto de José Coriolano, reinstalado em 2013 na praça da Catedral pela própria ALC, em ação de resgate da memória literária regional.

J. Coriolano na história

J. Coriolano, como era literariamente conhecido, é citado com destaque no livro Monsenhor Boson – O missionário da educação, biografia de autoria de Arnaldo Boson, também desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí e professor universitário.

O livro foi lançado em 2024 pela Bienal Editora. Seu autor é sobrinho-tetraneto de José Coriolano, também parente do monsenhor Boson.

Marco na literatura

“A obra de Coriolano é uma semente que floresceu em toda a literatura piauiense. Sua visão poética, seu rigor formal e seu compromisso com a beleza da língua são marcas de um tempo fundador, que ainda hoje ecoa em nossa produção literária”, destacou o jornalista e escritor Zózimo Tavares, ex-presidente da Academia Piauiense de Letras, durante o encontro em Crateús.

Para a presidente da APL, Fides Angélica Ommati, o resgate da memória de José Coriolano representa mais do que um reconhecimento histórico:

“Celebrar Coriolano é reafirmar a identidade da literatura piauiense. Ele é um marco inaugural, um elo entre o passado e o presente da nossa produção intelectual. Em 1917, quando foi fundada a Academia Piauiense de Letras, o nome dele foi escolhido como patrono da cadeira 8. Isso demonstra o valor simbólico e literário que Coriolano representa para todos nós. A Academia se orgulha de manter viva a lembrança e a obra do poeta que fundou, com brilho e pioneirismo, a nossa tradição literária”, conclui a presidente da APL.

Escritores na sede da Academia de Letras de Crateús

José Arteiro Goiano e Arnaldo Boson.

Visita ao busto de J. Coriolano

Catedral de Crateús, onde estão depositados os restos mortais do poeta.

Livro com poemas de J. Coriolano.

Professora Fides Angélica, presidente da Academia Piauiense de Letras.

Arnaldo Boson Paes
Doutor em Direito, professor universitário e Desembargador do TRT do Piauí.

Acadêmico de Direito, a partir de 1983 passei a frequentar regulamente os fóruns em Teresina. Gostava de acompanhar as sessões do Tribunal Popular do Júri, no Palácio da Justiça. Era a oportunidade para ver renomados advogados exibirem suas habilidades jurídicas e seduzirem o grande público com seus talentos da oratória.

Em muitos desses julgamentos, destacava-se a figura do advogado Luiz Gonzaga Soares Viana. Eram casos de grande repercussão, que ganhavam as páginas dos jornais e mobilizavam a opinião pública. Em um deles, o Doutor Viana assumiu a defesa de um corretor de Bolsa de Valores acusado da morte de um capitão da Polícia Militar e delegado especial no Piauí. O caso havia chegado ao Supremo Tribunal Federal, que concedera liberdade provisória ao acusado.

O processo ia ser julgado pelo Tribunal do Júri, presidido por um grande magistrado, meu professor. Eu estava lá. A defesa e a acusação reuniam quatro dos melhores advogados no Piauí, dois de cada lado. À frente da defesa estava o Doutor Viana. Atento a tudo e a todos, eu acompanhava com entusiasmo os longos, tensos e intensos debates.

Com sua luminosa inteligência, vasta cultura e brilhante oratória, o Doutor Viana conseguiu convencer os jurados de sua criativa tese de legítima defesa da honra, baseada na coação moral irresistível. O acusado seria então absolvido. Influenciado por aquele julgamento, desenvolvi o interesse pela advocacia criminal. Embora tenha advogado por pouco tempo, cheguei a atuar no Tribunal do Júri.

Anos depois, agora como servidor da Justiça Federal, conheci de perto o advogado que tanto me impressionara. Encarregado de realizar diligências, eu ia frequentemente ao seu escritório, na rua Álvaro Mendes, no prédio do banco Banorte. Nosso convívio se intensificou a partir de 1990, quando assumi a magistratura do trabalho. Passei a admirá-lo mais ainda, não só pelo seu brilho profissional, mas também por seu tratamento elegante e respeitoso.

Maranhense, o Doutor Viana chegou jovem ao Piauí. Formou-se em Direito, em 1964, é advogado desde 1965, presidiu a OAB do Piauí, foi advogado público, professor universitário e secretário de Estado. Cidadão honorário teresinense e piauiense, por sua longa e fecunda atuação a serviço do Direito e da Justiça, ele recebeu merecidamente as mais elevadas e honrosas homenagens das instituições do Piauí.

Sua luminosa e exemplar trajetória profissional está sendo contada no livro “A Voz do Sentimento”, que acaba de lançar, pela Nova Aliança, na celebração dos quase 90 anos de vida bem vivida, 60 deles dedicados à advocacia. Nas páginas da obra, encontramos os ingredientes para uma boa vida, lições para uma caminhada vitoriosa.

A receita parece simples. Ter amor pelo que se faz e pelas pessoas que nos cercam. Ter ideal para viver além e acima dos interesses pessoais. Fazer de si mesmo a pessoa que você pode e gostaria de ser. E, quando chegar a hora de as cortinas se fecharem, ter no coração a certeza de que, se preciso fosse, começaria tudo outra vez.

O livro do Doutor Viana reúne correspondências, homenagens, discursos, crônicas, palestras, entrevistas, reflexões, perfis. Nele desfilam familiares, amigos, advogados, magistrados, escritores, enfim, personalidades que cruzaram sua vida. Com leveza, amor e gratidão, a obra vai tecendo textos escritos pelo autor nos últimos 50 anos.

Da primeira à última página, refazendo passo a passo a trajetória de um cidadão generoso e advogado brilhante, seguimos as pistas que podem nos levar à concretização dos sonhos que todos almejamos: família amorosa, amigos queridos e realizações profissionais.

Nas memórias do grande jurista, está a enorme paixão pela advocacia, vista por ele como arte e política, ética e ação. Em seu livro “A Voz do Sentimento”, o Doutor Viana guarda silêncio eterno sobre as histórias fascinantes dos dramas humanos vividos nos processos que patrocinou. Ele o faz cumprindo o dever ético de preservar o sigilo profissional.

Mas nem por isso o livro deixa de trazer belas lições. Com seu gênio e talento, em prosa leve e agradável, em cada página o Doutor Viana vai nos ensinando a arte da vida e da advocacia. Para as novas gerações, conhecer sua trajetória, mergulhar em suas memórias, é compreender, como ele escreve, que “o mais importante para o homem é crer em si mesmo; sem esta confiança em seus recursos, em sua inteligência, em sua energia, ninguém alcança o triunfo que aspira”.

Capa do livro do Doutor Viana/Imagem: Divulgação

O prefácio do livro Controle de Políticas Públicas: a experiência do Tribunal de Contas do Piauí, do conselheiro Kennedy Barros, foi escrito pelo professor Jacoby Fernandes, uma das principais referências em controle externo do Brasil e da América Latina.

Advogado, professor de Direito Administrativo, escritor, consultor e conferencista de renome nacional e internacional, ele foi conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, procurador-geral do Ministério Público junto ao TC-DF e juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região.

É fundador da Jacoby Fernandes & Reolon Advogados Associados e autor de várias obras sobre administração pública, destacando-se Contratação Direta sem Licitação, Tomada de Contas Especial, Sistema de Registro de Preços e Pregão Eletrônico e Vade-Mécum de Licitações e Contratos.

Do prefácio

Segundo o professor Jacoby, o livro de Kennedy Barros “documenta uma revolução no modo de trabalho em termos de controle da administração pública, denominado pela Constituição Federal de controle externo, e implantado em todos os níveis da federação. ”

O prefaciador prossegue: “Todos nós, como cidadãos, desejamos obter serviços públicos de qualidade, a custos módicos tanto quanto forem sustentados por tarifas públicas como quando sustentado pelos impostos em geral. Mas, o controlador tem essa visão? ”

Para o professor Jacoby, “quando o cidadão for buscar saúde pública, segurança, educação, atendimento a outras políticas públicas que perpassam pela integração da dignidade da pessoa humana, a redução das desigualdades regionais e a efetivação da participação do cidadão, qualificado por uma educação social, encontrará balizas antepostas para auxiliar o gestor público e demonstrar ao cidadão que é possível mudar”.

Jacoby avalia que “Aqui entra a contribuição dessa obra, que se coloca para demonstrar essa mudança de paradigma de forma objetiva depende da mudança de compreensão dos fatos. É o mesmo movimento que hoje se busca no judiciário: técnicos formados em direito, que respeitam as partes e seus advogados, que muitas vezes se devotam horas estudando um processo, mas que perderam ao longo da jornada o objetivo da justiça, sobrevalorizando o processo como um fim em si mesmo”.

Nessa nova concepção, conforme o prefaciador, “é o momento de avaliar a gestão de políticas públicas pelos resultados. Muito além de uma auditoria operacional, é preciso compreender que o controle de políticas públicas vai exigir muito mais do corpo técnico pela alteração da percepção dos fatos e atos administrativos. É preciso mudar a mentalidade, evoluir, sem desprezar o elemento da legalidade”.

O autor

Jacoby Fernandes afirma, ainda, no prefácio que “o profissional do controle externo apto a demonstrar esse cenário é com certeza JOAQUIM KENNEDY NOGUEIRA BARROS, Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí”.

Ele justifica que, além de Especialista em Direito do Estado pela Universidade Federal do Ceará e Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Piauí, o conselheiro está presente em salas de aula que pelo mundo buscam a evolução do controle.

“Esta obra está destinada a compor o acervo, ainda escasso, de como fazer essa transição de paradigma; como transmitir confiança ao gestor que está sendo auditado de que o Tribunal de Contas se irmana no propósito da efetividade das políticas públicas e ao mesmo tempo considera as circunstâncias anteriores aos atos, como também o inovador “consequencialismo” na avaliação das contas públicas”, escreve Jacoby.

Capa do livro de Kennedy Barros

O livro Controle de Políticas Públicas – A experiência do Tribunal de Contas do Estado do Piauí é o primeiro lançamento da Bienal Editora em 2025.

A obra foi escrita pelo conselheiro Kennedy Barros, presidente do TCE-PI, e examina as mudanças estruturais implementadas no Tribunal de Contas do Estado do Piauí tendo em vista o direcionamento do foco de sua atuação para o acompanhamento e a avaliação de políticas públicas. Também mostra como essa inflexão modificou a atuação da instituição.

O livro resulta da dissertação de mestrado do autor em Ciência Política pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Melhoria dos serviços públicos

O estudo identifica em quais momentos o TCE-PI intervém e de que maneira sua atuação contribui para a correção de rumos e mitigação de eventuais erros na execução de políticas públicas.

A obra procura demonstrar, ainda, que o TCE-PI busca não apenas a conformidade legal das ações governamentais, mas também melhorias na qualidade dos serviços públicos.

O lançamento está previsto para a segunda quinzena de março.

Capa do livro de Kennedy Barros

O lançamento do livro Doutor Sanfoneiro: história e memória superlotou o plenário da Câmara Municipal de Esperantina – a 190 quilômetros de Teresina.

A obra traz a biografia de Bernardo Pereira de Sá, o primeiro sanfoneiro da cidade e da região dos cocais.

Aos 98 anos, com memória e lucidez perfeitas, o biografado participou do ato de lançamento e recebeu muitos cumprimentos.

O livro foi escrito pelo historiador Bernardo Pereira de Sá Filho, professor-doutor da Universidade Federal do Piauí, e publicado pela Bienal Editora.

O autor explicou o processo de feitura da obra e saudou várias pessoas cujas histórias de vida se confundem com a da cidade.

Também destacou a importância de se preservar a memória individual e coletiva como forma de preservar a identidade dos esperantinenses e a história da cidade.

Música no lançamento

O evento foi realizado no sábado (31/08) e presidido pelo secretário municipal de Educação, professor Valdemir Miranda, que fez a apresentação da obra.

A mesa de honra contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Esperantina, vereador Alfredo de Castro Filho; do autor, do biografado, do professor Bernardo Augusto, que prefaciou o livro, e do secretário municipal de Esporte e Cultura, Marlon Meireles, além do músico e advogado Carlos Alberto.

Prestigiaram ainda o lançamento o vereador Richardson, a senhora Emílio Rebelo, professora aposentada da UFPI; professora Dolores Franco (diretora da UNOPAR); médico José Sampaio; senhora Durvalina Sá, professores, estudantes, políticos, músicos, parentes do biografado e outros convidados.

A Bienal Editora foi representada no evento pelo professor Júlio César de Carvalho Gomes.

O lançamento foi animado por músicas de época, executadas pelo sanfoneiro Santo (filho do homenageado) e o violonista Domingos Santana.

A festa continuou com churrasco e feijoada na comunidade Fortaleza, a 4 quilômetros do centro da cidade.

(Imagens: Isael Castro)

O livro Doutor Sanfoneiro: História e Memória, biografia do músico Bernardo Pereira de Sá, será lançado neste sábado (31/08), às 9h30, na Câmara Municipal de Esperantina, localizada na Rua Prof. João Paulo, no centro da cidade.

A obra foi escrita pelo historiador Bernardo Sá Filho, professor-doutor da Universidade Federal do Piauí, e sai pela Bienal Editora.

Bernardo Pereira de Sá, o doutor sanfoneiro, nasceu em Esperantina, na década de 1920.

Ele foi o primeiro sanfoneiro de sua cidade e literalmente tocou na banda de música da UDN, partido que polarizou as atenções do país a partir da redemocratização de 1947.

Aprendeu a tocar sozinho, aos 14 anos, tirando música de ouvido. Tornou-se o sanfoneiro mais conhecido e mais requisitado de sua região.

Capa do livro biográfico Doutor Sanfoneiro/Reprodução

A 3ª edição do romance “Meia-Vida”, do escritor Oton Lustosa, está saindo pela Bienal Editora.

Trata-se do mais recente romance urbano sobre Teresina, cuja trama se passa ao redor da tradicional feira livre do Troca-Troca, localizada na região central da cidade, na beira do rio Parnaíba.

A obra propõe-se a mostrar e interpretar a realidade pobre dos subúrbios que demanda o centro da capital em busca de meios que lhe garantam sobrevivência com alguma dignidade.

Para além do ambiente físico, econômico e social da feira, com seu emaranhando de relações negociais e interpessoais, o enredo evolui e vai às ruas e praças.

Nesse ponto, flagra a vida como ela é – cheia de contrastes: riquezas e pobrezas, alegrias e tristezas, sonhos e pesadelos, esperanças e desilusões.

O tempo da narrativa coincide com o liminar da redemocratização do Brasil. Logo, no contexto do enredo há mais esperanças que desilusões.

O autor

Oton Lustosa nasceu em Parnaguá, no Extremo-Sul do Piauí. É desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Piauí e membro da Academia Piauiense de Letras.

 “Meia-Vida” é seu romance de estreia, lançado em 1999, com aplauso da crítica e aceitação do público. A segunda edição da obra saiu em 2016.

A nova edição conta com esmerada revisão do autor. Tem 162 páginas e sai em fino acabamento gráfico.  

Capa da nova edição do romance de Oton Lustosa.

Escritor Oton Lustosa.

O livro “A Rua Coelho de Resende”, de autoria do médico e deputado federal Flávio Nogueira, está disponível em Teresina nas Livrarias Entrelivros, Universitária e Anchieta, ao preço de R$ 50,00 o exemplar.

A obra foi lançada em 8 de julho, no restaurante La Pasta Gialla, em ato prestigiado por personalidades do mundo político, intelectual, empresarial e da medicina, além de familiares do autor.

O livro

Este livro apresenta uma síntese biográfica de Simplício Coelho Melo de Resende (1841 – 1915), destacada personagem da vida pública do Piauí entre o final do Segundo Império e o início do período republicano.

Ao longo do texto, o autor narra os principais acontecimentos da vida do biografado a partir de uma caminhada dominical que faz como transeunte pela Rua Coelho de Resende, em Teresina.

A cada esquina, uma breve parada na qual relaciona seus entroncamentos e vizinhanças com outras ruas e logradouros que se remetem a memórias de vultos e fatos históricos ligados ao personagem biografado.

Nessa caminhada pela rua e pela história, o autor conta os eventos marcantes da vida de Coelho de Resende em todos os campos em que desempenhou suas atividades e destaca sua atuação política, jornalística, jurídica e no magistério, assinalando sua voz abolicionista.

(Imagens: Luís Marcos)

O governador Rafael Fonteles prefacia o novo livro de Flávio Nogueira.

O novo livro do advogado, escritor e acadêmico Magno Pires, intitulado “Piauí: Oportunidades de Investimentos”, traz um capítulo especial sobre o município de Batalha, terra natal do autor.

O livro apresenta dados sobre a história do município, sua vocação econômica, voltada para a criação de caprinos e ovinos; as potencialidades turísticas e os festejos de São Gonçalo.

Também destaca a situação fisiográfica de Batalha, cujo território é banhado pelos rios Longá, dos Matos, Marathaoan e Piracuruca, entre outras informações relevantes sobre o município.

A obra foi lançada no Anfiteatro de Batalha, no último dia 18/07, em ato que contou com a presença de centenas de convidados.

No lançamento, a apresentação foi feita pelo advogado e escritor Antônio Pedro de Almeida, da Academia de Letras do Vale do Longá e autor do prefácio da obra.

Além do livro “Piauí: Oportunidades de Investimento”, Magno Pires lançou em Batalha mais quatro obras suas: Monografia sobre a História de Batalha, Articulações à eleição vitoriosa de Rafael Fonteles e O que é Saneamento Básico, bem como a edição extra do Jornal Folha dos Cerrados.

Os lançamentos ocorreram dentro da programação dos 86 anos da emancipação político-administrativa de Batalha.

O advogado, escritor e acadêmico Magno Pires lançou, nesta quinta-feira (18/07), em Batalha – a 160 quilômetros de Teresina – seu livro “Piauí: Oportunidades de Investimentos”.

O lançamento da obra foi feito no Anfiteatro de Batalha, em ato que contou com a presença de centenas de convidados.

Batalha é a terra natal do autor, que, além do livro lançado, distribuiu com os presentes um kit literário com outras obras suas e a mais nova edição do jornal Folha dos Cerrados – Jornal de Uruçuí.

O evento foi prestigiado pelo deputado estadual Henrique Pires, secretários municipais, vereadores e outras lideranças políticas, além de professores, estudantes, escritores, artistas locais e outros convidados.

Com 300 páginas, o novo livro de Magno Pires foi publicado pela Bienal Editora.

Conforme o jornalista e acadêmico Zózimo Tavares, editor da obra, o novo livro de Magno Pires apresenta um mapa das oportunidades de investimento do Piauí, indicando as potencialidades e vocações de cada região.

O autor

Magno Pires é advogado, administrador de empresas, professor e jornalista. Foi secretário de Estado da Administração.

Consultor empresarial e advogado aposentado da AGU. É secretário geral da Academia Piauiense de Letras e presidente do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí (IAEPI).

A Câmara Federal aprovou o Projeto de Lei 5342/19, de autoria do deputado Flávio Nogueira (PT), que inclui o nome do ex-senador Petrônio Portella no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

A matéria já está no Senado e deverá ser apreciada depois do recesso legislativo.

A informação foi dada pelo parlamentar no lançamento de seu livro “A Rua Coelho de Resende”, que resgata a trajetória política e jornalística de Simplício Coelho de Resende (Piripiri, 1841 – Manaus, 1915), personalidade piauiense esquecida pela história.

O deputado Flávio Nogueira está animado quanto à aprovação de seu projeto no Senado.

Petrônio Portella entrou para a história como uma das figuras centrais do processo de redemocratização do Brasil, no encerramento do regime militar.

Ele presidiu o Senado e o Congresso Nacional em duas legislaturas (1971-1973 e 1977-1979).

Petrônio Portella morreu prematuramente em 1980, aos 54 anos, quando exercia o cargo de ministro da Justiça e coordenava o processo de abertura política.

A biografia do senador Petrônio Portella foi escrita pelo jornalista Zózimo Tavares, sob encomenda do Senado Federal, e publicada em 2010, através da Coleção “Grandes Vultos Que Honraram o Senado”.

Torquato Neto

Flávio Nogueira já aprovou também na Câmara dos Deputados e no Senado o PL 597/21, que declara as obras do poeta, compositor e cineasta piauiense Torquato Neto como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Depois de aprovado nas duas casas do Congresso, o projeto já foi transformado em lei.

Deputado Flávio Nogueira no lançamento do livro “A Rua Coelho de Resende”