O escritor e acadêmico Oton Lustosa lança, neste sábado (14/05), o seu mais novo livro, “Em busca de uma rede na varada”.

O lançamento está marcado para as 10 horas, no auditório da Academia Piauiense de Letras.

A apresentação da obra será feita pela professora e acadêmica Socorro Rios Magalhães.

Contos

Em seu novo livro, Oton Lustosa, romancista e contista consagrado, retorna à narrativa curta.

A obra reúne 12 contos sobre temática variada. Em alguns deles, opera-se a metaliteratura.

Outros são construídos com singularidades inusitadas, sempre inspirados na vida e suas circunstâncias.

O autor

Oton Lustosa nasceu em Parnaguá, no Extremo-Sul do Piauí. Bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal do Piauí.

É magistrado e membro da Academia Piauiense de Letras.

Estreou na literatura com o romance “Meia-Vida”, publicado em 1999 e com segunda edição lançada em 2016.

Publicou seu primeiro livro de contos, “O pescador de personagens”, em 2000.

“Vozes da Ribanceira”, seu segundo romance, foi lançado em 2003.

O novo livro de Oton Lustosa sai pela Bienal Editora.

A capa do novo livro do escritor Oton Lustosa

HGV – Um marco na saúde do Piauí” é o título do novo livro do jornalista Zózimo Tavares.

A obra conta a história do Hospital Getúlio Vargas e será lançada agora, no encerramento das comemorações dos 80 anos de sua inauguração.

O HGV foi aberto em 1941. Nestas oito décadas de funcionamento ininterrupto, o hospital afirmou-se como um marco na história da saúde no Piauí.

Transformado em hospital-escola, foi a semente do Polo de Saúde de Teresina, contribuindo para a elevação da capital à condição de Centro de Referência em Saúde do Norte e Nordeste do Brasil.

A história do HGV

O livro discorre, entre outros temas, sobre o contexto da época; qual era a rede de saúde do Piauí; o idealizador e construtor do hospital, Leônidas Melo; as polêmicas que envolveram a obra do HGV; a inauguração; os primeiros profissionais; os impactos da obra no setor de saúde; as reformas realizadas e a situação atual.

A obra foi publicada com recursos de emenda parlamentar do deputado Plablo Santos (MDB), via Secretaria Estadual de Cultura, executada pela Bienal Editora.

Os exemplares do livro sobre o HGV recebendo acabamento gráfico

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, recebeu em Brasília um exemplar do livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí”, do jornalista Zózimo Tavares.

A obra foi um presente do superintendente municipal de Turismo de Parnaíba, Joaquim Vidal de Araújo (Joca).

O livro, contemplado com o Prêmio Maria da Inglaterra, da Secretaria Estadual de Cultura, foi publicado no ano passado, com recursos do Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc, de incentivo à cultura.

Trata-se de uma edição bilíngue (português e inglês) que conta a história da carnaúba, sua influência na economia e suas multiplicas aplicações na indústria, ao longo do tempo, bem como o seu uso na construção civil e no paisagismo.

Ministro Gilson Machado Neto

O superlançamento do livro “Sílvio Leite – Marcas que Marcam” foi um sucesso. O programa foi aberto na manhã do dia 21/12 no Sesc Cultural da Avenida Cajuína e contou com a presença de familiares, amigos e autoridades.

O lançamento começou com uma benção do padre Luís Eduardo e do pastor Eugênio.

A manhã seguiu com um concerto de Natal regido pelo maestro Aurélio Melo e uma sessão de autógrafos.

Também foi comemorado o aniversário do autor do livro, o publicitário e empresário Silvio Leite, que recebeu parabéns dos presentes.

À tarde, Silvio Leite autografou o seu livro na Livraria Anchieta e, à noite, na Livraria Universitária do Riverside.

A maratona de autógrafos continuou no dia seguinte, no Hiper Carvalho da Avenida Homero Castelo Branco.

Após as festas de fim de ano, Silvio Leite vai lançar o livro em outros municípios, começando por Martins, no Rio Grande do Norte, a sua terra natal.

Venda vai para instituições

Toda a renda arrecadada com a venda da obra é destinada integralmente a instituições sociais, em Teresina, Campo Maior e Piripiri.

As instituições beneficiadas são: Lar de Maria (Teresina), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), no município de Piripiri; e Lar da Criança – Dom Abel Alonso Nunéz, em Campo Maior.

O livro tem 460 páginas, foi editado pela Bienal e impresso na Gráfica Halley.

A obra conta a trajetória profissional do publicitário Silvio Leite e traz depoimentos de amigos, jornalistas e empresários de sucesso com 295 imagens que resumem os 50 anos de trabalho do autor, sendo 40 anos dedicados à comunicação.

Silvio Leite recebe de Sobrinho, diretor da Halley, o primeiro exemplar do livro

O lançamento do livro autobiográfico Silvio Leite: Marcas que marcam – uma história de sucessos será na próxima terça-feira, dia 21, em Teresina.

O lançamento da obra se dará em três momentos.

Abrindo o programa de autógrafos, o autor estará a partir das 7h30 no Centro Cultural do Sesc na Avenida Cajuína, onde haverá ato ecumênico e recital de Natal.

A sessão de autógrafos no Sesc Cultural prossegue até às 14h.

A partir das 15h, Silvio Leite estará na Livraria Anchieta, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, 1557.

Já entre as 19 e 21 horas, ele dará autógrafos na Livraria Universitária, no Riverside.

O exemplar do livro custa R$ 49,90 e deve ser pago através do cartão CrediShop, via pix ou em espécie.

A receita da venda obra será integralmente doada pelo autor à Apae de Piripiri, ao Lar da Criança de Campo Maior e ao Lar de Maria, em Teresina.

O autor está agendando lançamentos também para vários municípios do Piauí.

Neste livro, de 460 páginas, novo lançamento da Bienal Editora, o publicitário e empresário Sílvio Leite conta a história de sua vida e os 50 anos de sua carreira profissional, assinalada pela propaganda e pelo empreendedorismo.

Capa da autobiografia de Silvio Leite, novo lançamento da Bienal Editora

Os arquivos digitais do livro Silvio Leite: Marcas que marcam – uma história de sucessos foram entregues nesta quinta-feira (9/12) para impressão na Gráfica Halley.

Neste livro, de 460 páginas, o publicitário e empresário Sílvio Leite conta a história de sua vida.

Em resumo, é a história de um garoto que começou sua carreira na comunicação em um alto-falante de uma pequena cidade do interior do Nordeste e que se transformou em um dos principais nomes da propaganda no Brasil.

Na autobiografia, ele relembra sua vasta e bem-sucedida experiência como vendedor, publicitário, executivo e empreendedor.

Fala dos momentos de criação das grandes campanhas publicitárias e da realização de megaeventos. E como nasce uma marca forte.

Também narra as negociações com os executivos dos principais grupos de comunicação do Brasil, incluindo a Rede Globo, e a projeção de marcas piauienses no mercado publicitário nacional, com presença destacada em telenovelas brasileiras de grande audiência e na Fórmula 1.

Outro ponto destacado é o das viradas espetaculares na carreira, indo da mudança brusca de empresa à ousadia do próprio negócio.

Os arquivos do livro foram entregues ao diretor da Halley, Expedito Sobrinho, pelo publicitário Silvio Leite, o jornalista Zózimo Tavares, editor da obra, e o designer gráfico Paulo Moura.

Silvio Leite na entrega de arquivos digitais do livro a Sobrinho, na Halley.

Será hoje (29/10), às 19 horas, no Clube dos Diáris, a estreia do espetáculo “Sociedade dos Poetas Trágicos”, com direção do dramaturgo Ací Campelo.

O espetáculo traz à tona o talento e a criatividade de dez jovens poetas piauienses que viveram ou morreram de forma trágica.

A peça “Sociedade dos Poetas Trágicos” é uma visita ao livro com o mesmo título escrito e publicado pelo jornalista e escritor Zózimo Tavares. A obra foi publicada em duas edições (2004 e 2006).

Os poetas piauienses que saem do livro e sobem ao palco são:  Alcides Freitas, José Newton de Freitas, Licurgo de Paiva, Lucídio Freitas, Mário Faustino, Nogueira Tapety, Paulo Veras, Ramsés Ramos, Torquato Neto e Zito Batista.

Vida e obra

Ací Campelo explica que, “de forma simples, para maior valorização da palavra, primamos não por caracterizar cada um dos poetas, mas por mostrar seus poemas, numa espécie de espetáculo poético/teatral”.

Ele adianta que, para tanto, uma apresentadora faz a apresentação sucinta de cada poeta, a título de introdução.

“A intenção é trazer ao conhecimento do público fragmentos marcantes da arte desses poetas trágicos e, ao mesmo tempo, refrescar a memória dos que os conheceram seus versos”, observa.

“Sociedade dos Poetas Trágicos” é encenado por três jovens atores que se revezam para mostrar momentos marcantes dos dez poetas retratados, através de seus pensamentos e de suas poesias, destacando o fato de que todos eles foram tirados muito cedo de sua arte, do seio familiar e da sociedade.

O espetáculo recebeu o Prêmio Maria da Inglaterra, da Secretaria Estadual de Cultural, e patrocínio da Lei Aldir Blanc.

FICHA TÉCNICA

Atores: Maria Miriam, Yan Lima e Sérgio Santos.

Dramaturgia e direção: Ací Campelo

Produção Executiva: Edson Júnior

Músicos: Jorge Luiz e Augustu E verthon

Designer de luz e operação: Assaí Campelo

Designer de som e operação: José Dantas

Figurino e adereços: Siro Siris

Confecção de figurino: Belinha Cardoso

Designer Gráfico: Paulo Moura

Preparação de elenco: Jesus Viana

Cenografia: Edmar Aquino

Fotografias, vídeo e filmagem Live: Sketh Filmes

Linguagem de Libras: Branco Acessibilidade Comunicacional

Realização: A&C Assessoria e Promoções Culturais

Apoio: Escola Técnica de Teatro Gomes Campos e Bienal Editora

O cartaz de divulgação do espetáculo
Carnaúba”: dica de leitura do “Valor

O jornal Valor Econômico traz em sua edição desta sexta-feira (24/09) um destaque para o lançamento do livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí”, do jornalista Zózimo Tavares.

A notícia está publicada na seção “EUfim de semana”, com dicas de leitura sobre os novos lançamentos de livros no Brasil.

A nota do Valor traz também uma sinopse informando que o livro é uma edição de luxo, bilíngue (português e inglês), ilustrada com fotografias, que conta a história da árvore e indica os usos da cera de carnaúba na atualidade.

O lançamento

O livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” recebeu o Prêmio Maria da Inglaterra, da Secretaria de Cultura do Piauí, e foi publicado pela Bienal Editora com recursos da Lei Aldir Blanc, do Governo Federal.

O seu lançamento ocorreu em live apresentada pelo secretário de Cultura, Fábio Novo, com a participação do governador Wellington Dias, do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Nelson Nery Costa, e do autor.

Lançamento do livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí”

Por João Cláudio Moreno (*)

Símbolo vegetal do Piauí (está presente até no brasão oficial do Estado), riqueza máxima que possibilitou a urbanização e a pujança da economia de alguns centros piauienses, no passado,

Faltava em nossa bibliografia uma obra referente e considerável. O Governo entendeu isto, Zózimo topou a parada. Fabio Novo estimulou, e viabilizou a obra através do Siec/Lei Aldir Blanc com os recursos necessários, e a obra surgiu: eu fui um dos primeiros a receber, cortesia do amigo @zozimotavares … Posso garantir que o trabalho está uma beleza.

É importante ressaltar a qualidade do talento do @paulothemoura, ele é quem cuida da forma de todos os conteúdos impressos do Zózimo.
Merece, sim, uma live solene, bem participada.
Preencheu uma lacuna, onde ainda sobra muito espaço.
Muitas vezes ainda deveremos voltar ao tema. E o Estado, independente de quem seja o governador, deve sempre incentivar atitudes nesse campo…

Falta, no entanto, ainda, sobre a carnaúba, uma contribuição literária.
Precisamos ter um romance sobre o ciclo da carnaúba, um e vários. Tal qual como Jorge Amado fez com o cacau na Bahia, e Márcio de Sousa, com a borracha, na Amazônia.
Tomara que não demore!

(*) Publicado nas redes sociais, em 24 de maio de 2021

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, recebeu hoje (26/05) um exemplar do livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí”, lançado na segunda-feira passada pelo jornalista Zózimo Tavares.

O livrou foi um presente do advogado Germano Coelho, superintendente do Ministério da Agricultura no Piauí.

O superintendente foi a Brasília para levar à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pautas apresentadas pelos produtores da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (APROSOJA).

O livro entregue à ministra conta a história da carnaúba, o segundo item da pauta de exportação do Piauí, atrás apenas do agronegócio, impulsionado nos últimos anos pela explosiva produção de grãos nos cerrados.

A obra foi publicada com o patrocínio da Lei Aldir Blanc (Governo Federal), depois de ser contemplada com o Prêmio Maria da Inglaterra (Secretaria Estadual de Cultura).

O governador Wellington Dias participou na noite de ontem (24/05) da live de lançamento do livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí”, realizada através dos canais digitais do Governo do Estado.

Wellington Dias instituiu a carnaúba como árvore-símbolo do Piauí em 2017 e, depois da leitura do livro do jornalista Zózimo Tavares, declarou: “É um trabalho importante. Recomendo a cada piauiense que adquira o livro para si e também para presentear alguém do Brasil ou do mundo inteiro, pois a obra é bilíngue, em português e inglês”.

Livro premiado

A apresentação da live foi do secretário de Cultural, jornalista e deputado estadual Fábio Novo. Ele informou que o livro foi contemplado pela Lei Aldir Blanc com o Prêmio Maria da Inglaterra.

Também destacou que, dos 1.400 projetos culturais premiados no Piauí, “Carnaúba” era o primeiro a ser executado. Ele falou ainda da importância da carnaúba, destacando que dela tudo se aproveita – da raiz às palhas.

Carnaúba na história

O presidente do Conselho Estadual de Cultura, jurista e acadêmico Nelson Nery Costa, apontou a relevância da carnaúba para a economia e para a cultura piauienses.

Ele disse que o ciclo extrativista, no qual a carnaúba se destacou, deu impulso à industrialização do Piauí.

O presidente do Conselho disse também que a carnaúba se faz presente na literatura piauiense desde o romance “Ataliba, o vaqueiro”, de Francisco Gil Castelo Branco, publicado em 1880.

Ele destacou ainda que uma das páginas mais trágicas e heroicas do Piauí, a Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, teve como cenário os carnaubais de Campo Maior.

O jornalista Zózimo Tavares informou que a ideia do livro foi do governador Wellington Dias, que também idealizou a live de lançamento da obra. Ele disse que a carnaúba é um patrimônio natural, econômico, social e cultural do Piauí.

FICHA TÉCNICA:
Título
: “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” (Carnauba a wealth of Piaui)
Autor: Zózimo Tavares
ISBN: 978-85-67525-10-5
Páginas: 168
Formato: 20×20
Preço: R$100 (frete grátis para todo o Brasil)
Link de venda: www.benal.editora.com.br e WhatsApp: (86) 9 9559-5252

O livro “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” (Carnauba a wealth of Piaui) será lançado nesta segunda-feira (24/05), às 19h, no formato virtual.

A live de lançamento contará com a presença do governador Wellington Dias; do secretário de Cultura, deputado Fábio Novo; do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Nelson Nery, e do autor, jornalista Zózimo Tavares.

A obra, em edição de luxo e bilíngue (português e inglês), conta a história da carnaúba, sua participação nos ciclos econômicos do Piauí e seus multiusos.

A obra é ilustrada com fotografias de Aureliano Müller, Ehrlich Cordão, Juscelino Reis e Valdeci Ribeiro. A versão para a língua inglesa é da jornalista Biá Boakari.

Prêmio

A livro sobre a carnaúba, árvore-símbolo do Piauí, foi produzido pela Bienal Editora, mobilizando uma equipe de dez profissionais, coordenada pelo jornalista Zózimo Tavares.

É o primeiro projeto de literatura contemplado com o Prêmio Maria da Inglaterra/Lei Aldir Blanc a ser executado.

LINK de acesso ao lançamento: https://youtu.be/BFjePIFpkdc

FICHA TÉCNICA:
Título
: “Carnaúba, uma riqueza do Piauí” (Carnauba a wealth of Piaui)
Autor: Zózimo Tavares
ISBN: 978-85-67525-10-5
Páginas: 168
Formato: 20×20
Preço: R$100 (frete grátis para todo o Brasil)

Onde compar: bienal.editora.com.br e WhatsApp (86) 9 9559-5252

Hoje faz 40 anos da visita do Papa João Paulo II ao Piauí. Este é um dos 100 fatos do livro “O Piauí no Século 20”, que está saindo em 5ª. Edição – revista, ampliada e melhorada. Veja ou lembre como foi a visita do Papa a Teresina:

Jasmine Malta (*)

Passando o final de semana em Bom Jesus, na casa de pai, aproveitei para colocar algumas leituras em dia – de livros e revistas. Uma delas, a do Zózimo Tavares, sobre nosso ex-governador e figura ímpar na história da política brasileira. Sem apologias, por favor. Porque a Dulcineia, é literária.

Já escrevi, e confirmo, que não sou filiada a nenhum partido político, nem simpatizante de nenhum deles. Acredito nas pessoas e no trabalho delas e, sinto até certo receio sobre o tema de hoje, por estarmos em plena campanha eleitoral. Vai lá alguém interpretar não como análise de leitura, mas como propaganda. Corro o risco.

Jornalista, letrado, apaixonado por Literatura, cordelista engajado, palestrante de primeira, nosso autor não se furta de nenhum destes papéis ao publicar um livro. Todas as suas facetas estão reveladas em sua escrita criativa. Produtivo, seus títulos vão sendo multiplicados ano após ano. E, bondosamente, distribui muito mais do que vende.

Nesta obra em análise, fez uma pesquisa detalhada, uma coleta de dados informativos e elaborou uma coletânea interessantíssima. O folclórico perfilado além de tema de show humorístico (do estimado João Cláudio Moreno) e de personalidade entrevistada pelo poderoso Jô Soares, tornou-se um personagem símbolo do Senado (durante o mandato) e celebridade nacional. Ninguém, como ele, conseguiu elevar a audiência da TV Senado, popularizando-a entre os telespectadores. Quando, em vez da novela cotidiana, a audiência aguardava o pronunciamento do dia, ou um dos inúmeros e famosos apartes.

O biografado é um “grávido”. De palavras, de citações, de ditados, de chistes; de língua afiada e raciocínio certeiro. O trabalho do jornalista é minucioso e, empreendedor, apresenta informações históricas e didáticas sobre o Piauí, visando, claro, as edições que serão lidas em todo o país; além de contextualizar os fatos narrados. Uma obra global, compreensível por leitores diversos, independente do espaço geográfico ocupado.

As Citações. Estas, são de fazerem sorrir sozinho. Uma propriedade da leitura : o envolvimento do leitor, a identificação com o texto, a fruição interpretativa. Nosso político criou um “tipo” próprio, vários episódios mostram muito mais uma capacidade articuladora e planejada, do que simples fato ao acaso. Atentai bem, se faz de besta para melhor passar. E, assim, foi abrindo os caminhos já traçados na política, na qual é uma figura inesquecível : pela Cassação inédita, pelos discursos eloquentes.

Confesso, o homem é um erudito. Leitor contumaz, memorialista invejável, orador de primeira ordem, concatenador de ideias singulares, amante à moda antiga. Um verdadeiro “baião de muitos”. Família religiosa, organizada, mãe amantíssima e dona de talento literário, um estudioso confesso e médico dedicado. Nosso Mão é sem comparações, mesmo quando lembrado em conjunto com outro parnaibano ilustre, construtor ininterrupto, sacrificador dos salários estaduais.

O Decálogo apresentado no milésimo discurso, feito digno de uma Certificação Guiness, deveria ser o texto de cabeceira de todo político brasileiro. Mais ainda nestes

tempos de Mensalão, comprovado e em julgamento. Para os que pretendem alçar cargo eletivo, vale a lição deste Mão, nem tão Santa assim, em seu pronunciamento histórico.

O título, reafirmo, é uma leitura excelente. Possível de ser apreciada sem nenhum partidarismo, ou simpatia pessoal, pelo biografado. Pelos simples prazer de ler uma obra bem escrita e divertidíssima. Zózimo, quem será o seguinte ?

*Jasmine Malta é professora da UFPI. Texto publicado no jornal O DIA, na coluna literária DULCINEIA, 19/09/2012.

A Bienal Editora liberou o primeiro capítulo do livro “Dirceu Arcoverde – Esperança interrompida”, do jornalista e escritor Zózimo Tavares.

Trata-se da biografia do ex-governador e ex-senador Dirceu Arcoverde, falecido há 41 anos.

O lançamento do livro estava programado para março passado, porém foi suspenso em função da decretação das medidas de isolamento social.

Uma nova data de lançamento será agendada.

Clique neste e leia o primeiro capítulo da obra

Joca Oeiras (*)   

Aceitei o convite para ser o apresentador do livro “Atentai Bem, assim falou Mão Santa”, do jornalista Zózimo Tavares, encarando-o como uma missão a mim confiada pela Fundação Nogueira Tapety – FNT. Não nego, no entanto, que tremi nas bases, pois o Zózimo escreveu não apenas a respeito de um político vivo e atuante, mas, principalmente, por que este político se chama Mão Santa, figura emblemática e extremamente polêmica, não havendo vivente que possa, em sã consciência, dizer o contrário! 

 Como conheço o Zózimo, mesmo antes de ler o livro, tinha certeza de que a obra não seria, simplesmente, um laudatório, um exercício de puxa-saquismo explícito. Pelo mesmo motivo, sabia que o retratado seria objeto do maior respeito e consideração, isto é, sei que o autor é incapaz de desrespeitar quem quer que seja.  

Mas o Zózimo, a par do gentlemam que é, é, profundamente, jornalista e a ele é atribuida a frase: “Se o jornalista não incomoda, então não é jornalista”.  

Conto isso tudo para enfatizar que li o livro armado com todos estes preconceitos. Além de tudo, muito curioso! Assim que a obra chegou-me às mãos, procedi a uma leitura, não vou enganar ninguém, seletiva, procurando separar o que era do autor do que havia sido escrito ou dito pelo senador.  

Desde logo concluí que título do livro “Atentai bem, assim falou Mão Santa”, não poderia ser mais adequado. Na verdade, o maior feito do Zózimo foi conseguir, através de suas páginas, dar expressão verbal coerente a um discurso fragmentário e – não poucas vezes – errático do personagem principal da obra, sendo esta, para mim, a grande sacada  do autor do celebrado “Sociedade dos Poetas Trágicos”.  

Juizo de valor

Digo isto porque não considero que se trate de uma biografia, nem sequer de um escorço biográfico, muito embora o autor tenha arrolado inúmeros dados com este teor. E também, apesar de toda a evidente simpatia que o parlamentar inspira ao jornalista, este, em nenhum momento, cuida de fazer um julgamento seja do homem, seja do médico, seja do político Mão Santa.  

Como disse, não se trata disto. O Zózimo, que além de jornalista, é cordelista e possui Licenciatura em Letras (entre outras coisas), se delicia ao analisar a fala, ora pretensamente erudita, recheada de citações dos clássicos e da Bíblia, ora francamente folclórica, do personagem-tema de sua obra. Não apenas o que diz, mas principalmente os trejeitos que faz e a maneira pouco ortodoxa, para dizer o mínimo, de que se utiliza para pronunciar as palavras.  Aliás, o caráter histriônico da fala do senador é constantemente realçado pelo jornalista. Vejam: “Mão Santa não liga para a dicção, engole o ‘s’ que marca o plural, outras vezes põe ‘esses’ a mais, mastiga palavras e assim por diante”.  

É claro que, ao debruçar-se sobre a fala do “retratado”, o autor não poderia se esquivar de alguns julgamentos de valor a seu respeito, o principal deles, reiteradamente formulado, a inegável presença de espírito que, segundo Zózimo, “é um dos traços da irrequieta personalidade de Mão Santa”, reconhecendo, embora, que “se não tem uma resposta pronta para as críticas, faz ouvidos de mercador e assim vai passando”.

Ressalta, também, talvez nem fosse preciso, a originalíssima figura do senador, evidente aos olhos de quantos a conhecem, mesmo os menos avisados.  No entanto, não custa reiterar: em nenhum momento o jornalista se dispõe a julgar a atuação do político, que foi Prefeito de Parnaíba e, por duas vezes, governou o Estado do Piauí, seja no exercício destes cargos executivos, seja na sua atuação parlamentar propriamente dita, seus projetos, para além dos discursos.  

Mil discursos 

Para mim a obra se define por ser uma descrição minuciosa do peculiaríssimo linguajar de uma importante figura da República. Através das profusas – e, não raro, confusas – manifestações verbais do retratado, o autor pinta um quadro fortemente impressionista – mas, nem por isso, menos verdadeiro – do prolixo parlamentar dos (mais de) mil discursos.  

As mais acerbas críticas podem ser formuladas ao político Mão Santa, mas… atentai bem, senhoras e senhores, depois de ler o livro do Zózimo, a ninguém caberá desconhecer que se trata, o Senador Mão Santa, de um ser humano de rara grandeza.   

(Texto de apresentação do livro “Atentai bem!, assim falou Mão Santa”, de autoria do jornalista Zózimo Tavares, lançado no dia 22.01.10, às 21h, na Câmara Municipal de Oeiras, numa realização da FNT)

Eu vi o governador! De longe…

Era 13 de maio de 1977, uma sexta-feira. Eu tinha 15 anos e me mostrava curioso diante dos acontecimentos de minha pequena cidade, Água Branca, a 100 quilômetros ao Sul de Teresina.  

Uma manhã de sol, a Praça 1º de Julho, à época a principal da cidade, estava coalhada de pessoas. Só a feira de domingo juntava tanta gente ao redor da praça, depois batizada de Deputado Gomes Callado.

Aquela multidão se acotovelava no local para receber o governador Dirceu Arcoverde, que estava na cidade para inaugurar o hospital e o sistema de abastecimento de água. 

Foi ali que vi Dirceu Arcoverde pela primeira vez. Foi ali que pela primeira vez também vi um governador. Aliás, não vi propriamente o governador. De onde eu estava, na praça, por mais que esticasse o pescoço e subisse nas pontas dos pés, só conseguia distinguir, por cima de incontáveis cabeças e chapéus de palha e de couro, o vulto de um homem magro, de calvície avançada, em meio a outros homens, a que todos se dirigiam com reverências e louvações.  

Todos – o governador, o prefeito, secretários de Estado, deputados, vereadores e outros convidados – estavam em um palanque improvisado na carroceria de um caminhão estacionado em frente à casa do velho Callado, o chefe político da cidade. 

Uma luz passeava sobre a multidão e se demorava no palanque oficial. Era o holofote da TV Clube, então a única emissora de televisão do Piauí e que fazia a cobertura da visita do governador. 

*** 

Voltei a ver o governador, também de longe, outra vez, em 1978, já morando em Teresina, não lembro se em uma inauguração ou em um comício.

Eu havia me transferido no início daquele ano para a capital para cursar o Ensino Médio, na Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI. 

O que recordo mais nitidamente daquela época é que Dirceu era o adversário do ex-governador Alberto Silva como candidato a senador. Era uma campanha da qual todo mundo dava conta na capital, mesmo quem não se interessava muito por política, tal era o nível de seu acirramento.

Teresina era albertista “doente”, como se dizia então. A propaganda apresentava Alberto Silva como “O Senador do Povo”, acrescentando-lhe o título de maior governador do Piauí de todos os tempos. 

O clima eleitoral e o entusiasmo da oposição contagiavam a juventude. Logo fui atingido também pelo espírito oposicionista que dominava a cidade e passei a torcer por Alberto Silva. 

Naquela época, eu tinha 16 anos e os jovens nessa idade ainda não votavam. Eles só adquiriram esse direito com a Constituição de 1988. Então, eu só podia torcer. E foi o que fiz. 

O candidato Alberto Silva era um furacão em Teresina, especialmente pela construção do estádio Albertão, a obra-símbolo de seu governo e palco dos grandes clássicos na fase áurea do futebol piauiense.  

Pouco se falava da obra do adversário, que o sucedera no governo. Dirceu também era dono de um riquíssimo acervo de realizações em todo o Piauí, a partir de Teresina, onde implantou o novo sistema de abastecimento de água com capacidade para atender satisfatoriamente a população além do ano 2.000. Era o maior investimento público no Estado depois da usina hidrelétrica de Boa Esperança. 

Mas paixão política própria das campanhas eleitorais, só enxergava as obras de Alberto Silva, que de fato eram vultosas e volumosas, impactantes, mas não suplantavam as de Dirceu! 

Além do mais, Alberto era o candidato da oposição. Era o que todo mundo dizia e também o que eu sabia.  

Naquela época, minha imaturidade era tamanha que não me permitia ver que Alberto e Dirceu eram da mesma sigla, a Arena, o partido do governo.  

Então, eu misturava alhos com bugalhos, como muitos. Ou seja, não sabia que o primeiro não era oposição de verdade, mas apenas dissidente. 

E lembro também, daquela época, do clima de comoção pública que dominou Teresina com o prematuro falecimento do senador Dirceu Arcoverde, em Brasília, bem no início de seu mandato. 

*** 

Quando ingressei na imprensa, em 1980, fui começando a conhecer melhor a realidade política do Piauí, sobretudo, a partir de 1985. Nesse ano, passei a me dedicar ao jornalismo político, acumulando-o, mais na frente, com a função de editor-chefe de vários veículos de comunicação de Teresina.  

Convivi profissionalmente com as principais personalidades políticas daquela geração e com elas muito aprendi sobre os seus contemporâneos, incluindo Dirceu Arcoverde. 

Para uma ou duas gerações, Dirceu hoje não passa do nome do bairro mais populoso de Teresina, o Grande Dirceu; do nome de um pequeno município do sertão do Piauí e de nome de vários equipamentos e logradouros públicos, notadamente hospitais, ruas e avenidas, em várias cidades. 

É, sobretudo, para estes que escrevo este livro, a fim de que possam conhecer a história de um dos maiores governadores do Piauí.

A obra está dividida em cinco capítulos. O primeiro recompõe o cenário político do Brasil em 1979, o ano da morte do senador. Também reconstitui os últimos dias de sua longa agonia e de seu breve mandato parlamentar.

O segundo traça o perfil biográfico de Dirceu antes de seu ingresso na vida pública, inciando com o nascimento dele, em Amarante, e indo até a sua formatura em Medicina, no Rio de Janeiro. Destacam-se, nessa parte, as paisagens naturais e humanas do Piauí e os vultos históricos de então que tiveram influência na vida do biografado.

 O terceiro capítulo conta como Dirceu Arcoverde chegou ao Governo do Piauí, jogando luzes sobre os bastidores de sua escolha. Também mostra como ele governou e traz um balanço de suas realizações.

 O quarto foca as eleições de 1978 no Piauí, quando ele disputou o mandato de senador em uma das campanhas mais acirradas da história do Estado. Pelas voltas e reviravoltas que a política dá, Dirceu enfrentou nas urnas justamente um mito nascente da política piauiense, o ex-governador Alberto Silva, de quem fora secretário de Saúde.

Por último, o quinto capítulo narra a comoção pública causada no Piauí pela inesperada morte do senador vitorioso nas urnas, o impacto que ela causou na política estadual, o vácuo que o seu desaparecimento provocou e as homenagens póstumas que lhe foram tributadas.    

A história de Dirceu Arcoverde encanta especialmente pela figura humana que ele encarnou como médico, por mais de 20 anos, e homem público, por breve período. 

Uma carreira pública brilhante que foi interrompida bruscamente ainda no começo, com a sua morte súbita. 

Quarenta anos depois de seu prematuro falecimento, todos ainda temos muito o que aprender com ele, pelo seu exemplo de sua austeridade, de simplicidade e de devoção ao Piauí.  

Zózimo Tavares

(Do livro “Dirceu Arcoverde – Esperança interrompida”, a ser lançado em breve)

O jornalista e escritor Zózimo Tavares vai lançar na Academia Piauiense de Letras (APL) seu mais recente livro: “Alberto Silva – Uma biografia”.

O livro conta a trajetória profissional e política do engenheiro, ex-governador e ex-senador Alberto Silva, um dos principais personagens da vida pública piauiense, na segunda metade do século 20.

O lançamento será neste sábado, às 10h, na Academia Piauiense de Letras, na zona Sul de Teresina.

Com 304 páginas, o livro narra a história do ex-governador desde o seu nascimento, na Ilha Grande de Santa Isabel, em Parnaíba, em 10 de novembro de 1918, até o final de seu primeiro mandato de governador do Piauí (1971-1975). Além de reconstituir o panorama social, econômico, cultural e político da época, a partir da Redemocratização de 1945, a obra mostra os fatos marcantes da carreira política do biografado, iniciada com a eleição para prefeito de Parnaíba, em 1948. Ele deixava aí o seu cargo de engenheiro da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, para ingressar na política, atividade que exerceu pelos 60 anos seguintes.

Depois de sua primeira eleição de prefeito, conquistou um mandato de deputado estadual, ao qual renunciou para assumir a direção da Estrada de Ferro Central do Piauí, no início dos anos 1950. Outra vez foi diretor da Estrada de Ferro no início dos anos 60. Incompatibilizado com as forças políticas locais, teve que se mudar para o Ceará. Só voltou ao seu Estado natal quase dez anos depois, já na condição de governador. A obra recompõe o exílio profissional de Alberto Silva no Ceará, onde realizou a obra de eletrificação de todo o Estado, credenciando-se a ser indicado para o Governo do Piauí, contra os interesses da elite política piauiense.

No governo, realizou uma obra que revolucionou o Piauí, em todas as áreas, sendo lembrado como o governador que pôs o Estado na modernidade.

O livro mostra também os bastidores das disputas políticas no Piauí, a partir das eleições de 1947, e as sucessivas configurações do quadro político estadual. Além disso, traz um rico registro iconográfico, em dois cadernos de fotografias impressas em papel couché, tanto de obras quanto de personalidades que marcaram a política estadual.
A obra resulta de uma vasta e demorada pesquisa do autor, iniciada em 1991, quando Alberto Silva concluiu o seu segundo mandato de governador. Para escrevê-lo, o autor entrevistou o biografado com exclusividade diversas vezes, ao longo de vários anos, conseguindo dele grandes revelações sobre muitos episódios da política e da administração estadual. Escrito em linguagem jornalística, clara e direta, é uma publicação que traz grande contribuição para a historiografia do Piauí, sendo uma leitura atraente para professores, alunos, pesquisadores e demais interessados na história recente do Piauí.

Sobre a obra
Título: “Alberto Silva – Uma biografia”
ISBN: 978-85-67525-09-9
Total de páginas: 304, com fotografias
Autor: Zózimo Tavares
Editora: Bienal
Lançamento: 16 de março de 2019
Preço unitário: R$ 50,00