O livro “A Rua Coelho de Resende”, de autoria do médico e deputado federal Flávio Nogueira, foi lançado no restaurante La Pasta Gialla, em Teresina, em ato prestigiado pelo mundo político, empresarial e intelectual.
O governador Rafael Fonteles se fez presente ao lançamento, bem como o vice-governador Themístocles Filho e o deputado federal Marco Aurélio Sampaio.
Além de deputados estaduais, prefeitos de vários municípios também participaram do lançamento, realizado na noite de ontem (08/07).
O reitor da Universidade Estadual do Piauí, Evandro Alberto, e o vice-reitor da UFPI, Viriato Campelo, prestigiaram o ato.
Membros da Academia Piauiense de Letras também participaram do lançamento, que reuniu ainda familiares do autor, amigos e outros convidados, como o ex-deputado federal constituinte Jesus Tajra e os ex-senadores Elmano Férrer e Eliane Nogueira.
Profissionais de comunicação também se fizeram presentes à festa, como o coordenador estadual de Comunicação, Mussoline Guedes.
A apresentação do livro foi feita pelo jornalista e escritor Zózimo Tavares e o posfácio foi escrito pelo governador Rafael Fonteles.
A obra foi publicada pela Bienal Editora e traz a biografia de Coelho de Resende, piauiense que teve destacada atuação na política, no jornalismo e no magistério entre o final do Império e o começo da República.
(Imagens: Renato Bezerra e Francisco Gilásio)





O livro “A Rua Coelho de Resende”, que será lançado nesta segunda-feira (08/07), tem posfácio do governador Rafael Fonteles.
A obra traz a biografia de uma das principais personalidades piauienses com atuação entre o final do Império e o início da República.
O governador Rafael Fonteles destaca que, como jornalista e político, em especial, Coelho de Resende abraçou as grandes causas do Piauí e do Brasil de sua época e teve atuação destacada em episódios de repercussão nacional.
O governador assinala que o livro, de autoria do médico e deputado federal Flávio Nogueira, traz episódios e passagens curiosas e interessantes.
O Porto do Piauí
“Um dado me chamou particularmente a atenção: a enfática defesa que Coelho de Resende fazia, mais de um século e meio atrás, do porto da então Vila da Amarração (hoje Luís Correia), no litoral piauiense, e do aproveitamento do Rio Parnaíba para o transporte de mercadorias”, acentua.
Rafael Fonteles informa que, em discurso pronunciado na Câmara dos Deputados, reproduzido parcialmente nas páginas 67 e 68 do livro de Flávio Nogueira, Coelho de Resende não apenas colocava o Porto da Amarração como essencial ao desenvolvimento do Piauí, mas conseguia enxergar saídas para corrigir eventuais condições desfavoráveis à viabilidade do terminal marítimo, como a necessidade de um calado maior para permitir atracar navios de grande porte.
“É imperioso reconhecer que os esforços de Coelho de Resende não foram suficientes, à época, para viabilizar o nosso terminal marítimo. Mas sua visão de futuro sem dúvida contribuiu para estimular outros políticos e governantes a lutarem pelo porto. E também para manter a esperança dos piauienses que acreditam que os governos devem subverter a lógica do seu tempo e ousar em obras e realizações que signifiquem rupturas, que criem as condições para o crescimento do seu estado ou nação”, observa Rafael Fonteles.
Sonho que se realiza
O governador afirma que, hoje, o Porto de Luís Correia – ou Porto Piauí – é uma realidade.
“Concluímos a primeira etapa em 13 de dezembro de 2023 e avançamos a pleno vapor nas etapas seguintes. Mais do que uma obra de infraestrutura, o Porto representa um futuro de prosperidade e de crescimento sustentável do Piauí, uma obra grandiosa que conecta nosso estado e nossos empreendedores ao comércio internacional de forma eficiente e competitiva. É a espinha dorsal de um ecossistema econômico em expansão, que vai abrir os mercados do mundo para o agro, para a mineração e para as energias limpas do Piauí”, salienta.
O governador destaca, finalmente, que o livro se transforma em “um elogiável trabalho de pesquisa e de seleção de registros históricos que mostra aos leitores um passado que, de um modo ou de outro, moldou o Piauí que somos hoje. E, por meio das grandes personalidades que retrata na obra, mostra que podemos ser muito maiores do que somos”.
Ele parabeniza o deputado Flávio Nogueira pela obra, que será lançada nesta segunda-feira (08/07), às 19h30, no Restaurante La Pasta Gialla, situado na Rua Angélica, 1041, bairro de Fátima.

Primeira etapa do Porto de Luís Correia, entregue em dezembro de 2023. Foto: InvestePiauí/Divulgação

Novo livro der Flávio Nogueira a ser lançado nesta segunda-feira, dia 8, em Teresina.
O livro “A Rua Coelho de Rezende”, de autoria do médico e deputado federal Flávio Nogueira, será lançado na próxima segunda-feira (08/07), às 19h30, no Restaurante La Pasta Gialla, situado na Rua Angélica, 1041, bairro de Fátima.
Em seu novo livro, Flávio Nogueira traz a biografia de Simplício Coelho Melo de Resende, nascido em Piripiri (1841) e falecido em Manaus (1915).
Coelho de Resende foi uma destacada personalidade da vida pública do Piauí entre o final do Segundo Império e o início do período republicano e dá nome a uma das principais ruas do Centro de Teresina.
Ao longo das 192 páginas do livro, o autor narra os principais acontecimentos da vida do biografado a partir de uma caminhada dominical que faz como transeunte pela Rua Coelho de Resende.
A cada esquina, uma breve parada, na qual relaciona seus entroncamentos e vizinhanças com outras ruas e logradouros que se remetem a memórias de vultos e fatos históricos ligados ao personagem central do livro.
Nessa caminhada pela rua e pela história, o autor conta os eventos marcantes da vida de Coelho de Resende em todos os campos em que ele desempenhou suas atividades.
Assim vai destacando a atuação política, jornalística, jurídica e no magistério, assinalando voz abolicionista do biografado.
O livro “A Rua Coelho de Resende” sai pela Bienal Editora.

Assim como a Abolição, a chamada Questão Militar contribuiu decisivamente para a derrubada do regime imperial no Brasil, conduzindo à proclamação da República, em 1889.
O estopim dessa crise – a Questão Militar – foi aceso no Piauí, relata o médico e deputado federal Flávio Nogueira, em seu novo livro, A Rua Coelho de Resende.
“Escrevi este livro para contar uma síntese biográfica de Simplício Coelho Melo de Resende, ilustre homem público que dignificou o Piauí durante o Segundo Império e o início do período republicano. O que me motivou foi o fato de, lendo sobre a Proclamação da República, encontrar a Questão Militar como um dos fatores que determinaram a queda da Monarquia”, conta o autor.
Ele acrescenta que muito sucintamente o relato histórico por ele lido dava a entender que o episódio fora originário no Piauí, como um acontecimento ocorrido em Teresina.
“Porém, o incidente obteve repercussão nacional mediante a participação do deputado Simplício Coelho de Resende, que, com sua atuação provocadora daquele episódio, projetou-o historicamente”.
Vulto histórico
Flávio Nogueira informa ainda que, pesquisando, então, sobre o assunto, defrontou-se com uma das biografias da mais suma importância da história do surgimento da República: a de Simplício Coelho de Resende.
“Acontece que Coelho de Resende é nome de uma rua, em Teresina, que, coincidentemente, cruza com diversas artérias que trazem o nome de acontecimentos e vultos históricos do Piauí. E, como eu tive uma clínica situada naquela artéria, em esquina com a Rua Taumaturgo de Azevedo (Clínica de Pulmão Dr. Flávio Nogueira, na Rua Coelho de Resende, nº 500 Sul, no Edifício Ravenna – nome de minha filha primogênita), tive a agradável surpresa de ver que as biografias desses dois personagens da História também se cruzavam”, observa.
O livro A Rua Coelho de Resende sai pela Bienal Editora e será lançado na segunda quinzena deste mês.

Rua Coelho de Resende/Foto: Jairo Moura
O Hospital Getúlio Vargas, inaugurado em maio de 1941, em Teresina, tem a sua história contada no livro HGV – Um marco na saúde do Piauí.
O autor da obra, jornalista e escritor Zózimo Tavares, afirma que o HGV, transformado em hospital-escola, foi a semente do Polo de Saúde de Teresina, contribuindo para a elevação da capital do Piauí à condição de centro de referência em saúde no Norte e Nordeste do Brasil.
O livro conta a história do hospital condensando, em forma literária, o vasto material coletado e pesquisado sobre o HGV.
Nesse acervo, estão documentos oficiais, discursos, livros, revistas e outros meios de comunicação, além de entrevistas e depoimentos.
Temas abordados
O livro discorre, entre outros temas, sobre o contexto da época; qual era a rede de saúde do Piauí; o idealizador e construtor do hospital, Leônidas Melo; o arrojo da obra; a inauguração; os primeiros profissionais; os impactos do HGV no setor de saúde; as reformas executadas ao longo dos anos e a situação atual, com as atenções do hospital voltadas para a alta complexidade.
O livro foi publicado com recursos oriundos de emenda parlamentar do deputado Pablo Santos para celebrar os 80 anos do HGV.
O autor afirma ainda que o HGV foi a maior obra pública do Piauí até à inauguração da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, em 1970.
A diferença, segundo ele, é que o hospital foi construído com recursos próprios do Estado, enquanto a usina foi feita com verbas do governo federal.
O livro está disponível nas Livrarias Entrelivros e Universitária. Também pode ser adquirido no site da editora:
https://www.bienaleditora.com.br/site/produto/hgv-um-marco-na-saude-do-piaui/ e pelo WhatsApp da editora: (86) 9 9559-5252.

Capa do livro que conta a história do Hospital Getúlio Vargas.
Por Socorro Melo (*)
A cidade era pequenina, quase uma vila. Mas tinha praça, uma Igreja e um rio que a cortava enfeitando-a com o brilhar de suas águas.
Ali morava um menino e tudo aconteceu quando ele tinha seis anos vividos. Não era de muitas amizades, mas tinha um colega da escola que era quase um seu irmão, eram inseparáveis! Um a sombra do outro! Iam juntos às aulas, tomavam banho de rio e armaram arapucas de pegar passarinhos.
Chegou um dia em que o amigo não apareceu na escola. Nem no outro…nem no outro! E o menino sentiu muita falta de sua sombra até que, na bodega do pai, escutou um comentário: seu amigo estava muito doente. Já nem se levantava. Foi visitar o amigo e saiu impressionado com sua palidez e magreza. E a mãe nada podia fazer. Ali onde moravam não tinha médico.
Aconteceu que o menino estava no pequeno comércio do pai ajudando na limpeza, quando chegou, aflita e chorando muito, uma senhora. Vinha avisar que o amigo inseparável do menino havia morrido. O menino desta história não resistiu e desmaiou, deu trabalho para acordar e, durante dias não comia e não dormia. Foi chamado o farmacêutico da cidade que receitou umas gotinhas que fizeram o menino dormir e ir melhorando. O que ninguém conseguiu fazer foi o menino esquecer o amigo. Andava triste e ficava sempre a pensar que havia perdido seu amigo pela falta de um médico em sua cidadezinha.
Daí em diante a ideia de ser médico não lhe saiu da cabeça.
Ele sabia que precisava estudar muito, sair da pequenina cidade e se aventurar a conseguir o que queria. O pai não tinha recursos para custear suas despesas em outro lugar até ser médico. Se quisesse realizar seu sonho teria que enfrentar o mundo desconhecido da grande cidade. E partiu, foi trabalhando aqui e acolá com a ajuda dos colegas e muitas humilhações até que chegou onde queria.
Fez-se médico em 1921, voltou à sua terra natal. Foi recebido pelo pai com banda, foguetes e muita festa.
Mas, o então médico era comunicativo, tinha liderança e uma oratória de fazer inveja, tudo que um homem poderia oferecer para que os políticos de então ambicionassem seu nome como candidato nas eleições. Ele foi chamado e não fugiu. Aceitou o desafio, mas atrás de sua decisão estavam as lembranças da infância e do amigo perdido aos seis anos por falta de assistência médica.
Fez carreira política e teve então a chance de completar seu sonho de menino!
Construir um hospital em sua terra que atendesse às necessidades da saúde do povo do seu Nordeste.
Foi buscar modelos onde já existia a medicina que desejava. Construiu um grande hospital onde pretendia trabalhar ao deixar a política. O hospital era grande como o sonho e chegou a ser denominado de ELEFANTE BRANCO. Diziam alguns que era um exagero para a cidade. Mas para quem o projetou, ele devia ultrapassar seu tempo para que chegasse quem sabe aos 83 ou 100 anos com uma estrutura capaz de suportar a evolução da ciência médica.
O menino desta história se chamava LEONIDAS DE CASTRO MELLO, que nunca esqueceu a morte do seu grande amigo Zuza, aos seis anos de idade, na cidade de Barras, no Estado do Piauí.
Assim nasceu nosso Hospital Getúlio Vargas, nosso querido ELEFANTE BRANCO DA SAÚDE!
(*) Socorro Melo é professora aposentada da Universidade Federal do Piauí e filha de Leônidas Melo, idealizador e construtor do HGV. Autora do livro “Assim vi meu pai”.

Hospital Getúlio Vargas, em seus primeiros anos.
Um novo lançamento do livro HGV – Um marco na saúde do Piauí foi feito na sexta-feira (03/05), como parte do programa de comemorações dos 83 anos de inauguração do Hospital Getúlio Vargas.
O lançamento do livro, de autoria do jornalista Zózimo Tavares, ocorreu no auditório do HGV, com a presença do secretário de Saúde, Antônio Luiz; da diretora geral do hospital, Nirvânia Carvalho, e de outros convidados.
A professora Socorro Melo, filha do governador Leônidas de Castro Melo, idealizador e construtor do HGV, também se fez presente ao evento, representando a família.
A história do HGV
Foram exibidos três vídeos de um minuto cada: um produzido pela assessoria de comunicação do HGV, com uma síntese da história do hospital; e outros dois produzidos pela Bienal Editora, que publicou o livro.
Um desses vídeos relata a história do livro e outro registra um dos momentos cruciais da história do HGV, que foi o atendimento às vítimas do acidente ocorrido na inauguração do estádio Albertão, em 1973.
Com 178 páginas, o livro HGV – Um marco na saúde do Piauí foi publicado em 2022, no encerramento das comemorações dos 80 anos do hospital.
O livro pode ser adquirido nas livrarias Entrelivros e Universitária e diretamente no site da editora (bienaleditora.com.br) ou pelo WhatsApp 9559-5252.
O aniversário do hospital
O aniversário de 83 anos de funcionamento do HGV foi comemorado com missa, cerimônia de atualização da galeria de ex-diretores, apresentação do livro “HGV um Marco na Saúde do Piauí” e o descerramento da placa de Certificação Angels Awards da Unidade de AVC do hospital, inaugurada em 2023.
Inaugurado em 3 de maio de 1941, o HGV é referência em várias especialidades médicas. É também uma instituição de ensino, com dez residências médicas e uma residência multiprofissional.
São 384 leitos, com 350 atendimentos ambulatoriais e 50 cirurgias por dia, uma equipe de mais de 2.500 profissionais capacitados.

Professora Socorro Melo, filha de Leônidas Melo, faz uso da palavra na solenidade.

Secretário Antônio Luiz destaca importância do HGV e da necessidade de investimentos no hospital.


Professora Socorro Melo com o jornalista Zózimo Tavares.
O Cine Teatro Oeiras lotou no lançamento do livro Bacia do Canindé, do médico e ex-governador Wilson Martins.
O lançamento da obra na Primeira Capital ocorreu na quinta-feira à noite (21/03), como parte da programação cultural da Semana Santa em Oeiras.
Desde o início da semana, as ruas dos quatro cantos do Centro Histórico abrem espaço para diversas manifestações de fé e religiosidade únicas da cidade.
O programa de atividades culturais segue até 31 de março.
O lançamento
O lançamento do livro foi precedido pela apresentação da Orquestra Bandolins de Oeiras, executando peças oficiais, sacras e populares.
A apresentação da obra foi feita pelo secretário municipal de Cultura de Oeiras, Júnior Viana.
O jornalista e acadêmico Zózimo Tavares, diretor da Bienal Editora, responsável pela publicação do livro, também fez uso da palavra.
Wilson Martins falou do principal objetivo do livro, que é mostrar uma riqueza natural do Piauí, a bacia do Canindé, e de sua emoção de lançar a obra na cidade.
Oeiras é um dos 89 municípios que integram a Bacia do Rio Canindé, composta por 15 rios e 418 riachos.
Ao final, Wilson Martins recebeu homenagem do Instituto Histórico de Oeiras, através de sua presidente, professora Inácia Rodrigues, e iniciou sessão de autógrafos, encerrada perto da meia-noite.
Entre os presentes ao ato estavam o prefeito José Raimundo; o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Espedito Martins; a conselheira Lílian Martins (TCE-PI); o historiador e acadêmico Fonseca Neto, vice-presidente da Academia Piauiense de Letras e presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí; e o presidente da Fundação Nogueira Tapety, Carlos Rubem.
Também se fizeram presentes o deputado estadual Bessah Sá; o ex-prefeito e ex-deputado federal B. Sá; o ex-deputado federal Tapety Júnior; os ex-deputados estaduais Rubem Martins e Mauro Tapety; parentes do autor, professores e outros convidados.
(Imagens: Douglas Ribeiro)



















José Ribamar Garcia (*)
“Monsenhor Boson – O Missionário da Educação”, de autoria de Arnaldo Boson Paes, editado pela Bienal Editora, Teresina-Pi, 2023, é um livro que já nasceu clássico. Um clássico de nossa Literatura. Pois, vai além da história da vida desse extraordinário religioso, Constantino Boson e Lima, nascido em São Raimundo Nonato, outrora Vila de São Raimundo Nonato.
Ao ficar órfão de pai e mãe, aos sete e oito anos de idade, foi amparado pelo tio que era padre e de quem teve grande influência. Esse tio o levou para São Luís, onde ele ingressou no seminário e ordenou-se padre aos 23 anos, quando “formalizou seu casamento com a Igreja”, assinala o autor.
Após 18 anos de exercício vocacional na capital maranhense, foi designado para o Piauí, assumindo a paróquia da cidade de Barras do Maratoan. Ao chegar ali, foi construindo uma igreja, adotando o Evangelho de São Mateus: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (28:19). Daí por diante, dinâmico que era, não parou: lecionando, abrindo escolas e templos. Tornou-se um dos maiores educadores do País.
O autor, ao mesmo tempo em que narra a biografia do monsenhor, descreve os hábitos, costumes e origens dos locais, assim como os acontecimentos e fatos históricos daqueles momentos. Mesmo que alguns deles não tenham influenciado diretamente o biografado, servem para situá-lo no tempo e esse tempo surge também como uma espécie de pano de fundo da sua trajetória. De qualquer modo, dão à narrativa um tom agradável.
Eis alguns trechos: “À época, o Piauí contava menos de 200 mil habitantes e Teresina, capital da Província desde 1852, não chegava a 20 mil moradores. O País escalava a guerra contra o Paraguai, O Piauí vivia da pecuária…”(pag.21). Isso no ano do nascimento do monsenhor Boson.
E prossegue: Nas pags. 50/51, narra como era a viagem de Teresina a Barras. Nas 52/58, hábitos dos moradores da cidade de Barras. Na pag. 100: “Em 1929, quando Boson chegou a Parnaíba, o mundo estava mergulhado na grave crise econômica deflagrada pelo ‘Crack’ da Bolsa de Nova York. Nos anos seguintes, o mundo assistiria à ascensão de Hitler ao poder e à marcha trágica para a Segunda Guerra. No Brasil, eclodiriam sucessivamente a Revolução de 30, a Era Vargas, a Guerra Paulista de 32, a Revolução Comunista de 35 e o Estado Novo de 37”.
Outro aspecto interessante foi a conexão do monsenhor com alguns dos contemporâneos que se tornariam famosos. Dentre eles, José de Arimathéa Tito, de quem se tornou compadre, ao batizar seu filho Arimathéa Tito Filho; Leônidas de Castro Melo; Manoel Paulo Nunes; Dom Avelar Brandão Vilela; Padre Chaves (Joaquim Raimundo Ferreira Chaves).
Se o objetivo de Arnaldo Boson era resgatar a história do monsenhor Boson, pode considerar-se realizado. Pois conseguiu, e com louvor. Creio que valeu as inúmeras entrevistas e os esforços exaustivos despendidos na busca de documentos e de informações sobre fatos ocorridos há oito décadas passadas.
Creio, ainda, não fosse sua tenacidade, determinação e, sobretudo, inteligência, não teria atingido ao que se propôs. E alcançou com brilho, haja vista o resultado: este belo e importante livro. Escrito num estilo simples, leve e direto, dando uma naturalidade à narrativa. Parabéns!
(*) José Ribamar Garcia é advogado e escritor. Membro da Academia Piauiense de Letras.
O ex-governador Wilson Martins lançou, na noite de sábado (09/03), no Centro Cultural SESC Cajuína, o seu livro Bacia do Canindé.
O lançamento contou com a presença do governador em exercício Themístocles Filho, sendo prestigiado ainda por várias outras autoridades, familiares do autor e outros convidados.
A apresentação da obra foi feita pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, e pelo jornalista Zózimo Tavares.
O cerimonial foi conduzido pela conselheira Lílian Martins, esposa do autor.
Houve a exibição de um documentário com o registro das andanças de Wilson Martins pela região pesquisada, em viagens de estudo.
A renda do lançamento foi doada pelo autor à Fundação Cristo Rei/Museu Dom Avelar e à Fundação Maria Carvalho Santos.
O livro
O livro é uma pesquisa do ex-governador Wilson Martins sobre a bacia do Canindé realizada ao longo de vários anos.
Esta bacia é composta por 14 rios e 418 riachos, cobrindo 89 municípios do Sul do Piauí.
Além da descrição geofísica do Vale do Canindé, em 500 páginas a obra traz informações sobre aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da região.





Será neste sábado (09/03), às 18h, o lançamento do livro Bacia do Canindé, de autoria do médico e ex-governador Wilson Martins.
O lançamento da obra ocorrerá no Centro Cultural SESC Cajuína, na Avenida Cajuína, 725, bairro dos Noivos.
O livro resulta de pesquisa do autor desenvolvida ao longo de vários anos. Ele nasceu na região (Santa Cruz do Piauí), à qual fez várias viagens de estudos, procurando documentar da melhor forma o seu trabalho.
Para tanto, em suas observações e entrevistas, fez uso de veículos motorizados e equipamentos modernos como GPS, drone, câmeras digitais e Google Earth.
O estudo apoiou-se em vasta pesquisa bibliográfica, a partir da obra seminal Descrição do Sertão do Piauí, de autoria do missionário Miguel de Carvalho, que publicou em 1694 o primeiro documento histórico sobre o Piauí.
O livro tem 495 páginas e sai pela Bienal Editora, em dição de luxo, capa dura, papel couchê, ilustrado com imagens da região do Vale do Canindé, mapas e infográficos que dão leveza e beleza à obra.
A Bacia do Canindé abrange 89 municípios do Sul do Piauí.
No lançamento, o exemplar será disponibilizado ao preço de R$ 100 e a renda será revertida para a Fundação Cristo Rei/Museu Dom Avelar e a Fundação Maria Carvalho Santos.

Barragem de Poço do Marruá, no município de Patos do Piauí.

Carnaubal no Vale do Canindé.

Os conflitos sobre os limites do Piauí com o Ceará estão entre os assuntos abordados no livro Bacia do Canindé, que será lançado neste sábado (09/03) pelo médico e ex-governador Wilson Martins.
Foi Wilson Martins que, como governador, ajuizou no Supremo Tribunal Federal a ação pedindo uma decisão mostrando a quem pertence a área em conflito, compreendendo quase 3.000 quilômetros quadrados.
A ação foi ajuizada em 2011, após o acirramento dos ânimos entre os dois Estados, diante de uma pesquisa do IBGE indicando que a maioria dos domicílios da área está em território cearense.
O Supremo designou o Exército brasileiro para produzir estudo sobre a divisa entre os dois Estados e deve julgar a ação até o final deste semestre.
No livro, Wilson Martins relata em 20 páginas (55 a 75) toda a história sobre o conflito, informando que o início dela remonta a 1535. A obra atualiza as informações sobre o assunto.
O livro Bacia do Canindé foi publicado pela Bienal Editora e será lançado neste sábado a partir das 18h, no Centro Cultural SESC Cajuína.

Capa do livro Bacia do Canindé/Reprodução
A capa do livro Bacia do Canindé, que o médico e ex-governador Wilson Martins lança neste sábado (09/03), no Centro Cultural SESC Cultura Cajuína, em Teresina, é uma criação da artista plástica Naza.
A pintora nasceu no Vale do Canindé, mais precisamente no município de Santa Cruz do Piauí, onde também nasceu o autor do livro, e morou em várias regiões do Brasil, antes de alçar voos mais altos e mudar-se para os Estados Unidos, em 1985.
A piauiense ganhou projeção e reconhecimento internacional ao participar de salões individuais em galerias, museus e centros culturais dos EUA e também na Europa.
Ela já pintou personalidades como o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o astronauta John Glenn, a princesa Diana, o piloto Ayrton Senna e o cantor Roberto Carlos.
Também já ganhou, entre outros, os prêmios Mulher do Ano (Boca Raton), Croix De’Argeant (Lê Mérite Dévouement Français) em París e a Comenda Renascença (Governo do Piauí).
A jornalista Suzane Jales escreveu e publicou o livro “O Figurativo Abstrato de Naza”] (Abstracted Realism by Naza), com o patrocínio da cidade de Teresina e do Grupo Claudino. O livro foi lançado em 1998.
O lançamento
O livro Bacia do Canindé, publicado pela Bienal Editora, será lançado no SESC Cajuína a partir das 18h deste sábado.
A renda do lançamento será revertida para as obras culturais e sociais da Fundação Cristo Rei/Museu Dom Avelar e Fundação Maria Carvalho Santos.
(Com informações e imagens de https://portfoliovip.com.br/a-biografia-completa-da-renomada-artista-plastica-piauiense-naza-mcfarren/)

A capa do livro de Wilson Martins

Presidente Obama pela arte de Naza.

Naza com Roberto Carlos
A renda do lançamento do livro Bacia do Canindé, de autoria do ex-governador Wilson Martins, será revertida para as atividades de duas instituições que lidam com ações culturais e sociais no Piauí, a Fundação Cultural Cristo Rei e a Fundação Maria Carvalho Santos.
A Fundação Cultural Cristo Rei mantém o Museu Dom Avelar Brandão Vilela, no bairro Cristo Rei, zona Sul de Teresina (foto em destaque).
Inaugurado em 2019, o museu tem um acervo de 21.400 itens, sendo 14.800 moedas, dentre elas algumas datadas de antes de Jesus Cristo.
O museu abriga biblioteca, o Setor de Arqueologia, um auditório e salas de Reserva Técnica (veja aqui: https://instagram.com/museudomavelar)
O acervo começou a ser constituído a partir das coleções pessoais de moedas, selos e minérios do Pe. Pedro Maione, frutos de viagens à Europa e da doação de amigos, parentes e jesuítas.
As coleções se dividem em: Numismática (moedas), Filatelia (selos), Arqueologia, Conquiliologia (conchas), Mineralogia, Fósseis, Animais taxidermizados, Zoologia e Arte popular mundial.
Luta contra o câncer
Já a Fundação Maria Carvalho Santos é uma instituição sem fins lucrativos com sede em Teresina que atua nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará e Tocantins na promoção do diagnóstico precoce do câncer de mama, educação em saúde, práticas de advocacy e adaptação social das mulheres com câncer de mama, doando próteses, perucas, medicamentos, etc.
A entidade reúne voluntários para promover suas ações e, na medida que dispõe de recursos, realiza seus 51 projetos voltados para a problemática do câncer de mama.
Todas as pessoas com câncer de mama são atendidas gratuitamente na sua sede, situada na Rua São Pedro, 3113, bairro Ilhotas.
Há também uma farmácia solidária mantida pela instituição.
Em 22 anos de atuação já atendeu mais de 200 mil mulheres. Todos os anos, realiza o Movimento Outubro Rosa.
O livro
O livro Bacia do Canindé sai pela Bienal Editora em edição de luxo, capa dura e papel couchê, com imagens coloridas. Tem 495 páginas e no lançamento será vendido a R$ 100 o exemplar.
(Fonte: https://afonte.org.br/site/a-fundacao/)

Do acervo do Museu Dom Avelar/Imagem: Jacinto Teles/JTNews

Fundação Maria Carvalho Santos

Capa do livro Bacia do Canindé.
“O leitor de Bacia do Canindé será levado a viajar no tempo; do primitivo e atrasado Piauí ao moderno Estado em construção – tudo isso na mesma região”.
A opinião foi manifestada pelo ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social), no prefácio do livro Bacia do Canindé, que o ex-governador Wilson Martins lançará no próximo sábado (09/03), em Teresina.
O ministro assegura que o autor surpreenderá o leitor “com seus profundos estudos e disposição que teve de ir em cada canto desta bacia”.
E avisa: “E quem pensa que já sabe muito a respeito descobrirá que ainda tem muito a aprender, e que também falta desbravar muitos lugares em nosso rico Piauí”.
Descoberta do Piauí
O livro de Wilson Martins, segundo o ministro, além de descrever a Bacia do Canindé em detalhes, trata ainda sobre a história e a cultura da gente da região: clima, secas, geologia, aquíferos, riqueza mineral, turismo, comércio, agricultura e agropecuária.
“Ao tempo em que retrata a vida rigorosa da caatinga, o estudo embarca nas mudanças econômicas e sociais que a região experimentou nas últimas décadas”, enfatiza.
Por fim, o prefaciador prevê que “Bacia do Canindé é um marcante topônimo que, na obra de Wilson Martins, vai acender o entusiasmo para que o mundo, o Brasil e o próprio Piauí descubram o Piauí”.
O livro do ex-governador Wilson Martins, publicado pela Bienal Editora, será lançado no Salão Nobre Nerina Castelo Branco, no Centro Cultural SESC Cajuína, a partir das 18h de sábado próximo.
O livro Bacia do Canindé, de autoria do médico, professor e ex-governador Wilson Martins, será lançado no próximo sábado (09/03), às 18h, no Salão Nobre Nerina Castelo Branco, no Centro Cultural SESC Cajuína, bairro dos Noivos, em Teresina.
Em quase 500 páginas, o livro descreve em minúcias a maior das nove sub-bacias que compõem a Bacia do Rio Parnaíba.
Como mostra a obra, a Bacia do Canindé é composta por 15 rios e 418 riachos, cobrindo 89 municípios do Sul do Piauí, todos relacionados no livro.
A obra é ilustrada por imagens, mapas e infográficos e se baseia em vasta bibliografia sobre o tema, bem como em pesquisas de campo realizadas pelo autor ao longo de vários anos de estudo.
O livro sai pela Bienal Editora, com prefácio do ministro Wellington Dias e apresentação do jornalista Zózimo Tavares, ambos da Academia Piauiense de Letras.
O autor
Wilson Nunes Martins nasceu em Santa Cruz do Piauí, no Vale do Canindé, em 1953. É médico e professor aposentado de neurologia na Universidade Federal do Piauí.
Foi também neurocirurgião do Hospital Getúlio Vargas e presidiu a Associação Piauiense de Medicina, no período de 1991 a 1993.
A seguir, exerceu os cargos de presidente da Fundação Municipal de Saúde e secretário municipal de Saúde de Teresina.
Elegeu-se deputado estadual em 1994, reelegendo-se nas legislaturas seguintes, até ser eleito vice-governador, em 2006.
Exerceu dois mandatos de governador do Piauí, entre 2010 e 2014.
Ele escreveu o livro Bacia do Canindé durante o período da Pandemia da Covid-19, depois de anos de pesquisas sobre o tema.

Capa do livro de Wilson Martins.

O autor entrega exemplar de seu livro ao vice-governador Themístocles Filho.
Álvaro Fernando Mota (*)
Magno Pires Alves Filho acaba de lançar um livro, no espaço da Academia Piauiense de Letras, da qual é um dos mais entusiasmados membros. “Piauí, oportunidades de investimentos” tem um olhar otimista e esperançoso sobre o espaço social e econômico que é o nosso Estado, com muitas potencialidades e possibilidades de desenvolvimento mostradas pelo acadêmico, que também usa parte dos escritos em perspectiva sobre nosso passado.
Lançado na reinauguração do Auditório da Academia Piauiense de Letras, que leva o nome do acadêmico Wilson Brandão, o livro não poderia encontrar melhor ambiente para isso, já que a solenidade foi muito prestigiada – o que pude constatar por estar presente em ato sob a presidência da professora Fides Angélica e do deputado Wilson Nunes Brandão, também acadêmico e responsável pela alocação dos recursos de que resultaram em um melhor auditório, em serviços iniciados pelo ex-presidente da APL, Zózimo Tavares.
Em dia de contentamento, revelou-se, pois, o livro de Magno Pires bem mais que um documento com valor econômico, social e histórico. Trata-se de obra a retratar décadas do olhar acurado de um experiente homem público, com passagem pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, pelo governo do Piauí, com secretário de Administração e dirigente de outros organismos púbicos – sempre com ações e ideias de promoção do desenvolvimento econômico, como faz ainda hoje, como dirigente do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí.
Há muitos bons exemplos do empenho de Magno Pires com o fito da promoção de mudanças sociais e econômicas pela via do desenvolvimento do Piauí, como a ação dele em projetos fundamentais na economia piauiense, entre os quais se destaca a instalação de fábrica de cervejas inaugurada em 1983, hoje pertencente Ambev, e seu incansável trabalho pelo incentivo a empresas locais de vestuário, cerâmica e agropecuária.
O livro, então, ratifica de modo firme o empenho do autor em favorecer o crescimento econômico do Piauí, como se poderá perceber na citação existente na obra a outro trabalho de Magno Pires, “Tratamento preferencial ao Piauí”, citado por Arimatéia Tito Filho, que descreveu, em 1979, esse escrito como “coletânea de estudos sérios, plenos de vigoroso ‘piauiensísmo’, com que se defendem os interesses da terra e da gente cá destas bandas de brasis”. Assim, vem de longe o trabalho de Magno Pires, que faz deste livro atual um guia para a manutenção dessa pegada de progresso material pelo qual ele sempre se guiou.
Sobre isso, aliás, lembro que vem de longe minha admiração por ele, já que meu pai Berilo Mota foi juiz em Batalha, terra natal de Magno Pires e, quando criança, fui vizinho de sua família na rua Areolino de Abreu, no Centro de Teresina. Na época, ele encaminhava mensalmente a meu pai uma revista Interior, editada pela Sudene, para mim leitura formativa e agradável para melhor conhecer as potencialidades da nossa região e nosso Piauí.
Décadas de passaram desde esse meu primeiro contato com a postura entusiasta de Magno Pires em favor do Piauí – e muito se mudou neste tempo e muito haverá de ser mudado, felizmente por trabalhos de pessoas como esse piauiense definido como “um propositor insone”, que “fez muita coisa na vida”, boa parte dela como “aspiração de querer o Piauí economicamente mudado”, nos dizeres do professor Fonseca Neto ao apresentar o livro “Piauí, oportunidades de investimentos”.
(*) Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Doutorando em Direito pela PUC-SP. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses. Presidente do CESA-PI. Publicado originalmente no Jornal Meio Norte, em 22 de fevereiro de 2024).

Magno Pires com seu novo livro – “Piauí: Oportunidades de Investimentos”/Imagem: Jairo Moura
“Piauí: Oportunidades de Investimentos”, o novo livro do advogado, escritor e professor Magno Pires, foi lançado neste sábado (17/02) na Academia Piauiense de Letras.
A apresentação da obra foi feita pelo historiador, professor e acadêmico Fonseca Neto, vice-presidente da APL e presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.
Segundo Fonseca Neto, o novo livro de Magno Pires oferece “levantamento da infraestrutura física e social existente nas regiões e municípios mais ricos, que possibilitam aos empreendedores optar e/ou decidir o melhor local para implantar o seu projeto”.
“Nosso trabalho é um retrato das oportunidades de investimento no Estado”, esclarece o autor.
O lançamento na APL foi prestigiado por intelectuais, políticos, empresários, familiares e outros convidados.
Com 300 páginas, o novo livro de Magno Pires foi publicado pela Bienal Editora e terá outros lançamentos em Teresina e nos municípios do interior do Piauí.
O autor
Magno Pires é advogado, administrador de empresas, professor e jornalista. Foi secretário de Estado da Administração. Consultor empresarial e advogado aposentado da AGU. É secretário geral da APL e presidente do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí (IAEPI).
(Imagens: Jairo Moura)

Magno Pires no lançamento de seu novo livro na APL.

Presidente da Assembleia, deputado Franzé Silva, e outras personalidades na mesa de honra.


Acadêmico Fonseca Neto apresenta livro de Magno Pires.

Magno Pires com membros da Academia Piauiense de Letras.

O autor com os acadêmicos Plínio Macêdo, Itamar Costa e Felipe Mendes.

Com os presidentes da OAB-PI, Celso Barros Neto, e do Conselho Estadual de Cultura, Nelson Nery.

Com a presidente da APL, Fides Angélica Ommati.


Álvaro Fernando Mota (*)
O que poderia ser apenas uma homenagem a um parente cuja memória se perdia nos desvãos do tempo, ao ser realizada com esmero, riqueza de fontes, boa pesquisa e um texto escorreito, formou-se em um livro que certamente pode e deve ser referencial na História do Piauí. É uma obra que se pereniza, felizmente.
Não menos que as palavras iniciais deste texto podem descrever o livro recém-lançado pelo desembargador federal do Trabalho, Arnaldo Boson Paes, intitulado “Monsenhor Boson, missionário da educação”, que em 14 capítulos curtos, mas densos, leva o leitor a percorrer a biografia deste piauiense nascido em São Raimundo Nonato, em 15 de outubro de 1868, Dia do Professor, como que obra boa do destino.
Haveria ele de ser padre por influência de um tio, mas forjou-se também pelos meandros da poesia por ter um tio coronel e da cultura e educação pela sorte de ter um tio poeta. E percorreu esse caminho com o que hoje chamamos rotineiramente de resiliência, mas que no final do século XIX era meramente parte do cotidiano de muito mais dificuldades que nos atuais tempos.
Como posto, o livro revela-se marco para a memória e história do Piauí. Pode-se perceber na escrita despretensiosa de Arnaldo Boson Paes como era São Raimundo Nonato em seus primeiros tempos de vila ou a aventura a que se submetiam as pessoas numa viagem entre Teresina e Barras, onde Monsenhor Boson foi pároco por longos anos no início do século XX. Hoje, se vai a Barras em duas horas, enquanto nas décadas iniciais do século XX levava-se no mínimo três dias, em lombo de burro e sob condições arriscadas para atravessar o rio Marataoan, como fez o religioso biografado pelo sobrinho nascido baiano e agora desembargador federal do Trabalho no Piauí.
O texto desse livro de 152 páginas é ainda revelador sobre os movimentos que resultaram na criação de duas instituições basilares na cultura, educação e sociedade piauienses: a Diocese do Piauí, atualmente Arquidiocese de Parnaíba, e o Colégio Diocesano – cujas bases mais relevantes se assentam sob a figura emblemática do educador Boson, conforme narra autor.
Monsenhor Boson foi-se fazer padre no final do século XIX em São Luís, sede do bispado que abrangia o Piauí nos tempos oitocentistas e até os primeiros anos do século XX. Lá granjeou importância, formou suas habilidades e modos de educador confessional cristão, das quais nunca abriu mão, posto que se fincavam em devoção e obediência aos princípios católicos, o que o fez estar em trincheiras de embates com intelectuais e políticos anticlericais das primeiras décadas do século XX no Piauí.
Nesse ponto, o livro de Arnaldo Boson Paes nos guia para conhecimento de outro importante registro histórico, que foi de uma luta renhida por poder a opor políticos e religiosos católicos no Piauí no começo do século passado – o que só amplia a importância desta obra, que, como posto no começo, resulta de ampla e bem realizada pesquisa, demonstrada não somente na riqueza de dados do texto escorreito, mas no suporte de ilustrações, como que a homologar sua importância.
(*) Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB-PI. Mestre em Direito pela UFPE. Doutorando em Direito pela PUC-SP. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses. Presidente do CESA-PI. Publicado originalmente no Jornal Meio Norte, de Teresina, em 8 de fevereiro de 2024.
A história de um dos principais nomes da educação no Piauí, em todos os tempos, está sendo contada em livro quase 80 anos depois de seu falecimento, ocorrido em 1945.
A biografia Monsenhor Boson – O missionário da educação foi lançada nesta sexta-feira (19/01), no auditório Padre Antônio Vieira, do Colégio Diocesano, em Teresina.
De autoria do desembargador, professor e escritor Arnaldo Boson Paes, o livro narra a trajetória de vida do Monsenhor Boson desde o seu nascimento, em São Raimundo Nonato, até o seu falecimento, em Parnaíba, aos 77anos.
O biografado dirigiu o Colégio Diocesano por quase 20 anos, no período inicial da tradicional escola, fundada em 1906.
Constantino Boson morou por quase 20 anos em São Luís do Maranhão, onde se ordenou, foi vigário de Barras e também em Parnaíba.
Recebeu o título de camareiro secreto do papa e chegou a dirigir as Dioceses do Maranhão e Piauí.
O lançamento
A apresentação do livro foi feita pelo historiador Fonseca Neto, professor da Universidade Federal do Piauí, membro da Academia Piauiense de Letras e presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.
Além do diretor do Colégio Diocesano, professor Julival Alves, estiveram presentes ao ato o presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares, e os acadêmicos Felipe Mendes e Plínio da Silva Macêdo, este conterrâneo do biografado.
Também participaram do lançamento magistrados e servidores do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí; o desembargador Pedro Macedo, do Tribunal de Justiça; o secretário estadual de Comunicação, Mussoline Guedes; professores, coordenadores e funcionários do Diocesano e outros convidados.




