A Assembleia Legislativa do Piauí realizou, nesta quinta-feira (7/5), sessão solene para celebrar os 85 anos de inauguração do Hospital Getúlio Vargas (HGV).

A homenagem foi proposta pelo deputado Dr. Gil Carlos (PT), que, convidado a usar a tribuna pelo presidente da sessão, deputado Francisco Limma (PT), afirmou que o HGV nasceu de um sonho ousado de seu idealizador e construtor, Leônidas Melo.

O deputado Gil Carlos destacou também a importância do hospital para a história do Piauí: “O HGV foi concebido pelo entendimento de que o Piauí precisava avançar na saúde pública e com ele nosso estado destacou-se na região e viramos referência”.

Para o deputado, celebrar a história do hospital é homenagear profissionais que enfrentaram e enfrentam diariamente os desafios da saúde pública com coragem, decência e espírito de serviço.

“O HGV é uma das instituições que mais orgulha a autoestima do piauiense”, afirmou o parlamentar.

O professor Bernardo Melo Neto, doutor em Farmácia, falou em nome da família de Leônidas Melo: “Para nossa família, o HGV tem um significado muito especial, por saber que meu avô ajudou a construir uma instituição tão importante para o povo piauiense”.

A história do HGV

Os dois oradores citaram o livro HGV – Um marco na saúde do Piauí, do jornalista e escritor Zózimo Tavares, lançado pela Bienal Editora, na passagem dos 80 anos do hospital.

O livro foi publicado através de emenda orçamentária do deputado Pablo Santos (PMDB), atual prefeito de Picos. 

Também fizeram uso da palavra, na sessão desta quinta-feira, o diretor-técnico do HGV, Thiago Pereira Diniz; a diretora do hospital, Nirvânia do Vale Carvalho; e o secretário de Saúde, Dirceu Hamilton Cordeiro Campêlo, que representou o governador Rafael Fonteles.

O jornalista e escritor Zózimo Tavares, autor do livro sobre a história do HGV, também se fez presente à sessão.

(Imagens: Thiago Amaral/Ascom-ALEPI)

Deputado Limma preside a sessão em homenagem aos 85 anos do HGV.

Deputado Gil Carlos destaca importância do hospital para o Piauí.

Bernardo Melo, neto de Leônidas, agradece homenagem.

Diretores e servidores do HGV prestigiam sessão em homenagem ao hospital.

O livro que conta a história do Hospital Getúlio Vargas

O Hospital Getúlio Vargas, inaugurado em maio de 1941, em Teresina, tem a sua história contada no livro HGV – Um marco na saúde do Piauí.

O autor da obra, jornalista e escritor Zózimo Tavares, afirma que o HGV, transformado em hospital-escola, foi a semente do Polo de Saúde de Teresina, contribuindo para a elevação da capital do Piauí à condição de centro de referência em saúde no Norte e Nordeste do Brasil.

O livro conta a história do hospital condensando, em forma literária, o vasto material coletado e pesquisado sobre o HGV.

Nesse acervo, estão documentos oficiais, discursos, livros, revistas e outros meios de comunicação, além de entrevistas e depoimentos.

Temas abordados

O livro discorre, entre outros temas, sobre o contexto da época; qual era a rede de saúde do Piauí; o idealizador e construtor do hospital, Leônidas Melo; o arrojo da obra; a inauguração; os primeiros profissionais; os impactos do HGV no setor de saúde; as reformas executadas ao longo dos anos e a situação atual, com as atenções do hospital voltadas para a alta complexidade.

O livro foi publicado com recursos oriundos de emenda parlamentar do deputado Pablo Santos para celebrar os 80 anos do HGV.

O autor afirma ainda que o HGV foi a maior obra pública do Piauí até à inauguração da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, em 1970.

A diferença, segundo ele, é que o hospital foi construído com recursos próprios do Estado, enquanto a usina foi feita com verbas do governo federal.

O livro está disponível nas Livrarias Entrelivros e Universitária. Também pode ser adquirido no site da editora:

https://www.bienaleditora.com.br/site/produto/hgv-um-marco-na-saude-do-piaui/ e pelo WhatsApp da editora: (86) 9 9559-5252.

Capa do livro que conta a história do Hospital Getúlio Vargas.

Por Socorro Melo (*)

A cidade era pequenina, quase uma vila. Mas tinha praça, uma Igreja e um rio que a cortava enfeitando-a com o brilhar de suas águas.

Ali morava um menino e tudo aconteceu quando ele tinha seis anos vividos. Não era de muitas amizades, mas tinha um colega da escola que era quase um seu irmão, eram inseparáveis! Um a sombra do outro! Iam juntos às aulas, tomavam banho de rio e armaram arapucas de pegar passarinhos.

Chegou um dia em que o amigo não apareceu na escola. Nem no outro…nem no outro! E o menino sentiu muita falta de sua sombra até que, na bodega do pai, escutou um comentário: seu amigo estava muito doente. Já nem se levantava. Foi visitar o amigo e saiu impressionado com sua palidez e magreza. E a mãe nada podia fazer. Ali onde moravam não tinha médico.

Aconteceu que o menino estava no pequeno comércio do pai ajudando na limpeza, quando chegou, aflita e chorando muito, uma senhora. Vinha avisar que o amigo inseparável do menino havia morrido. O menino desta história não resistiu e desmaiou, deu trabalho para acordar e, durante dias não comia e não dormia. Foi chamado o farmacêutico da cidade que receitou umas gotinhas que fizeram o menino dormir e ir melhorando. O que ninguém conseguiu fazer foi o menino esquecer o amigo. Andava triste e ficava sempre a pensar que havia perdido seu amigo pela falta de um médico em sua cidadezinha.

Daí em diante a ideia de ser médico não lhe saiu da cabeça.

Ele sabia que precisava estudar muito, sair da pequenina cidade e se aventurar a conseguir o que queria. O pai não tinha recursos para custear suas despesas em outro lugar até ser médico. Se quisesse realizar seu sonho teria que enfrentar o mundo desconhecido da grande cidade. E partiu, foi trabalhando aqui e acolá com a ajuda dos colegas e muitas humilhações até que chegou onde queria.

Fez-se médico em 1921, voltou à sua terra natal. Foi recebido pelo pai com banda, foguetes e muita festa.

Mas, o então médico era comunicativo, tinha liderança e uma oratória de fazer inveja, tudo que um homem poderia oferecer para que os políticos de então ambicionassem seu nome como candidato nas eleições. Ele foi chamado e não fugiu. Aceitou o desafio, mas atrás de sua decisão estavam as lembranças da infância e do amigo perdido aos seis anos por falta de assistência médica.

Fez carreira política e teve então a chance de completar seu sonho de menino!

Construir um hospital em sua terra que atendesse às necessidades da saúde do povo do seu Nordeste.

Foi buscar modelos onde já existia a medicina que desejava. Construiu um grande hospital onde pretendia trabalhar ao deixar a política. O hospital era grande como o sonho e chegou a ser denominado de ELEFANTE BRANCO. Diziam alguns que era um exagero para a cidade. Mas para quem o projetou, ele devia ultrapassar seu tempo para que chegasse quem sabe aos 83 ou 100 anos com uma estrutura capaz de suportar a evolução da ciência médica.

O menino desta história se chamava LEONIDAS DE CASTRO MELLO, que nunca esqueceu a morte do seu grande amigo Zuza, aos seis anos de idade, na cidade de Barras, no Estado do Piauí.

Assim nasceu nosso Hospital Getúlio Vargas, nosso querido ELEFANTE BRANCO DA SAÚDE!

(*) Socorro Melo é professora aposentada da Universidade Federal do Piauí e filha de Leônidas Melo, idealizador e construtor do HGV. Autora do livro “Assim vi meu pai”.

Hospital Getúlio Vargas, em seus primeiros anos.

Um novo lançamento do livro HGV – Um marco na saúde do Piauí foi feito na sexta-feira (03/05), como parte do programa de comemorações dos 83 anos de inauguração do Hospital Getúlio Vargas.

O lançamento do livro, de autoria do jornalista Zózimo Tavares, ocorreu no auditório do HGV, com a presença do secretário de Saúde, Antônio Luiz; da diretora geral do hospital, Nirvânia Carvalho, e de outros convidados.

A professora Socorro Melo, filha do governador Leônidas de Castro Melo, idealizador e construtor do HGV, também se fez presente ao evento, representando a família.

A história do HGV

Foram exibidos três vídeos de um minuto cada: um produzido pela assessoria de comunicação do HGV, com uma síntese da história do hospital; e outros dois produzidos pela Bienal Editora, que publicou o livro.

Um desses vídeos relata a história do livro e outro registra um dos momentos cruciais da história do HGV, que foi o atendimento às vítimas do acidente ocorrido na inauguração do estádio Albertão, em 1973.

Com 178 páginas, o livro HGV – Um marco na saúde do Piauí foi publicado em 2022, no encerramento das comemorações dos 80 anos do hospital.

O livro pode ser adquirido nas livrarias Entrelivros e Universitária e diretamente no site da editora (bienaleditora.com.br) ou pelo WhatsApp 9559-5252.

O aniversário do hospital

O aniversário de 83 anos de funcionamento do HGV foi comemorado com missa, cerimônia de atualização da galeria de ex-diretores, apresentação do livro “HGV um Marco na Saúde do Piauí” e o descerramento da placa de Certificação Angels Awards da Unidade de AVC do hospital, inaugurada em 2023. 

Inaugurado em 3 de maio de 1941, o HGV é referência em várias especialidades médicas. É também uma instituição de ensino, com dez residências médicas e uma residência multiprofissional.

São 384 leitos, com 350 atendimentos ambulatoriais e 50 cirurgias por dia, uma equipe de mais de 2.500 profissionais capacitados.

Professora Socorro Melo, filha de Leônidas Melo, faz uso da palavra na solenidade.

Secretário Antônio Luiz destaca importância do HGV e da necessidade de investimentos no hospital.

Professora Socorro Melo com o jornalista Zózimo Tavares.

O lançamento do livro “HGV – Um marco na saúde do Piauí”, do jornalista Zózimo Tavares, reuniu autoridades, profissionais de saúde, funcionários do hospital e outros convidados na manhã desta sexta-feira, 27/05.

O ato foi realizado no auditório do Hospital Getúlio Vargas e, segundo o seu diretor, Osvaldo Mendes, marcou o encerramento das comemorações dos 80 anos de inauguração do HGV, ocorrida em 3 de maio de 1941.

Presenças

Além dos secretários de Governo, Antônio Neto, e de Saúde, Neris Júnior, participaram do evento o presidente da Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (FEPISERH), Ítalo Rodrigues, e o reitor da Universidade Federal do Piauí, Gildásio Guedes.

Também estiveram presentes familiares do médico e governador Leônidas Melo, idealizador e construtor do HGV; ex-diretores do hospital, o vice-reitor da UFPI, Viriato Campelo, acadêmicos de medicina e o deputado estadual Pablo Santos, autor da emenda parlamentar que viabilizou a publicação da obra, executada através da Secretaria Estadual de Cultura e publicada pela Bienal Editora.

A família de Leônidas Melo foi representada pela filha, professora Socorro Melo, e por netos e bisnetos, dentre eles o pequeno Bernardo, de apenas 8 anos.

Os professores Felipe Mendes e Plínio Macêdo, membros da Academia Piauiense de Letras, também se fizeram presentes.

Piauí grande

A apresentação do livro foi feita pelo médico Luiz Ayrton Santos Júnior, professor de História da Medicina na FACIME/Universidade Estadual do Piauí e membro da Academia Piauiense de Letras e da Academia de Medicina do Piauí.

Segundo Zózimo Tavares, o livro nasceu da curiosidade que todos temos pelas coisas grandiosas do Piauí. “E o HGV é uma delas. Até o início dos anos 1970, foi a maior obra pública do Estado, só perdendo esta posição após a construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança”, observou.

O secretário Antônio Neto parabenizou o jornalista Zózimo Tavares pela obra e destacou que ela será um legado importante para a história da medicina do Piauí e para a história do nosso Estado.

O secretário de Saúde, Neris Junior, também destacou a importância do livro pelo resgate que faz da história do maior hospital do Piauí.

Mesa de honra no lançamento do livro sobre o HGV



Professor Luiz Ayrton com o autor e acadêmicos de medicina.

Bernardos, neto e bisneto de Leônidas Melo, com o autor.

O autor com o médico Newton Nunes, presidente da UNIMED-PI.
O autor com o vice-reitor e o reitor da UFPI
O diretor do HGV, Osvaldo Mendes, e o reitor da UFPI, Gildásio Guedes.

Secretário de Governo, Antônio Neto, e professora Socorro Melo.
Neto e bisneto de Leônidas e professor Plínio Macêdo ((UFPI).