Nesta quinta-feira (20/04) comemora-se o Dia do Disco de Vinil. O Google registra que muitos apostavam que o formato do velho LP seria esquecido. Em tempos de música por streaming, depois da pandemia, pela primeira vez as vendas de LPs ultrapassaram as de CDs.
No livro Carnaúba – Uma riqueza do Piauí, lançado em 2020 pela Bienal Editora, em edição bilíngue, o jornalista Zózimo Tavares traz uma entrevista com o jornalista Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez, dono da maior coleção de discos de cera do mundo.
Hoje com 88 anos, há mais de 50 ele apresenta em Fortaleza um programa radiofônico intitulado “Arquivo de Cera”, o único do Brasil que toca exclusivamente gravações originais em discos 78 Rotações Por Minuto (RPM).
Essas músicas dominaram o mercado brasileiro entre 1902 e 1964, período áureo do disco de cera.
O livro de Zózimo Tavares traz uma pesquisa sobre o uso da carnaúba na fabricação de discos e a contribuição que o Piauí deu para a indústria fonográfica e para o mundo.


O publicitário e empresário Silvio Leite, autor do livro Silvio Leite: Marcas que marcam – uma história de sucesso, é o convidado especial do 5º Encontro de Líderes que o MOVE (Movimento Empreender Piauí) realiza nesta sexta-feira (15/07) no município de Amarante.
O evento vai apresentar e discutir as potencialidades turísticas do Piauí e de Amarante e as oportunidades de geração de emprego e renda a partir delas.
Silvio Leite fará para os participantes e convidados a palestra motivacional “Acreditar em você”.
O evento do MOVE será realizado na Câmara Municipal de Amarante, a partir das 19 horas.
O palestrante
Silvio Leite é um dos principais nomes da propaganda no Brasil.
Além de comandar a comunicação dos maiores grupos empresariais do Piauí, também já exerceu funções públicas.
Ele foi secretário estadual de Comunicação e de Turismo.
Como empreendedor, criou o Pag Contas, referência nacional no segmento.
Sua experiência profissional está relatada no livro Silvio Leite – Marcas que marcam, uma história de sucesso, publicado pela Bienal Editora.

O livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” (Carnauba a wealth of Piaui) é o novo lançamento da Bienal Editora.
A obra, em edição de luxo e bilíngue (português e inglês), conta a história da carnaúba, sua participação nos ciclos econômicos do Piauí e seus multiusos.
A primeira utilização da cera da planta foi para a fabricação de velas. A seguir, com a evolução das pesquisas, descobriram-se outras aplicações.
Dessa forma, a cera da carnaúba é usada atualmente para polimento de automóveis, móveis, frutas e queijos finos; revestimento de chips, tonners, código de barras; couros para calçados e afins; cosméticos, cola, verniz, embalagens, bombons e porcelanas; fósforo, graxas; capsula de comprimidos, etc.
A livro sobre a carnaúba, árvore-símbolo do Piauí, foi produzido pela Bienal Editora, mobilizando uma equipe de dez profissionais, coordenada pelo jornalista Zózimo Tavares.
A obra é ilustrada com belas fotografias de Aureliano Müller, Ehrlich Cordão, Juscelino Reis e Valdeci Ribeiro.
Trata-se do primeiro projeto de literatura contemplado com o Prêmio Maria da Inglaterra/Lei Aldir Blanc a ser executado. O lançamento será no próximo mês.
O jornalista e escritor Zózimo Tavares vai lançar na Academia Piauiense de Letras (APL) seu mais recente livro: “Alberto Silva – Uma biografia”.
O livro conta a trajetória profissional e política do engenheiro, ex-governador e ex-senador Alberto Silva, um dos principais personagens da vida pública piauiense, na segunda metade do século 20.
O lançamento será neste sábado, às 10h, na Academia Piauiense de Letras, na zona Sul de Teresina.
Com 304 páginas, o livro narra a história do ex-governador desde o seu nascimento, na Ilha Grande de Santa Isabel, em Parnaíba, em 10 de novembro de 1918, até o final de seu primeiro mandato de governador do Piauí (1971-1975). Além de reconstituir o panorama social, econômico, cultural e político da época, a partir da Redemocratização de 1945, a obra mostra os fatos marcantes da carreira política do biografado, iniciada com a eleição para prefeito de Parnaíba, em 1948. Ele deixava aí o seu cargo de engenheiro da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, para ingressar na política, atividade que exerceu pelos 60 anos seguintes.
Depois de sua primeira eleição de prefeito, conquistou um mandato de deputado estadual, ao qual renunciou para assumir a direção da Estrada de Ferro Central do Piauí, no início dos anos 1950. Outra vez foi diretor da Estrada de Ferro no início dos anos 60. Incompatibilizado com as forças políticas locais, teve que se mudar para o Ceará. Só voltou ao seu Estado natal quase dez anos depois, já na condição de governador. A obra recompõe o exílio profissional de Alberto Silva no Ceará, onde realizou a obra de eletrificação de todo o Estado, credenciando-se a ser indicado para o Governo do Piauí, contra os interesses da elite política piauiense.
No governo, realizou uma obra que revolucionou o Piauí, em todas as áreas, sendo lembrado como o governador que pôs o Estado na modernidade.
O livro mostra também os bastidores das disputas políticas no Piauí, a partir das eleições de 1947, e as sucessivas configurações do quadro político estadual. Além disso, traz um rico registro iconográfico, em dois cadernos de fotografias impressas em papel couché, tanto de obras quanto de personalidades que marcaram a política estadual.
A obra resulta de uma vasta e demorada pesquisa do autor, iniciada em 1991, quando Alberto Silva concluiu o seu segundo mandato de governador. Para escrevê-lo, o autor entrevistou o biografado com exclusividade diversas vezes, ao longo de vários anos, conseguindo dele grandes revelações sobre muitos episódios da política e da administração estadual. Escrito em linguagem jornalística, clara e direta, é uma publicação que traz grande contribuição para a historiografia do Piauí, sendo uma leitura atraente para professores, alunos, pesquisadores e demais interessados na história recente do Piauí.
Sobre a obra
Título: “Alberto Silva – Uma biografia”
ISBN: 978-85-67525-09-9
Total de páginas: 304, com fotografias
Autor: Zózimo Tavares
Editora: Bienal
Lançamento: 16 de março de 2019
Preço unitário: R$ 50,00
A última semana de trabalho na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) em 2018 foi marcada pelo lançamento da biografia do ex-governador Alberto Silva, de autoria do jornalista Zózimo Tavares, do Grupo Cidade Verde. No mês passado, o Piauí celebrou os 100 anos de nascimento do ex-governador.
O lançamento aconteceu no salão nobre Deputada Francisca Trindade e contou com a presença de parlamentares, membros da Academia Piauiense de Letras, jornalistas, familiares e professores. O deputado Themístocles Filho (MDB), presidente da Assembleia, fez as honras da Casa falando sobre a importância da obra em preservar a história do ex-governador Alberto Silva.
“O que me inspirou foi a obra grandiosa do governador Alberto Silva, sobretudo naquele primeiro mandato dele. Ao par disso, a longa trajetória política dele que durou 60 anos”, disse Zózimo, que é membro daAcademia Piauiense de Letras, APL.
Para o jornalista, Alberto Silva era um político focado em obras e que ajudou o Estado a pensar grande. “Dr. Alberto era focado muito no Executivo, em realizar obras. Você não tinha uma notícia dele de radicalismo com adversários. Ele foi um politico muito urbano e civilizado. A contribuição maior dele foi a elevação da alta estima do piauiense e um momento que todos viviam de cabeça para baixo. Muita coisa não deu certo no governo dele, mas muitas deram. O Piauí passou a pensar grande com ele”, declarou.
O engenheiro civil Cid Dias, que trabalhou com Alberto Silva, comentou sobre o trabalho dele pelo Piauí, afirmando que ele sempre foi “um homem de visão futurística”.
“Tive o prazer de conviver com Dr. Alberto desde que ele chegou ao Piauí. Eu fui subsecretário de obras do governo dele e fui também o engenheiro fiscal do Albertão que era a obra que ele mais tinha predileção. Todos os dias ele passava lá, conferia o nosso cronograma físico, qual era viga que íamos completar, ele acompanhava passo a passo como se fosse o nosso engenheiro fiscal. Então, ali eu como secretário participei das outras obras dele”, lembrou.
Cid Dias acrescentou: “Ele, em quatro anos, levantou o estado, construiu 850 km de estradas, do litoral a Gilbués, em asfalto. Fez a primeira avenida beira mar na praia de Atalaia. Na parte da eletrificação, tínhamos naquele tempo 180 municípios. Ele deixou 88 eletrificados. Ele também cuidou das universidades, ela já estava criada, mas eram só quatro cursos funcionando. Direito, Filosofia, Odontologia e Medicina e tudo funcionando em locais e ele criou um decreto escolhendo aquela área da Ininga”, destacou.
Cidade Verde
O livro “Alberto Silva – Uma biografia”, do jornalista e escritor Zózimo Tavares, é o mais novo lançamento da Bienal Editora. O livro conta a trajetória profissional e política do engenheiro, ex-governador e ex-senador Alberto Silva.
A obra apresenta o político como uma das principais personagens da vida pública piauiense, na segunda metade do século 20.
Com 304 páginas, o livro narra a história do ex-governador desde o seu nascimento, na Ilha Grande de Santa Isabel, em Parnaíba, em 10 de novembro de 1918, até o final de seu primeiro mandato de governador do Piauí (1971-1975).
Além de reconstituir o panorama social, econômico, cultural e político da época, a partir da Redemocratização de 1945, o livro mostra os fatos marcantes da carreira política do biografado, iniciada com a eleição para prefeito de Parnaíba, em 1948.
Ele deixava aí o seu cargo de engenheiro da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, para ingressar na política, atividade que exerceu pelos 60 anos seguintes.
Depois de sua primeira eleição de prefeito, conquistou um mandato de deputado estadual, ao qual renunciou para assumir a direção da Estrada de Ferro Central do Piauí, no início dos anos 1950.
Outra vez foi diretor da Estrada de Ferro no início dos anos 60. Incompatibilizado com as forças políticas locais, teve que se mudar para o Ceará. Só voltou ao seu Estado natal quase dez anos depois, já na condição de governador.
A obra recompõe o exílio profissional de Alberto Silva no Ceará, onde realizou a obra de eletrificação de todo o Estado, credenciando-se a ser indicado para o Governo do Piauí, contra os interesses da elite política piauiense.
Projeto de Lei aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (02), permite a publicação e divulgação de filmes e livros biográficos sem a necessidade de aprovação da pessoa biografada ou de sua família.
O PL 393/11 de autoria do deputado Newton Lima (PT-SP) permite a divulgação de imagens e informações biográficas sobre personagens públicos, “pessoa cuja trajetória pessoal, artística ou profissional tenha dimensão pública ou esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade”.
O projeto que teve voto favorável do relator Alessandro Molon (PT-RJ) altera o Código Civil (Lei 10.406/02), que hoje só permite esse tipo de divulgação em quatro casos: autorização direta da pessoa exposta; necessidade da administração da Justiça; manutenção da ordem pública; ou consentimento de parente, se a pessoa exposta já tiver morrido.
O texto, que já havia sido aprovado pela então Comissão de Educação e Cultura, seguirá agora para o Senado, exceto se houver recurso para que seja apreciado pelo Plenário da Câmara.
Roberto Carlos
Um caso que se tornou conhecido de biografia não autorizada que terminou proibida foi o livroRoberto Carlos em Detalhes, escrito por Paulo Cesar Araújo e lançado em 2006 pela editora Planeta. Em janeiro de 2007, o cantor moveu uma ação judicial alegando invasão de privacidade. Em maio de 2007, decisão da Justiça determinou o recolhimento do livro. Cerca de 11 mil exemplares estavam à venda e a primeira edição de 30 mil livros já havia esgotado.
Em abril de 2007, a editora e o jornalista cederam às exigências de Roberto Carlos e se comprometeram a não publicar mais a biografia e o cantor abriu mão de pedir indenização. O autor do livro entrou com recurso, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) manteve proibida a publicação e a venda da biografia em decisão de março de 2009.
*Com informações da Agência Câmara
O auditório Jorge Amado da II BIENAL BRASIL DO LIVRO E DA LEITURA recebeu no começo da noite de quinta-feira a primeira mesa do debate A produção literária nos anos de chumbo, com o poeta amazonense Thiago de Mello e o romancista baiano Antônio Torres.
Thiago de Mello relatou algumas de suas experiências durante o período, contou de sua amizade com escritores latino-americanos (como Gabriel García Márquez, para quem o encontro em questão foi dedicado) e de suas motivações para ter embarcado na guerrilha urbana contra a ditatura. Ou seja, tangenciou o assunto, mas passou um pouco batido pela proposta original.
Coube ao escritor baiano Antônio Torres comentar de maneira mais aprofundada a produção literária nos anos de chumbo. “O período forneceu muita inspiração para os escritores. Todos nós respirávamos o ar da ditadura e isso está refletido no clima dos nossos livros”, apontou. “A censura foi muito dura com a produção cultural da época. Alegam repressão moral, mas era política mesmo. Muitos editores tinham medo de publicar esses livros”, lembrou.
Entre os livros de destaque daquela época, o autor de Balada da infância perdida apontou títulos como Bar Don Juan, de Antônio Callado, Zero, de Ignácio de Loyola Brandão, Feliz ano novo, de Rubem Fonseca, A festa, de Ivan Ângelo, Quatro-olhos, de Renato Pompeu, e Trevas no paraíso, de Luiz Fernando Emediato. “Há uma tendência de achar que os romances escritos nessa época ficaram datados, mas continuam ótimos livros”, opinou o escritor baiano.
Antes de responderem às perguntas da plateia, Thiago de Mello encerrou sua fala declamando uma de suas mais conhecidas poesias, Volto armado de amor:
Venho armado de amor
para trabalhar cantando
na construção da manhã.
Amor dá tudo o que tem.
Reparto a minha esperança
e planto a clara certeza
da vida nova que vem
ASCOM Bienal
Em 2014, o Salão do Livro do Piauí (Salipi) será realizado na Universidade Federal do Piauí (UFPI). A decisão foi tomada em uma reunião, nessa segunda-feira (21), entre membros da Fundação Quixote e a Administração Superior da UFPI. “Nós teremos um excelente evento este ano e desejo que nós possamos continuar essa parceria para realizar o Salipi nas dependências da UFPI nos anos seguintes”, afirmou o Reitor da UFPI, Prof. Dr. José Arimatéia Lopes.
O Salipi 2014 acontece entre os dias 30 de maio e 08 de junho. O evento, já consolidado na agenda cultural do Estado, é realizado, anualmente, desde 2003, em Teresina. No início, o Salipi era um experimento de alguns professores que resolveram juntar-se e organizar um evento literário, formando mais tarde, em 2005, a Fundação Quixote.
Na reunião, além de diponibilizar o espaço físico da Universidade, o Reitor também tratou de questões estruturais, como segurança, espaços cedidos e alimentação. Para o Fundador e Embaixador da Fundação Quixote, Cineas Santos, as dependências da UFPI trarão segurança e proximidade com a comunidade acadêmica.
“Sob todos os aspectos, essa decisão só trará ganhos, no sentido de aproveitar e aproximar os professores da UFPI e trazer a comunidade acadêmica para o Salipi. A comunidade teresinense também terá a oportunidade de conhecer melhor a Universidade, que tem uma boa estrutura para receber o Salão. As pessoas tem medo de chegar, à noite, na Praça Pedro II por motivos óbvios: além da insegurança, tem a falta de estacionamento, dentre outras questões”, explica Cineas Santos.
Segundo a Profª Ms. Jamine Malta, Presidente da Fundação Quixote e professora do Departamento de Letras da UFPI, a Universidade é o lugar ideal para sediar o Salipi por ter uma estrutura adequada e grande produção acadêmica.
“A UFPI é um centro produtor cultural e intelectual; é a inteligência do nosso Estado. Então, trazer o Salão para ser realizado aqui é unir o popular com o erudito, que é o grande objetivo da Fundação Quixote – fazer com que o conhecimento seja, cada vez mais, acessado por toda população”, afirma Jasmine Malta.
Em 2014, o dramaturgo piauiense Gomes Campos será o grande homenageado na 12ª edição do Salipi.
Com mais de 150 publicações que venderam um total superior a 8 milhões de exemplares, o escritor, ilustrador e cartunista Ziraldo Alves Pinto é o grande homenageado da edição deste ano da 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Nascido em Caratinga (MG), no dia 24 de outubro de 1932, o filho da costureira Zizinha e do guarda-livros Geraldo, dos quais herdou o nome, teve seu primeiro desenho – um tatu, feito aos 6 anos de idade – publicado na seção infantil do Jornal de Minas, para felicidade dos pais.
Mais conhecido por suas obras voltadas ao público infantil, Ziraldo não se cansa de mencionar o carinho que recebe dos fãs de várias gerações em cada sessão de autógrafos, nas várias bienais das quais tem participado. Só nas dez últimas edições das bienais do Rio e de São Paulo, suas sessões de autógrafos receberam cerca de 1.500 pessoas cada. “A resposta é muito gratificante. É uma festa. O público para quem eu destino o meu trabalho é muito carinhoso comigo. E para quem gosta de carinho e tem essa carência gigantesca que eu tenho, isso é muito bom”.
Mas, para quem pensa que o público infantil sempre foi seu alvo, Ziraldo revela que escrever para crianças não foi uma escolha. “Foi um acidente. Mas é bom, porque dura”. Segundo Ziraldo, “qualquer cara de 50 anos para baixo me abraça” e, quando o assunto é tempo decorrido, ele fala da saudade que tem da Turma do Pererê e do Menino Maluquinho, personagens criadas por ele há muitos anos.
Só o Menino Maluquinho já virou peça, filme e, inclusive, uma ópera, dirigida por Karen Acioly, com música de Ernani Aguiar. Das crianças atendidas pela organização não governamental União Cristâ Feminina (UCF), de Campinas (SP), que desenvolve o Projeto Ziraldo, ele ganhou uma marionete que reproduz em miniatura o próprio Ziraldo e com o qual se diverte em seu estúdio, situado na Lagoa, bairro da zona sul do Rio. Ziraldo lamenta apenas que o seu “sósia” não seja “mais moreninho” como ele.
Sua primeira obra dedicada ao público infantil foi Flicts, publicada em 1969, que está completando este ano 44 anos de lançamento. O livro conta a história de uma cor rara, chamada Flicts, que sai pelo mundo procurando encontrar um amigo ou alguém que o aceite, pois se sente fraco e feio, sem a força do vermelho ou a paz que o azul transmite. O texto poético mostra às crianças que todas as cores transmitem sentimentos e emoções e que, mesmo diferente das demais, Flicts acabará encontrando o seu lugar no mundo.
Na 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, Ziraldo estará lançando, pela Editora Melhoramentos, cinco livros, dos quais ou é autor integral, coautor ou homenageado. O Menino que Veio de Vênus, por exemplo, é o sexto livro de uma coleção de dez obras em que ele conta a história dos meninos dos planetas. O compromisso assumido é “lançar um livro novo a cada ano”, disse, sorrindo.
Outra novidade é a publicação Os Haicais do Menino Maluquinho, em que ele usa haikais, que são poemas japoneses de três linhas que valorizam a concisão e a objetividade, para expressar observações do seu mais famoso personagem, que é o Menino Maluquinho, sobre temas diversos, como a natureza, a família, os amigos. “É uma forma perfeita para retratar a poética. É um suspiro”, comentou.
Com a escritora Anna Muylaert, Ziraldo ilustrou dois livros que serão apresentados na Bienal do Rio 2013. Em Adivinha Que Dia é Hoje, com textos adaptados por Anna, da série exibida na TV Brasil, Ziraldo retrata o Menino Maluquinho com 5 anos e 10 anos de idade, além da fase adulta. Tudo gira em torno do dia do aniversário do garoto. Já em O Menino Que Tinha uma Panela na Cabeça, a dupla formada por Anna Muylaert e Ziraldo procura contar como o garoto se tornou o conhecido Menino Maluquinho. Para saber se atingiram seu propósito, só lendo o livro.
No álbum de capa dura Os Homens Tristes, dedicado aos adultos, os colaboradores mais chegados de Ziraldo, que são o pintor Paulo Vieira e o roteirista Gustavo Luiz Ferreira, reuniram anotações e desenhos do cartunista, feitos ao longo de 60 anos de trabalho. A publicação tem prefácio do poeta Ferreira Gullar.
No Pavilhão Verde do Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade, onde ocorrerá a Bienal do Rio, a filha do escritor, a cenógrafa Daniela Thomas, montou o Planeta Ziraldo, onde o público poderá interagir com o cartunista e ilustrador e tentar um autógrafo. Duas histórias em quadrinhos do autor serão lançadas também durante a Bienal pela Editora Globo, tendo como tema central as aventuras do Menino Maluquinho. São elas Maluquinho de Família e Maluquinho Pega na Mentira.
Os próximos projetos, adiantou Ziraldo, são terminar a série Meninos dos Planetas e “ocupar o espaço virtual com 64 anos de produção”. Ele já está começando a passar o conteúdo de suas publicações para as novas plataformas de linguagem que surgiram com as inovações tecnológicas. Em parceria com o também ilustrador e escritor infantil Maurício de Souza, ele ilustrou o livro O Reizinho do Castelo Perdido, que narra a história de um rei que, induzido por alguns súditos, acaba construindo um castelo no alto da colina e, com isso, se afasta do seu povo e das necessidades que ele apresenta.
Agência Brasil
Jornalista com extensa experiência nos grandes jornais brasileiros, Lúcio Asfora foi o palestrante que abriu a programação do Seminário Língua Viva, na 11ª edição do Salão do Livro do Piauí (Salipi), nesta quarta, dia 5.
Filho do escritor piauiense Permínio Asfora, homenageado pelo Salipi deste ano, Lúcio apresentou à plateia do Theatro 4 de Setembro os detalhes da literatura refinada de seu pai, falecido em 2001, no Rio de Janeiro, onde viveu com a família por cinquenta anos. “Meu pai viveu de 1951 a 2001 no Rio, mas sempre foi um piauiense apaixonado por esta terra”, afirma Lúcio, que observa nas obras assinadas por seu pai um carinho especial às raízes da família de sua avó paterna, radicada nas regiões de Valença e Pimenteiras, ao Sul do Piauí.
Esta é a segunda vez que Lúcio Asfora vem ao Piauí com a missão de compartilhar com os conterrâneos de Permínio o legado deixado pelo escritor. Na palestra, que ressaltou o centenário de nascimento de Permínio, Lúcio relata o processo que culminou na conclusão do livro “Confidências no Largo da Segunda-Feira”, iniciado por Permínio. “Depois que papai morreu, achei cadernos e mais cadernos escritos à mão. A princípio, achei que tinha ali um livro inteiro escrito. Ao ler tudo, percebi que não tinha um começo e nem fim. Decidi continuar a história, criar personagens e encerrar o livro. Ficava me perguntando a cada instante: o que papai diria? O que ele pensava sobre isso?”,relata Lúcio, que garante ter encontrado nas recordações as respostas que garantiram a sintonia na escrita a quatro mãos ao ponto de serem imperceptíveis à crítica os momentos de transição entre os autores.
Sobre a homenagem realizada pela 11ª edição do Salipi, Lúcio afirma ser uma iniciativa que gratifica toda a família e retribui o carinho que Permínio nutria pelo seu Estado natal. “Tudo que vem a redundar na permanência da memória de papai é muito bem vindo”, afirma.
Programação segue com palestras
Nesta quinta-feira, dia 6, o Salipi inicia suas atividades às 08 horas com a palestra “O Avesso da Pirataria”, proferida pelo professor Cineas Santos, no Theatro 4 de Setembro. Às 10 horas, o palco será dedicado ao “Centenário de Domingos Fonseca” com palestra de Wilson Seraine, Pedro Costa e Wagner Ribeiro.
À tarde, as investigações antropológicas e arqueológicas acerca do patrimônio cultural piauiense serão discutidas durante palestra da professora Andrea Scabello, Doutora em Arqueologia e docente da Ufpi.
Para encerrar a programação de palestras, o tema “Desde que o samba é samba / Subúrbia / Cidade de Deus” será apresentado pelo carioca Paulo Lins.
Em seu primeiro dia, o Salão do Livro do Piauí – Salipi foi marcado pela solenidade de abertura, que aconteceu no Theatro 4 de Setembro e contou com a presença de autoridades, professores e membros da Fundação Quixote – entidade realizadora do evento. O grande homenageado do Salão este ano, Manuel Paulo Nunes, também esteve presente durante a abertura, que encerrou com show de Luiza Miranda cantando Vinícius de Moraes.
“Esperamos colocar o Piauí no circuito nacional do livro”, afirma Kássio Gomes, presidente da Fundação Quixote. Ainda segundo ele, o Salão tem ultrapassado obstáculos e que os grandes responsáveis pelo evento é o povo do Piauí, que gosta e acabou tomando para si o sucesso do Salão.
A programação, que conta com apresentações musicais e de dança, contação de histórias e exposição, acontece em paralelo ao Seminário Língua Viva, que em sua 16ª edição reúne grandes palestrantes.
O 11º Salipi homenageia o piauiense Manuel Paulo Nunes, e lembrará ainda outros nomes célebres da cultura brasileira que, em 2013, completariam 100 anos de idade: Vinícius de Moraes, Rubem Braga e Permínio Asfora. As atividades ocuparão, novamente, o espaço que compreende a Praça Pedro II, Theatro 4 de Setembro e o Clube dos Diários.